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Cláudio Joaquim


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07/04/2010 20:25:01 :: Thay


Telefone mudo.

Telefone mudo.
A noite já vai alta
Você não volta
Não vem ninguém á porta
O telefone não toca...


Porque eu me importo
Se você não se toca
Que te toco no fundo do seu ser?
E o telefone não toca...

Talvez devesse te esquecer
Para não mais sofrer
Porque deste jeito
Não posso mais viver,
E o telefone não toca...

E já estou a morrer
Por este anseio de querer te ver
Mas você não passa
Por esta porta e
O telefone não toca...

Quero ouvir sua voz
Sem mais algoz
Para eu saber que você já vem
E que logo estaremos juntos
No labirinto profundo do meu viver!
Mas...
O telefone não toca...Não toca...
E você não vem, bater em minha porta...
E o telefone não toca.

Fim
Thay B.(Tarlene Brito)
 
06/04/2010 14:50:32 :: VERA MARTINS ITAJAÍ





por Vera Martins Itajaí

...e, ela encontrou-se consigo mesma, no templo da alma.

Foi assim que tudo começou, ela acordou e deu de cara com ela - ali - a olhando nos olhos - e com uma postura altiva, com um olhar firme e inquisidor - quase provocador...!
Então ela assustada, voltou correndo para debaixo dos lençóis de algodão egípcio.
Com seu coração batendo aceleradamente e sua respiração ofegantemente holotrópica, pensou, essa não!

Continuou pensando..., preciso criar coragem e olhar para mim, preciso me ver, me re-conhecer...!

Ela sabia que uma de suas encarnações havia ocorrido no ano de 1841.

Mais ainda não conseguia entender; e pensando, como assim..., isso não é possível, uma xerox, uma duplicata minha...!

Mas, mesmo morrendo de medo, a curiosidade falou mais alto; então ela descobriu o rosto escondido sob os lençóis, colocou os pés encima do tapete persa ao lado da cama e ergueu-se lentamente na altura da outra, que era ela mesma, e firmando o pensamento levantou a cabeça, e, então a olhou na profundidade dos olhos, e eram os seus próprios olhos...!

Mas, como assim? será que existia uma duplicata dela solta por aí? E essa resolveu fazer-lhe uma visita? Assim..., sem nem lhe avisar? Pensou!

Então ela disse - ela, essa outra, que estava ali em pé na frente dela, da outra, entendeu? não? tudo bem..., acho que ainda..., nem ela ( ).

Disse-lhe a ela, essa outra, eu sou você, agora já me conheces, disse-lhe ela a outra, você precisava me reconhecer, ter um verdadeiro encontro comigo, ou melhor dizendo com você mesma.
Você é ela, ela é você, e também é a outra dela mesma...!
Pois bem, ela precisava verdadeiramente desse encontro consigo mesma.
Mas, bem que podiam avisa-la, que esse encontro era metafísico!
Ufa...! Que susto ela passou.

Não tinha mais como fugir dela mesma...!
Agora ela havia entendido - agora tinha a compreenção exata do que era um desdobramento do seu próprio ser, no astral superior - matéria e espírito - essa dualidade intrínsica nos recônditos da mulher nela oculta, nas profundezas do seu ser, e que agora podia ve-la e, reconhecer o quanto hà vida, no templo da alma.

(direitos reservado - autora Vera Martins Itajaí - "série-contos metafísicos")
Da autora - Livro - Senhora Secreta - poesia, contos & encontros desconexus.


internet/foto - somente para ilustrar o conto.
 
04/04/2010 15:20:13 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Entre o sol e a lua
houve um misto de desencontro
com fuga premeditada:

A lua, a princípio,
incauta,
mostrou-se como que perdida.

Depois, vendo-o defronte,
ou pelo menos de forma
que não se protela,
buscou livrar-se dele.

Mas, como soe acontecer,
impregnou-se de seu calor

E, agora,
embora recalcitrante,
Volve à sua procura
noite a dentro...
 
04/04/2010 12:49:33 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Universo de um doce Mistério

Quão grande é o mistério
Que envolve o hemisfério
Assim sou teu inverso
Duas vidas em um só universo.

Feito o sol e a lua
Sem brilho não atuam
Minha vida sem a tua
Desejos que flutuam.

Por trás das verdes matas
Romperam-se cascatas
Em sonhos te retratas
Sorrindo me arrebatas.

Voando o passarinho
Disperso está do ninho
Meu peito em desalinho
Reclama o teu carinho.

