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08/11/2013 12:11:31 :: ANGELA SANTOS CALDEIRA
Ó amado Brasil



Forte índio,com suas florestas
com seus mares e montanhas,
um povo feliz, em festa,
os teus filhos, e as pessoas estranhas.


Te conheço, passo a passo
sem cruzar uma fronteira,
sempre confiante, no teu livre espaço,
de cidade em cidade, levantando a poeira.


Nasci no Rio Grande do Sul,
mas o Brasil é minha casa
andei muito por esse céu azul
ripe, angela, anjo de aza.


Há, tuas praias Brasil
que prazer, que maravilha,
minha pátria varonil
tenho orgulho de ser tua filha.


Acredito neste teu axé
só Deus, pode ouvir teus brados,
sei que teu cheiro, acalmara esta maré
poque pelo mundo, nós somos adorados.


Tua beleza nos ensinou a amar
pois és gigante pela propiá natureza
teus brados fortes iram superar,
levando os paus podres, abaixo a correnteza.


Ó Deus de abraão, de Isaac, e de Jacó
não ha quem possa resistir tua vontade,
não deixa meu irmão, triste e só
transforma o pranto do brasileiro, ó majestade.


Que a paz reine, de todas as partes,
liberta até o fim, os que te agradam
tu és a esperança dos errantes,
adoça aboca daqueles que se amargam.


Somos crianças perdidas
nunca passamos grandes tempestades,
sinal, que somos filhos e filhas preferidas
perdoa pai,cura as nossas feridas.


Minha vitoria, é ter o meu       brasil e Jesus
e a paz entre os grandes e pequenos
resplandecer nossos sorrisos em luz,
de mãos dadas para sempre viveremos.
 
28/09/2013 10:01:35 :: DAVID SABINO MUCHANGA
Igrejas como instrumentos…Minha dadiva e presente do natal

Neste natal, quero me unir aos seus lábios
Que são a família talvez dos meus…
Neste natal, farei suáveis delírios
Para receber dos lábios meus, presentes seus…

Pode crer, se eu sou o teu pai Noel…
Pode ter certeza que terás de mim o amor
Mas não se atreve a me confundir com Joel
Que lhe trouxe muito sofrimento e dor

Por não saber quem tu és…
Minha dadiva e presente do natal
Que cresceu no alvar sentimental

Das antologias de amores ou talvez…
Das prosas silenciosas escritas por Camões
Nas bermas oceânicas dos vossos corações…

Sanjo Muchanga
 
24/09/2013 14:07:44 :: JOSE MAURO CANDIDO MENDES
O ZAP DA PESCARIA                                    
                                                                     Ao amigo Edson
                  Autor: José Mauro Cândido Mendes
Hoje acordei com uma vontade danada de pescar.
Lembrei- me de seu livro Piracema e corri logo    a buscá-lo
Debrucei-me sobre ele e comecei a “pescar”: palavras, frases, poemas,
acrósticos e causos.
Mergulhei    de corpo e alma nas profundezas desse manancial de águas
cristalinas. Ricas de seres vivos -criados pelo arquiteto maior do Universo.
Não contente e satisfeito com    toda esta viagem, aprofundei-me em suas belas fotos e
pinturas de encantos mil.
Agora meu caro amigo : seu livro Piracema certamente marcará uma passagem agradabilíssima em sua rica e brilhante trajetória    nesse mundo mágico das artes.
Realizou-se um    sonho... adormecido há muito. E, que certamente agora dormirá em paz e tranquilo, para que outros sonhos venham a lhe fluir e que de suas mãos habilidosas e de sua mente privilegiada possa nos brindar com outras joias raras de sua criação.
l
 
19/09/2013 10:30:43 :: GORETTI ALBUQUERQUE
Magia da Natureza.


A frágil flor ostentava a beleza
Seu resplendor descortinava o ao vento.
Gotas de orvalho banhavam em pureza,
Botões se abriam colorindo o tempo.

