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23/05/2010 11:32:17 :: EDUARDO EUGÊNIO BATISTA


FINAL

Sem querer que (o meu nome) fique para a posteridade em memorial, eu vivo de poesias porque eu penetro nas vidas e escrevo o real e o surreal.
Na maioria das vezes sou uma experiência em forma de homem ou animal, no entanto posso ser qualquer coisa que exista neste mundo em potencial.
Sou intrínseco, louco, palhaço, amoroso, doído, misterioso, de imagem fractal. São tantas outras faces que aqui ocupariam linhas formando um singular edital.
Tudo o que eu escrevo, invento e publico é puramente de forma proposital, para poder passar uma história ou estória, um momento, algo de essencial.
Poderá ser o que já se passou comigo ou alguém deste mundo imaginário e desleal, pois, para onde vão os loucos se chama hospício, mas também é conhecido como hospital.
Não se esqueça que vivemos em círculos, horas, dias, meses e anos da fase orbital. Não se queixe se um dia por castigo de soberba você se precipitar em queda espiral.
Não venha me dizer você então o que lhe parece ser de valor fundamental. Serve a mim e aos outros, ter poucos textos bons e bem lidos de forma normal, do que procurar iludir o leitor com muitos escritos do dia a dia de aspecto banal.
A curiosidade nos faz clicar em quem está lá na frente de maneira informal. Chegando lá e pensando encontrar uma forte fonte de luz no espaço literal, encontra uma pobre criatura que se esforça em se iluminar com as velas de um castiçal.
Quem procurou se auto-internar foi você mesmo, neste seu pequeno inferno astral. Portanto, senhor (ra) de si, visite quem te lê e quem te acolheu, você ainda é o(a) tal...
Mas não se esqueça de que quem valoriza a própria opinião, te leu, não gostou e parou antes do final, praticamente não voltará ao seu portal.
Eu escrevi este texto para os leitores, os críticos e os poetas desta página tão legal , entre o ótimo, o bom, o ruim, o intermediário, o bem e o mal.
Escrevia justamente quando aqui na minha cidadezinha que não é a natal, caia um temporal, porém, agora na bonança me sinto aliviado e ainda mais forte com este lindo sol no meu quintal.
Espero que entendam a minha dor e intenção, que é: Ser respeitado e dar o respeito a todos, sendo cordial.
Aos internautas que ficam desapontados com algumas buscas neste site fenomenal, vou dar uma dica bem importante com uma referência pra lá de real.
O que vale aqui não é a competição, mas, sim ter um ou muitos amigos do peito, ser leal, não dando atenção para a luxúria estética e a capacidade individual, ou analisando a vida pessoal.
Vá pelos seus pareceres literários, vá pelo gôsto de ser uma pessoa fora do normal. Não importa a que porta bata, vá e seja feliz ou infeliz, mas, não me chame nunca de imoral.
Agora basta! Ainda bem que já estou chegando e bem contente ao final, ou como queiram - (pedestal). Eu me cansei desse (al), mas não deixe de lêr a minha poesia (Meu funeral).


Eduardo Eugênio Batista.
 
22/05/2010 15:54:34 :: LUCIENE LIMA PRADO


KYRIE ELEISON!

Deixa-me, meu Deus, encostar em teu ombro a minha cabeça.
Lamento por meus pecados, essas atitudes nauseantes.
Não deixe que eu,       sua ovelha, por algum acaso, esqueça
Das minhas faltas cometidas contra meus semelhantes.

Meu Deus, neste momento, por alguns instantes,
Permite que a ti meu frágil coração eu ofereça;
Deixa-me, meu Deus, encostar em teu ombro a minha cabeça.
Lamento por meus pecados, essas atitudes nauseantes.

Ainda que nas noites tristes e solitárias apareça,
De repente, alguma angustiante lembrança de antes,
Que eu, por esse motivo, não me entristeça.
Possa eu te render agradecimentos, mesmo balbuciantes.
Deixa-me, meu Deus, encostar em teu ombro a minha cabeça.

(Luciene Lima Prado)
 
22/05/2010 12:13:53 :: GORETTI ALBUQUERQUE


               A Flor do Amor!

Quero uma flor no formato do amor,
Que seja assim, uma vida sem dor;
Quando sonhardes vai compor do amor,
E toda alma do Céu tenha a cor.

Toma o carinho e floresce o caminho,
De amor e luz faz o seu próprio ninho;
Seja o luar tua vida a clarear,
Beija o sorriso, ele ensina do amar.

Viaja a mente, ama tua vertente,
Planta a semente e colhe tão somente,
Chame uma estrela sente o seu brilhar,
Na terra és luz enviada pra amar.