No Céu de azul imenso
Astros de luz intensa
Na terra em ti eu penso
Com um olhar suspenso.

Montanhas verdejantes
Em forma de mirante
Lembranças tão marcantes
Torturam dois amantes.

Lá fora anoitece
E o véu da noite desce
Meu corpo não te esquece
Minh1alma se enternece.

E assim de amor eu enfeito
O meu mundo de cor e efeito
Perto ou longe estás em meu peito
Rosa e lírio em um vaso perfeito.

Goretti Albuquerque.

 
02/04/2010 15:14:46 :: Perolas de Cacau


já está    disponível a formatação final da ciranda da páscoa,em pps no menu E-books

http://www.cacau.prosaeverso.net/ebooks.php

http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/2169681
  
Ciranda de Acrósticos "Símbolos Pascais"
Ano: 2010, Formato: PPS

            Sinopse:
Com belos poemas, em acrósticos, foram tecidos, com esmero e carinho, esta linda ciranda homenagem, para relembrarmos a passagem da maior e importante festa da cristandade: Páscoa (Pessach) !!
***************************************
Agradeço, com alegria, a todos os participantes,    O meu carinho vai especialmente a quem revestiu e apoiou a presente Ciranda, com sua criatividade e emoção.
Muito Obrigada
 
01/04/2010 15:00:37 :: LUCILENE SOUZA DA SILVA


" SIGA SUA VIDA, ME DEIXE EM PAZ! "

Não sei dizer, o que pensar
Tudo mudou em meu viver
Meu sentimento por você
Não é igual, se transformou!

O seu olhar não encanta mais
O seu sorriso se esfriou
Tudo que um dia eu senti
Agora nao tem mais valor!

Nem mesmo eu compreendi
Onde, por quê, tudo mudou?
Só sei dizer que o que senti
Não existe mais, se acabou!

Não diga nada por favor
Quero seguir o meu caminho
Todo carinho, o nosso amor
Ficou pra trás, perdeu a cor!

Só te desejo a alegria
Que eu não consigo te dar
Siga sua vida, o seu dia
Um novo amor vai encontrar!

lucilene Souza da Silva
 
01/04/2010 15:00:01 :: CAETANO TRINDADE


Ganidos noturnos

Em minha primeira noite na roça tudo era um silêncio desacostumado.
Um dos meus ouvidos percebia somente a beleza da natureza
este cão temido clama o louvor do culto que está no campo
este que traz da cidade o sonolento na batalha
O balançar das folhas irmananifica
Intensidade do vento varrendo a areia
Ampulhetas com dentes de navalha.
Enquanto no outro lado, ouvidos mudos e sagrados
Tur-istas escarrando na toalha e tranqüilamente compreendiam as orelhas com toda paciência.
 
01/04/2010 09:52:16 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Quando me sinto só e um pouco triste,
De uma tristeza que não sei porque,
Olho pro céu e tudo o mais consiste
Em ver que alguém como você existe,
Como meu coração compreende e vê...
Eu também gosto muito de você!
 
31/03/2010 12:25:53 :: Cleviton


UM GRITO DE LIBERDADE...COMO QUE DENTRO DO FURACÃO...NA FÚRIA DA TEMPESTADE!

Acari...ariri
sucurí...carirí...
o meu grito vai de índio...
pela selva...um tarzan...
numa voz...eco trovão...
gritando bem alto
como um louco alucinado...
sendo o vento um guerreiro...
sacudindo as poeiras
as entranhas...indo teias...
sacudindo as aranhas...
vento lá no caranguejo
puveriza todo o fel
vento sopra o meu grito
vai voando de araponga
na carroça pega uma ponga...
vai no grito do gavião
de carona no avião
vai no canto do sofrê
vai no canto do azulão
vai no canto da asa branca
do canário e curió
disparando em cinco vil
viajando no Brasil
sendo ele um grito de índio
pela selva um tarzan
gritando em alta voz
derrepente faz a curva
sem saber que direção
como que dentro do furacão
na fúria da tempestade
gritando indo à vôo
gritando alto e com coragem
gritando como um louco...
gritando liberdade!
 
30/03/2010 17:17:30 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Ser mesquinho
é ser portador de um mal
denominado pequenez da alma.

Ao deparar com uma flor
vê apenas uma planta,
insensibilizando-se pelo enigma
de sua beleza intrínseco.

Uma criança, é-lhe tão somente
uma criança,
ignorando que ela comporta a própria essência da vida.

Ser mesquinho
é não ver, mesmo gozando de plena
saúde ocular.
 

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