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Cláudio Joaquim


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11/04/2010 17:02:39 :: GORETTI ALBUQUERQUE


      Raízes Perdidas

Saudades do ranger
Dos carros de bois ao amanhecer,
Das andorinhas em revoadas,
Do véu da noite, das madrugadas,
Infância inocente, com jeito comovente.
A luz da razão era a imaginação;
Quando a luz surgia no manto da mata deixava o clarão,
Poetas enamorados cantavam chorosos cheios de paixão;
Ao raiar do dia a vaca mugia e o galo cantava,
Despertando a alma com doce perfume a extasiar,
Não havia alarde nem mesmo no retumbar de uma tempestade
Lá no infinito gaivotas voando em seu gorjear,
Os peixes nadavam livres nas correntes,
Reproduziam-se sem que poluíssem as suas nascentes,
As matas copadas lá a passarada cantava contente,
O solo era farto, frutos excelentes com seus nutrientes.
Hoje tudo mudou e só a lembrança ficou;
Findou o silêncio do espaço entre o firmamento,
Rastros destrutivos do progresso em tudo ficou;
Poluição sonora fazendo apagar das mentes as nossas histórias,
O tempo vai passando e memórias do ontem em nada somaram.
Na busca por ganância o homem vai à ânsia,
Destrói o seu recanto, a grana é seu encanto;
Esquece de seu berço calmo dos belos instantes.
Alguns conservam a alma e semeando a calma,
Saboreando a arte retratam em si sua palma em raras ressalvas.

Goretti Albuquerque
 
11/04/2010 16:14:19 :: GORETTI ALBUQUERQUE


                     Destinos Opostos

Quando no amanhã,
Embaixo dos lençóis
Um cheiro das maçãs,
Cabelos em caracóis;
Janelas entreabertas
Roupas ali por perto
Dirão do amor incerto.
Haverá um só sentimento
Com sabor dos nossos momentos;
O sol dará passagem para a noite
Tudo então revivido em fortes açoites;
Estaremos em alfa e o tempo parou;
Reações intensas dirão de nós dois.
Esse amor divino alimentando o antes e o depois,
E a lua com seus raios sorrindo
Branca e vergonhosa virá surgindo.
Marcas deixadas dirão de como aconteceu,
Sentirão o ápice do nosso apogeu,
Passarão anos e saberão sobre como e tudo aconteceu.
E então sentiremos as dores dos desenganos,
Porque o amor de outrora um dia foi embora,
Deixando apenas a lembrança
De um Amor criança.

Goretti Albuquerque




 
11/04/2010 13:41:59 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Eu só quero ouvir isso.
Não pretendo ouvir aquilo.
Por que você insiste nisso
E me causa tanto grilo?
Você não pode senti-lo?
Você não tem compromisso?
Não pretendo ouvir aquilo...
Eu só quero ouvir isso!
 
10/04/2010 17:51:32 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Face da Loucura

Quando pressinto a inspiração
Ponho-me sem presunção
Rascunhando sem precisão,
Solto a imaginação
Meio a motivação
Instigo a imaginação,
E viajo sem direção.

Ser pensante é preciso,
Sou um ser bem compulsivo
Dizer do ser é ser altivo
Quer-se ser compreensivo,
O ego do ser transforma-se em otimismo
Então não deve o ser, ser passivo.
Pensar, existir não é ilusionismo.

É o encontro do improviso com o riso
Nem sei se busco elos em paralelos,
Assim como escrevo versos meio a reversos,
Nem sempre os pés estão no chão, talvez, na imensidão;
Pouco me importa se é a chave    da porta que abre o portão.
Salto por cima pelo beco estreito é meu direito,
Sou uma curiosa ousada não quero ser um ser perfeito.

Colorindo sem cor a face da loucura,
Vou sorrateira postando minhas besteiras,
Se de azul o Céu banha-me e brilha feito uma clareira,
Tento compor em mim a parte de uma partitura;
Enquanto sonho e fabrico esculturas,
Meio aos delírios e as desventuras,
Vôo bem alto eu sou a Criatura.

Goretti Albuquerque
 
10/04/2010 14:11:51 :: GORETTI ALBUQUERQUE


E o Final... É você quem faz.

Meu viver, meu sorrir, meu cantar,
É teu jeito perfeito tua forma de amar;
Adrenalina escala e eleva-me no ar
Nossas bocas queimando e querendo de novo beijar.

São reflexos divinos do teu bem querer
Ilumina e me ascende querendo dizer;
Do amor e calor que é contigo viver
Como um favo de mel te desejo sorver.

Nem consigo conter o que estou a sentir,
Trovoada, remanso, espelho a ti refletir
No tremor do meu corpo no teu a pedir,
Que esse amor inquieto não venha a partir.

Em teu colo me embolo perdida de amor,
Sinto forte teu peito pulsar com fervor;
Tua língua deixando calor e sabor,
Teu sussurro causando arrepio e tremor.

E a cabeça pirou, pois a rima faltou...
E você que faria se em versos a palavra falhou?
E então perceber que as rimas com “UR” não achou?
Eu? Nem ligo se agora com risos você debochou...

Goretti Albuquerque






 
10/04/2010 13:27:15 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Senhora a ti deixo meu "Ave Maria!"

