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Cláudio Joaquim


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11/04/2010 23:14:06 :: Cleviton
 
11/04/2010 22:20:41 :: Perolas de Cacau


Tributo ao Sertão

Que saudades do    meu sertão
Dos    colibris beijando    flores
De    serenatas cheias de paixão
Do lindo crepúsculo nos açores

Das noites    do céu estrelado
De ouvir    histórias e    suspirar
Do cheiro do café e comer    melado
E do galo bater asas e    cocoricar   

De tirar    retrato, na cidade
De saborear as    tangerinas
E se havia    circo era novidade
Além das    cascatas cristalinas

   As matas e    rios    ficarão na lembrança
   Se não houver memória e    preocupação
 
11/04/2010 17:02:39 :: GORETTI ALBUQUERQUE


      Raízes Perdidas

Saudades do ranger
Dos carros de bois ao amanhecer,
Das andorinhas em revoadas,
Do véu da noite, das madrugadas,
Infância inocente, com jeito comovente.
A luz da razão era a imaginação;
Quando a luz surgia no manto da mata deixava o clarão,
Poetas enamorados cantavam chorosos cheios de paixão;
Ao raiar do dia a vaca mugia e o galo cantava,
Despertando a alma com doce perfume a extasiar,
Não havia alarde nem mesmo no retumbar de uma tempestade
Lá no infinito gaivotas voando em seu gorjear,
Os peixes nadavam livres nas correntes,
Reproduziam-se sem que poluíssem as suas nascentes,
As matas copadas lá a passarada cantava contente,
O solo era farto, frutos excelentes com seus nutrientes.
Hoje tudo mudou e só a lembrança ficou;
Findou o silêncio do espaço entre o firmamento,
Rastros destrutivos do progresso em tudo ficou;
Poluição sonora fazendo apagar das mentes as nossas histórias,
O tempo vai passando e memórias do ontem em nada somaram.
Na busca por ganância o homem vai à ânsia,
Destrói o seu recanto, a grana é seu encanto;
Esquece de seu berço calmo dos belos instantes.
Alguns conservam a alma e semeando a calma,
Saboreando a arte retratam em si sua palma em raras ressalvas.

Goretti Albuquerque
 
11/04/2010 16:14:19 :: GORETTI ALBUQUERQUE


                     Destinos Opostos

Quando no amanhã,
Embaixo dos lençóis
Um cheiro das maçãs,
Cabelos em caracóis;
Janelas entreabertas
Roupas ali por perto
Dirão do amor incerto.
Haverá um só sentimento
Com sabor dos nossos momentos;
O sol dará passagem para a noite
Tudo então revivido em fortes açoites;
Estaremos em alfa e o tempo parou;
Reações intensas dirão de nós dois.
Esse amor divino alimentando o antes e o depois,
E a lua com seus raios sorrindo
Branca e vergonhosa virá surgindo.
Marcas deixadas dirão de como aconteceu,
Sentirão o ápice do nosso apogeu,
Passarão anos e saberão sobre como e tudo aconteceu.
E então sentiremos as dores dos desenganos,
Porque o amor de outrora um dia foi embora,
Deixando apenas a lembrança
De um Amor criança.

Goretti Albuquerque




 
11/04/2010 13:41:59 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Eu só quero ouvir isso.
Não pretendo ouvir aquilo.
Por que você insiste nisso
E me causa tanto grilo?
Você não pode senti-lo?
Você não tem compromisso?
Não pretendo ouvir aquilo...
Eu só quero ouvir isso!
 
10/04/2010 17:51:32 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Face da Loucura

Quando pressinto a inspiração
Ponho-me sem presunção
Rascunhando sem precisão,
Solto a imaginação
Meio a motivação
Instigo a imaginação,
E viajo sem direção.

Ser pensante é preciso,
Sou um ser bem compulsivo
Dizer do ser é ser altivo
Quer-se ser compreensivo,
O ego do ser transforma-se em otimismo
Então não deve o ser, ser passivo.
Pensar, existir não é ilusionismo.

É o encontro do improviso com o riso
Nem sei se busco elos em paralelos,
Assim como escrevo versos meio a reversos,
Nem sempre os pés estão no chão, talvez, na imensidão;
Pouco me importa se é a chave    da porta que abre o portão.
Salto por cima pelo beco estreito é meu direito,
Sou uma curiosa ousada não quero ser um ser perfeito.