Mãe Natureza!    Cheia de encanto e magia.
Ao amanhecer perfumando revestes.
Seu verde manto sopra nostalgia,
Marejam olhos e    o peito se enternece.

Terra molhada pelas corredeiras
Sons barulhentos vêm da ribanceira.
Vidas diversas deságuam certeiras,
Buscam a Mãe terra velha companheira.

A lua esconde    e vem brilhar o sol.
Empresta o brilho e aguarda pela noite.
O mar se agita apontando o farol,
Banhando a relva a lua    retorna em    açoite.

Esquilos saltitantes seguem em bandos.
Pássaros gorjeiam e ao fim de mais um dia.
Grilos em galhos soltam agudos cantos,
Dona formiga    com garra seguia.

E    assim termina    o roteiro na mata.
Montanha curva-se para o Céu azul.
E o buriti frondoso beijando a cascata,
Abençoando vai a Natureza em luz.

Goretti Akbuquerque
 
18/09/2013 13:19:42 :: MARIA ELZA DA SILVA BRANDÃO
O QUE EU DESEJO PRA VOCÊ
(Texto original de Victor Hugo, adaptado por Vinicius de Moraes)


Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado,
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos.
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo.
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois de você seja útil,
Mas não insubstituível, quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
E é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas por um dia,
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher, tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais a te desejar.