Era a mãe leoa um anjo em pessoa,
A esposa amante, fiel companheira,
Alavanca, pilastra e a proa;
Árvore frondosa, alegre e brejeira,
Como a matriarca foi sempre o leme
Provendo o sustento gestando os rebentos.
No colo da noite em hino perene,
Na fronte trazia luz incandescente,
Não temia as travas rompia as amarras;
Levantava sempre com ar de contente,
Às vezes na marra retrucava a mente.
Enquanto seus filhos à escola levava
Corria ao mercado com ar de apressada.
Retornava a casa já em correria,
Um passo pro tanque dois passos pra pia,
Mexia as panelas e às vezes cozia.
Olhava o relógio secava o suor,
Preparada a bóia levava ao marido,
Arando a lavoura com rosto sofrido.
Buscava sua prole cansada e sorrindo,
Valente e altiva tarefas cumprindo,
Essa heroína de força divina hoje tão calada,
No leito é cuidada por todos amada.
Cabeça branquinha com sua voz fraquinha,
Cheirinho de anjo de pele macia,
Senhora criança somos tuas crias;
Teus filhos em prece dizem: Ave Maria!”

Goretti Albuquerque



 
09/04/2010 22:19:37 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


O que disse a estrela ao mar?
Daqui não se fez ouvir,
Mas a onda, ao se afastar,
Parecia não voltar:
Mais e mais queria ir...

E o que lhe falou a lua?
Ah, desta pude ouvir bem:
Disse-lhe que estava nua
E que era toda sua
E que o via nu também!

E o que o mar lhe respondeu?
Que ela estava refletida
Na fímbria do manto seu
E, desde que anoiteceu,
Foi por ele possuída...
 
07/04/2010 20:25:01 :: Thay


Telefone mudo.

Telefone mudo.
A noite já vai alta
Você não volta
Não vem ninguém á porta
O telefone não toca...


Porque eu me importo
Se você não se toca
Que te toco no fundo do seu ser?
E o telefone não toca...

Talvez devesse te esquecer
Para não mais sofrer
Porque deste jeito
Não posso mais viver,
E o telefone não toca...

E já estou a morrer
Por este anseio de querer te ver
Mas você não passa
Por esta porta e
O telefone não toca...

Quero ouvir sua voz
Sem mais algoz
Para eu saber que você já vem
E que logo estaremos juntos
No labirinto profundo do meu viver!
Mas...
O telefone não toca...Não toca...
E você não vem, bater em minha porta...
E o telefone não toca.

Fim
Thay B.(Tarlene Brito)
 
06/04/2010 14:50:32 :: VERA MARTINS ITAJAÍ





por Vera Martins Itajaí

...e, ela encontrou-se consigo mesma, no templo da alma.

Foi assim que tudo começou, ela acordou e deu de cara com ela - ali - a olhando nos olhos - e com uma postura altiva, com um olhar firme e inquisidor - quase provocador...!
Então ela assustada, voltou correndo para debaixo dos lençóis de algodão egípcio.
Com seu coração batendo aceleradamente e sua respiração ofegantemente holotrópica, pensou, essa não!

Continuou pensando..., preciso criar coragem e olhar para mim, preciso me ver, me re-conhecer...!

Ela sabia que uma de suas encarnações havia ocorrido no ano de 1841.

Mais ainda não conseguia entender; e pensando, como assim..., isso não é possível, uma xerox, uma duplicata minha...!

Mas, mesmo morrendo de medo, a curiosidade falou mais alto; então ela descobriu o rosto escondido sob os lençóis, colocou os pés encima do tapete persa ao lado da cama e ergueu-se lentamente na altura da outra, que era ela mesma, e firmando o pensamento levantou a cabeça, e, então a olhou na profundidade dos olhos, e eram os seus próprios olhos...!

Mas, como assim? será que existia uma duplicata dela solta por aí? E essa resolveu fazer-lhe uma visita? Assim..., sem nem lhe avisar? Pensou!

Então ela disse - ela, essa outra, que estava ali em pé na frente dela, da outra, entendeu? não? tudo bem..., acho que ainda..., nem ela ( ).

Disse-lhe a ela, essa outra, eu sou você, agora já me conheces, disse-lhe ela a outra, você precisava me reconhecer, ter um verdadeiro encontro comigo, ou melhor dizendo com você mesma.
Você é ela, ela é você, e também é a outra dela mesma...!
Pois bem, ela precisava verdadeiramente desse encontro consigo mesma.
Mas, bem que podiam avisa-la, que esse encontro era metafísico!
Ufa...! Que susto ela passou.

Não tinha mais como fugir dela mesma...!
Agora ela havia entendido - agora tinha a compreenção exata do que era um desdobramento do seu próprio ser, no astral superior - matéria e espírito - essa dualidade intrínsica nos recônditos da mulher nela oculta, nas profundezas do seu ser, e que agora podia ve-la e, reconhecer o quanto hà vida, no templo da alma.

(direitos reservado - autora Vera Martins Itajaí - "série-contos metafísicos")
Da autora - Livro - Senhora Secreta - poesia, contos & encontros desconexus.


internet/foto - somente para ilustrar o conto.
 
04/04/2010 15:20:13 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Entre o sol e a lua
houve um misto de desencontro
com fuga premeditada:

A lua, a princípio,
incauta,
mostrou-se como que perdida.

Depois, vendo-o defronte,
ou pelo menos de forma
que não se protela,
buscou livrar-se dele.

Mas, como soe acontecer,
impregnou-se de seu calor

E, agora,
embora recalcitrante,
Volve à sua procura
noite a dentro...
 

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