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Cláudio Joaquim


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11/04/2010 16:14:19 :: GORETTI ALBUQUERQUE


                     Destinos Opostos

Quando no amanhã,
Embaixo dos lençóis
Um cheiro das maçãs,
Cabelos em caracóis;
Janelas entreabertas
Roupas ali por perto
Dirão do amor incerto.
Haverá um só sentimento
Com sabor dos nossos momentos;
O sol dará passagem para a noite
Tudo então revivido em fortes açoites;
Estaremos em alfa e o tempo parou;
Reações intensas dirão de nós dois.
Esse amor divino alimentando o antes e o depois,
E a lua com seus raios sorrindo
Branca e vergonhosa virá surgindo.
Marcas deixadas dirão de como aconteceu,
Sentirão o ápice do nosso apogeu,
Passarão anos e saberão sobre como e tudo aconteceu.
E então sentiremos as dores dos desenganos,
Porque o amor de outrora um dia foi embora,
Deixando apenas a lembrança
De um Amor criança.

Goretti Albuquerque




 
11/04/2010 13:41:59 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Eu só quero ouvir isso.
Não pretendo ouvir aquilo.
Por que você insiste nisso
E me causa tanto grilo?
Você não pode senti-lo?
Você não tem compromisso?
Não pretendo ouvir aquilo...
Eu só quero ouvir isso!
 
10/04/2010 17:51:32 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Face da Loucura

Quando pressinto a inspiração
Ponho-me sem presunção
Rascunhando sem precisão,
Solto a imaginação
Meio a motivação
Instigo a imaginação,
E viajo sem direção.

Ser pensante é preciso,
Sou um ser bem compulsivo
Dizer do ser é ser altivo
Quer-se ser compreensivo,
O ego do ser transforma-se em otimismo
Então não deve o ser, ser passivo.
Pensar, existir não é ilusionismo.

É o encontro do improviso com o riso
Nem sei se busco elos em paralelos,
Assim como escrevo versos meio a reversos,
Nem sempre os pés estão no chão, talvez, na imensidão;
Pouco me importa se é a chave    da porta que abre o portão.
Salto por cima pelo beco estreito é meu direito,
Sou uma curiosa ousada não quero ser um ser perfeito.

Colorindo sem cor a face da loucura,
Vou sorrateira postando minhas besteiras,
Se de azul o Céu banha-me e brilha feito uma clareira,
Tento compor em mim a parte de uma partitura;
Enquanto sonho e fabrico esculturas,
Meio aos delírios e as desventuras,
Vôo bem alto eu sou a Criatura.

Goretti Albuquerque
 
10/04/2010 14:11:51 :: GORETTI ALBUQUERQUE


E o Final... É você quem faz.

Meu viver, meu sorrir, meu cantar,
É teu jeito perfeito tua forma de amar;
Adrenalina escala e eleva-me no ar
Nossas bocas queimando e querendo de novo beijar.

São reflexos divinos do teu bem querer
Ilumina e me ascende querendo dizer;
Do amor e calor que é contigo viver
Como um favo de mel te desejo sorver.

Nem consigo conter o que estou a sentir,
Trovoada, remanso, espelho a ti refletir
No tremor do meu corpo no teu a pedir,
Que esse amor inquieto não venha a partir.

Em teu colo me embolo perdida de amor,
Sinto forte teu peito pulsar com fervor;
Tua língua deixando calor e sabor,
Teu sussurro causando arrepio e tremor.

E a cabeça pirou, pois a rima faltou...
E você que faria se em versos a palavra falhou?
E então perceber que as rimas com “UR” não achou?
Eu? Nem ligo se agora com risos você debochou...

Goretti Albuquerque






 
10/04/2010 13:27:15 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Senhora a ti deixo meu "Ave Maria!"

Era a mãe leoa um anjo em pessoa,
A esposa amante, fiel companheira,
Alavanca, pilastra e a proa;
Árvore frondosa, alegre e brejeira,
Como a matriarca foi sempre o leme
Provendo o sustento gestando os rebentos.
No colo da noite em hino perene,
Na fronte trazia luz incandescente,
Não temia as travas rompia as amarras;
Levantava sempre com ar de contente,
Às vezes na marra retrucava a mente.
Enquanto seus filhos à escola levava
Corria ao mercado com ar de apressada.
Retornava a casa já em correria,
Um passo pro tanque dois passos pra pia,
Mexia as panelas e às vezes cozia.
Olhava o relógio secava o suor,
Preparada a bóia levava ao marido,
Arando a lavoura com rosto sofrido.
Buscava sua prole cansada e sorrindo,
Valente e altiva tarefas cumprindo,
Essa heroína de força divina hoje tão calada,
No leito é cuidada por todos amada.
Cabeça branquinha com sua voz fraquinha,
Cheirinho de anjo de pele macia,
Senhora criança somos tuas crias;
Teus filhos em prece dizem: Ave Maria!”

Goretti Albuquerque



 
09/04/2010 22:19:37 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


O que disse a estrela ao mar?
Daqui não se fez ouvir,
Mas a onda, ao se afastar,
Parecia não voltar:
Mais e mais queria ir...