 
16/09/2013 12:07:59 :: GORETTI ALBUQUERQUE

      Era um belo domingo em seu final de tarde e uma cor acinzentada aparecia no Céu. Parecia que aquelas nuvens baixas e escuras formando carrancas e desenhos sombrios indicavam uma forte tempestade.
Eu vinha saindo de mais um dia de trabalho    e apertei o passo já que eu estava aproveitando para fazer uma caminhada. Olhei mais uma vez para cima e pensei; Como às nuvens agora tinham formas severas, adultas e diferentes do tempo de minha infância. Onde o que a gente via no Céu eram caras de anjos, floquinhos de algodão e tantas formas engraçadas e mágicas sempre de bom humor a nos sorrir.
Pois é. Quando criança tem-se uma imaginação fértil e apenas queremos ver aquilo que nos é interessante, pois não conhecemos ainda a    maldade, apenas a inocência e sonhos mirabolantes. Eu confesso que continuo sonhando intensamente porque sem eles (os sonhos) não existiriam vidas, Sonhar é preciso sempre.
Bom. Voltando para minha caminhada    para casa eu olhava tudo em volta e aquele silêncio gelava meus ossos e o vazio da cidade era tal qual minha alma estava naquele final de tarde. Andei mais um pouco olhando para as avenidas e nenhum carro ou pessoas passavam por ali. Pode ser que estavam descansando de tantos eventos sociais ou ainda estariam desfrutando do domingo para começarem suas lutas na segundona brava e segui    adiante subindo uma rua arfando e desejando que a próxima esquina fosse a minha rua.
Falando em meus pensamentos eu voltei lá para minha cidadezinha no Ceará e lembrei –me    da beira do rio da madrinha Rosa (minha avó) da casa velha lá de cima do morro a olhar nossas correrias e- entre risadas marotas, parecia que    compreendia e calada aquele casarão branquinho e    sorria de nossas molecagens e para nosso viver alegre e sonhador de criança. Continua exuberante no mesmo lugar aquele recanto de tantos sonhos onde sempre voltamos para renovar nossas energias ou para deitarmos em uma redinha e dormir com a brisa do leito do rio a nos embalar, a nos ninar como quando em criança.
Na descida e bem em frente ao casarão existia uma grande e bela árvore por nome Gurgurizeiro onde tinha um balanço improvisado com cordas presas aos galhos e quem quisesse por    uns minutos sentar e balançar, tinha que pagar para meu tio (Badel agora no Ceú) com folhas qualquer de árvores. Era um lugar mágico para a meninada e para todos os netos que não eram poucos. Família numerosa e vinham outras tantas crianças querendo balançar a sombra do belo Gurgurizeiro que em um bailado e um farfalhar de suas folhas e copa, exuberante acolhia a todos com elegância e formosura. Ali tinha um lugar para banho onde o fundo era arenoso e plano era    o encontro da turma do Colégio aos finais de    semana com nossos inesquecíveis Piqueniques    não no leito do rio, mas, ao lado embaixo daquela árvore copada onde os meninos matavam passarinhos durante uma semana (ainda era permitido) e às meninas faziam a comida em panelas de barro com gravetos secos e tudo era uma delícia.
De repente voltei ao Planeta Terra e já havia passado de minha casa que loucura quando sonhamos de olhos abertos não conseguimos ter noção de onde estamos ou para onde vamos, apenas viajamos o que ainda é possível transpor fronteiras sem pagar pedágios de nada. Sorri e virei três ruas entrando em casa nostálgica.
Ufa! Que mente mirabolante essa minha!
Girei minha chave no portão e entrei ainda sentindo o leve som das folhas do Velho e querido Gurgurizeiro da nossa meninice. Deitei um pouco e respirei fundo em minha redinha na varanda. Coisas de um bom cearense. Bati o pé na mureta da varanda e balancei por algumas horas lembrando e voltei ao mesmo lugar a beira do rio. De repente vieram lembranças tristes daquele lugar onde outrora fora nosso Paraíso. Não mais existia nosso balanço por nome de “Galamar” e tão pouco nosso velho Gurgurizeiro. Que tristeza!
A cada ano que eu voltava ao Ceará e visitava o lugar de tantas pessoas sonharem eu percebia que a pobre árvore pedia socorro ao rio e aos pescadores noturnos que sempre faziam sua fogueira sem baixo e com facões tiravam pedaços de seu tronco para reforçarem suas fogueiras para melhor enxergaram os peixes. Que maldade eu sentia uma dor e uma saudade. Estava morrendo aos poucos nosso amigo e confidente. Voltei lá no ano seguinte e fiz uma foto minha bem ao centro de seu tronco onde havia um buraco queimado pelos maldosos pescadores. Chorei junto a tantos que amavam abraçar aquele baluarte e agora estava tombando e parecia despedir-se de mim. Vou postar essa foto de que vos falei acima do texto para que possam ver e sentirem como o fato é verídico. No ano seguinte eu não fui, felizmente para minha terra e meu irmão o poeta e Filósofo de um sentimento nobre convidou toda à Cidade em uma noite de lua cheia e foram fazer um Luar bem onde apenas existia    pequenos fragmentos e o buraco no tronco do velho Gurgurizeiro. Orestes meu irmão fez uma fogueira dos poucos galhos que ficaram e com o coração inspirado e doído declamou um poema dedicado àquela árvore querida e declamou jogando junto aos moradores e cada um jogava um pouco de suas cinzas no não menos admirado rio de nossa infância.    Foi um momento triste de muita emoção, mas, de uma grande homenagem aquele nosso recanto e confidente de nossas peraltices.
Por isso eu digo que infelizmente não estive nessa grande homenagem porque sou muito emotiva e talvez eu choraria diante do meu herói Gurgurizeiro. Não. Apenas alegria e boas recordações querem daquela árvore, de nosso balanço e dos piqueniques para repassar aos meus filhos, netos essa foto e que um dia alguém de coração cruel queimou aquela árvore e que o nosso velho rio suavemente conserve em branca espuma suas cinzas, sua vida Gurgurizeiro.
Que viagem maravilhosa! Abri os olhos e já passava das vinte e duas (22;00) horas eu ainda nem havia entrado em casa.

Franca 15/09/2013

Goretti Albuquerque
 
15/09/2013 22:03:28 :: GORETTI ALBUQUERQUE
Falar é Preciso.

Que magnífico seria só do amor falar.
Tantas vezes cantamos em forma de um calar.
Mesmo que o peito insista em sangrar,
Esquece a dor da navalha a cortar.

Tão bom seria não dizer das dores,
Não repassando nossos dissabores.
Mas o poeta explodirá o peito
Pois é fiel na Causa e no Efeito.