Colorindo sem cor a face da loucura,
Vou sorrateira postando minhas besteiras,
Se de azul o Céu banha-me e brilha feito uma clareira,
Tento compor em mim a parte de uma partitura;
Enquanto sonho e fabrico esculturas,
Meio aos delírios e as desventuras,
Vôo bem alto eu sou a Criatura.

Goretti Albuquerque
 
10/04/2010 14:11:51 :: GORETTI ALBUQUERQUE


E o Final... É você quem faz.

Meu viver, meu sorrir, meu cantar,
É teu jeito perfeito tua forma de amar;
Adrenalina escala e eleva-me no ar
Nossas bocas queimando e querendo de novo beijar.

São reflexos divinos do teu bem querer
Ilumina e me ascende querendo dizer;
Do amor e calor que é contigo viver
Como um favo de mel te desejo sorver.

Nem consigo conter o que estou a sentir,
Trovoada, remanso, espelho a ti refletir
No tremor do meu corpo no teu a pedir,
Que esse amor inquieto não venha a partir.

Em teu colo me embolo perdida de amor,
Sinto forte teu peito pulsar com fervor;
Tua língua deixando calor e sabor,
Teu sussurro causando arrepio e tremor.

E a cabeça pirou, pois a rima faltou...
E você que faria se em versos a palavra falhou?
E então perceber que as rimas com “UR” não achou?
Eu? Nem ligo se agora com risos você debochou...

Goretti Albuquerque






 
10/04/2010 13:27:15 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Senhora a ti deixo meu "Ave Maria!"

Era a mãe leoa um anjo em pessoa,
A esposa amante, fiel companheira,
Alavanca, pilastra e a proa;
Árvore frondosa, alegre e brejeira,
Como a matriarca foi sempre o leme
Provendo o sustento gestando os rebentos.
No colo da noite em hino perene,
Na fronte trazia luz incandescente,
Não temia as travas rompia as amarras;
Levantava sempre com ar de contente,
Às vezes na marra retrucava a mente.
Enquanto seus filhos à escola levava
Corria ao mercado com ar de apressada.
Retornava a casa já em correria,
Um passo pro tanque dois passos pra pia,
Mexia as panelas e às vezes cozia.
Olhava o relógio secava o suor,
Preparada a bóia levava ao marido,
Arando a lavoura com rosto sofrido.
Buscava sua prole cansada e sorrindo,
Valente e altiva tarefas cumprindo,
Essa heroína de força divina hoje tão calada,
No leito é cuidada por todos amada.
Cabeça branquinha com sua voz fraquinha,
Cheirinho de anjo de pele macia,
Senhora criança somos tuas crias;
Teus filhos em prece dizem: Ave Maria!”

Goretti Albuquerque



 
09/04/2010 22:19:37 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


O que disse a estrela ao mar?
Daqui não se fez ouvir,
Mas a onda, ao se afastar,
Parecia não voltar:
Mais e mais queria ir...

E o que lhe falou a lua?
Ah, desta pude ouvir bem:
Disse-lhe que estava nua
E que era toda sua
E que o via nu também!

E o que o mar lhe respondeu?
Que ela estava refletida
Na fímbria do manto seu
E, desde que anoiteceu,
Foi por ele possuída...
 
07/04/2010 20:25:01 :: Thay


Telefone mudo.

Telefone mudo.
A noite já vai alta
Você não volta
Não vem ninguém á porta
O telefone não toca...


Porque eu me importo
Se você não se toca
Que te toco no fundo do seu ser?
E o telefone não toca...

Talvez devesse te esquecer
Para não mais sofrer
Porque deste jeito
Não posso mais viver,
E o telefone não toca...

E já estou a morrer
Por este anseio de querer te ver
Mas você não passa
Por esta porta e
O telefone não toca...

Quero ouvir sua voz
Sem mais algoz
Para eu saber que você já vem
E que logo estaremos juntos
No labirinto profundo do meu viver!
Mas...
O telefone não toca...Não toca...
E você não vem, bater em minha porta...
E o telefone não toca.

Fim
Thay B.(Tarlene Brito)
 

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