E o que lhe falou a lua?
Ah, desta pude ouvir bem:
Disse-lhe que estava nua
E que era toda sua
E que o via nu também!

E o que o mar lhe respondeu?
Que ela estava refletida
Na fímbria do manto seu
E, desde que anoiteceu,
Foi por ele possuída...
 
07/04/2010 20:25:01 :: Thay


Telefone mudo.

Telefone mudo.
A noite já vai alta
Você não volta
Não vem ninguém á porta
O telefone não toca...


Porque eu me importo
Se você não se toca
Que te toco no fundo do seu ser?
E o telefone não toca...

Talvez devesse te esquecer
Para não mais sofrer
Porque deste jeito
Não posso mais viver,
E o telefone não toca...

E já estou a morrer
Por este anseio de querer te ver
Mas você não passa
Por esta porta e
O telefone não toca...

Quero ouvir sua voz
Sem mais algoz
Para eu saber que você já vem
E que logo estaremos juntos
No labirinto profundo do meu viver!
Mas...
O telefone não toca...Não toca...
E você não vem, bater em minha porta...
E o telefone não toca.

Fim
Thay B.(Tarlene Brito)
 
06/04/2010 14:50:32 :: VERA MARTINS ITAJAÍ





por Vera Martins Itajaí

...e, ela encontrou-se consigo mesma, no templo da alma.

Foi assim que tudo começou, ela acordou e deu de cara com ela - ali - a olhando nos olhos - e com uma postura altiva, com um olhar firme e inquisidor - quase provocador...!
Então ela assustada, voltou correndo para debaixo dos lençóis de algodão egípcio.
Com seu coração batendo aceleradamente e sua respiração ofegantemente holotrópica, pensou, essa não!

Continuou pensando..., preciso criar coragem e olhar para mim, preciso me ver, me re-conhecer...!

Ela sabia que uma de suas encarnações havia ocorrido no ano de 1841.

Mais ainda não conseguia entender; e pensando, como assim..., isso não é possível, uma xerox, uma duplicata minha...!

Mas, mesmo morrendo de medo, a curiosidade falou mais alto; então ela descobriu o rosto escondido sob os lençóis, colocou os pés encima do tapete persa ao lado da cama e ergueu-se lentamente na altura da outra, que era ela mesma, e firmando o pensamento levantou a cabeça, e, então a olhou na profundidade dos olhos, e eram os seus próprios olhos...!

Mas, como assim? será que existia uma duplicata dela solta por aí? E essa resolveu fazer-lhe uma visita? Assim..., sem nem lhe avisar? Pensou!

Então ela disse - ela, essa outra, que estava ali em pé na frente dela, da outra, entendeu? não? tudo bem..., acho que ainda..., nem ela ( ).

Disse-lhe a ela, essa outra, eu sou você, agora já me conheces, disse-lhe ela a outra, você precisava me reconhecer, ter um verdadeiro encontro comigo, ou melhor dizendo com você mesma.
Você é ela, ela é você, e também é a outra dela mesma...!
Pois bem, ela precisava verdadeiramente desse encontro consigo mesma.
Mas, bem que podiam avisa-la, que esse encontro era metafísico!
Ufa...! Que susto ela passou.

Não tinha mais como fugir dela mesma...!
Agora ela havia entendido - agora tinha a compreenção exata do que era um desdobramento do seu próprio ser, no astral superior - matéria e espírito - essa dualidade intrínsica nos recônditos da mulher nela oculta, nas profundezas do seu ser, e que agora podia ve-la e, reconhecer o quanto hà vida, no templo da alma.

(direitos reservado - autora Vera Martins Itajaí - "série-contos metafísicos")
Da autora - Livro - Senhora Secreta - poesia, contos & encontros desconexus.


internet/foto - somente para ilustrar o conto.
 
04/04/2010 15:20:13 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Entre o sol e a lua
houve um misto de desencontro
com fuga premeditada:

A lua, a princípio,
incauta,
mostrou-se como que perdida.

Depois, vendo-o defronte,
ou pelo menos de forma
que não se protela,
buscou livrar-se dele.

Mas, como soe acontecer,
impregnou-se de seu calor

E, agora,
embora recalcitrante,
Volve à sua procura
noite a dentro...
 
04/04/2010 12:49:33 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Universo de um doce Mistério

Quão grande é o mistério
Que envolve o hemisfério
Assim sou teu inverso
Duas vidas em um só universo.

Feito o sol e a lua
Sem brilho não atuam
Minha vida sem a tua
Desejos que flutuam.

Por trás das verdes matas
Romperam-se cascatas
Em sonhos te retratas
Sorrindo me arrebatas.

Voando o passarinho
Disperso está do ninho
Meu peito em desalinho
Reclama o teu carinho.

No Céu de azul imenso
Astros de luz intensa
Na terra em ti eu penso
Com um olhar suspenso.

Montanhas verdejantes
Em forma de mirante
Lembranças tão marcantes
Torturam dois amantes.

Lá fora anoitece
E o véu da noite desce
Meu corpo não te esquece
Minh1alma se enternece.

E assim de amor eu enfeito
O meu mundo de cor e efeito
Perto ou longe estás em meu peito
Rosa e lírio em um vaso perfeito.

Goretti Albuquerque.

 

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