Compor da flor se abrindo entre mil cores
Do lírio branco passando harmonia.
Ao escrever de amor feliz e paz
Mas, contradiz. E o poeta o que faz?

Compor da lua derramando sonhos,
Dos verdes campos e do olhar de menino.
Buscar no Céu uma Estrela Cadente
E por instantes ser    um sol ardente.

Lá no infinito montar melodia
Olhar em voo subir bem ao topo.
Ser tão astuta feita à andorinha
Levar no bico um cantar como em sopro.

Ser viajando tal qual um errante
No alto mar sentir estar no porto.
Por entre os raios do luar dançante
Dizer sorrindo ainda que quase morto.

Mas tudo muda nos versos de um pensante.
Que em sua dor diz coisa hilariante.
E vão dizendo em gotas que não brotam
Sonhos contrários em seu imaginário.

Goretti Albuquerque




 
05/09/2013 14:52:04 :: FLOR SOLITÁRIA-Maria José V.J.
Boa tarde.Sou uma Flor solitária.Venham me visitar...................
 
02/09/2013 11:12:54 :: GORETTI ALBUQUERQUE
Silencio... só por hoje

Faz tanto tempo que eu nada escrevo.
Pois percebo que agora eu nada consigo passar.
Nem mesmo uma curta estrofe,
Em meu quieto caderno consigo anotar.

Meu coração por hora está vazio, sem inspiração.
Mente travada, versos congelados.
Sequer desejo ouvir ou dizer da canção.
Vou esperar na outra margem ventos inspirados.

Contemplo o nada pra tentar compor,
Mas vem o tudo e encerra o meu pensar.
Quanta ironia contradiz o autor
Nem mais versar pra dizer do Amor.

Tormentas vêm em luz intermitente
Borbulhas mil sustentam um paradigma.
Meu peito guarda arquivo inconsciente,
Mas não retrata ainda esse enigma.

Vejo-me envolta em um rodamoinho,
Porque não sei pisar Poe esse chão.
A nova faze encurtou meu caminho,
Não sei andar, procuro um corrimão.

Bem sei são crises existenciais.
Logo virão luar com paz e maravilhas.
Apenas experimento momentos transcendentais,
Penso que mergulhei fundo em minha armadilha.

Ainda é cedo e posso aos versos retornar.
Quem sabe ainda pela madrugada eu fale.
E possa eu em folha em branco versejar,
Ou do contrário eu pense e para sempre eu me cale.

Goretti Albuquerque
 
02/09/2013 10:41:48 :: GORETTI ALBUQUERQUE
Mãos Estendidas

Seu olhar, seu agir geram vidas.
Só depende de sua expressão.
Sinta a dor e a tristeza contida,
E no abraço sincero comungue com o irmão.

Seu olhar de amor é preciso
Para alguém na coxia com frio e sem pão.
Leve o riso e divida consigo
Que o sofrer diminui se transforma em canção.

Quem estende à mão pra pedir,
Desrespeita sua alma e se abate na dor.
Mas à mão que ajuda recebe poder
Gesta a vida de quem só conhece o sofrer.

Quando a chance de ajudar vier,
Vai! Apressa-te e faz o teu melhor.
Lembra    o tempo é veloz e se você quiser
Deixa feitas, atitudes, empresta ao menor.

Uma vez veio o tempo do bem.
Nem olhaste o irmão ao relento.
Outra vez o mendigo partiu para o além,
Não fizeste tua parte negando-lhe o sustento.

Troca às horas banais e te entrega.
Sai em busca de tantos banidos da vida em tudo.
Sempre temos um pouco; não nega.
Repartindo teu pão estarás tendo assim teu escudo.

Eu somente não posso esse mundo sozinho mudar.
Venha aqui meu irmão vamos juntos somar.
Não despreze jamais nas calçadas das ruas a chorar.
Vai empresta um sorriso e um carinho no olhar.

Goretti Albuquerque
 

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