Em teu contexto vence o preconceito,
Olha o irmão sente a causa e o efeito;
Reparte o pão põe nos lábios a canção,
Teu despertar seja um alegre cantar!

Em tuas dores rende a Deus louvores,
Tal qual a rosa sempre bem formosa,
Corre ao jardim abre os braços pra mim,
Sou Deus do Amor toda “Glória” sem fim.

Vai pela fé reconhecendo o amor,
A nada temas, sou quem te formou;
Quando uma luta tentar abater-te,
Lembras de mim, sou “Amor e Poder!”

Goretti Albuquerque.

 
22/05/2010 11:48:19 :: LUCIENE LIMA PRADO


A tristeza vem para que a alegria possa descansar. (Luciene Lima Prado)

A vida é um malabarismo sem ensaio. (Luciene Lima Prado)

Um sorriso terno sustenta a alma enfraquecida. (Luciene Lima Prado)
 
22/05/2010 10:51:49 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Entre o sol e a lua
hove um misto de desencontro
e fuga premeditada:

A lua, a princípio,
incauta,
mostrou-se como que perdida.

Depois, vendo-o defronte,
ou pelos menos de forma
que não se protela,
buscou livrar-se dele.

Mas, como soe acontecer,
impregnou-se de seu calor

E, agora,
embora recalcitrante,
volve à sua procura
noite a dentro...
 
21/05/2010 20:55:04 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


O periquito
encostou seu bico
no bico
do outro periquito.

Um dos dois
é a fêmea,
o outro,
o macho,
o mais verdinho,
eu acho.

Não há
importe algum
se macho ou fêmea.
Desse jeitinho
é alma gêmea,
que faz de dois
apenas um!

Mas,
o que contemplo,
corta-me o coração:
Tamanho exemplo
numa prisão!   

 
21/05/2010 14:13:47 :: LUCILENE SOUZA DA SILVA
" JESUS CRISTO NOS RESGATOU ! "

J esus Cristo, minha esperança
E m Teus braços tenho       plena confiança
S ocorro certo, sempre ao meu alcance
Ú nico caminho que me leva à salvação
S enhor de minh'alma, dono do meu coração...

C alma encontro em Tua Palavra
R edenção naquela cruz
I magens de dor e sofrimento
S acríficio por amor ao pecador
T omou sobre Si, fiel resgatador,
O nde havia trevas, brilha a Luz do Teu amor.

N ada mais nos separará
O homem resgatado está
S arou a ferida e a ligará...

R estituiu o que se havia perdido
E ntregou aos Teus filhos alegria eterna
S alvou do pecado o atormentado
G anhou para Si almas dilaceradas
A mou de tal forma o abandonado
T irou do caminho da perdição
O s levou para o reino do Filho do seu amor
U ma vida completa de restauração!

Lucilene Souza da Silva

 
21/05/2010 09:20:37 :: LUÍS ANTÔNIO MATIAS SOARES
Leia o    CASO DE EDNA S., A QUE IA SER MÃE e se maravilhe com a liberdade humana, suas escolhas e o senso de ética e justiça que tantas vezes rege os nossos atos e sentimentos.                        
  
   Caso de Edna S., a que ia ser mãe

A criança, se fosse homem, teria o nome do juiz, conforme declarou na audiência. Mas nasceu-lhe uma menina que se chamou Elke, em homenagem a Elke Maravilha. Onde estará Edna com sua filha? Distante que esteja, eu a homenageio. Pela tarde em que a libertei, por essa simples tarde, valeu a pena ter sido juiz - João Baptista Herkenhoff

I

Fazia oito meses que Edna S. se achava reclusa numa das celas da Cadeia da Praia do Canto, na cidade de Vitória, Estado do Espírito Santo. Oito meses atrás dera entrada no presídio: fora apanhada portanto alguns gramas de maconha e enquadrada no artigo doze da antiga Lei de Tóxicos.   
            Nesse período sua vida parecia ter sido virada do avesso. Nalguns momentos sentia como se tudo tivesse parado de vez ou saído definitivamente dos eixos, dos trilhos, do rumo e do prumo: era como se tivesse dado voltas e voltas sem fim e sem chegar de fato a lugar algum. Mas aquele tempo representava mais do que isso: os dias de uma prisioneira se arrastam vagarosos, doloridos e inertes, uns depois dos outros.

Apesar de sempre ter sido muito magrinha – e naqueles tempos ela provavelmente devia se aparentar ainda mais raquítica e franzina do que normalmente parecia ser – a barriga da mulher crescia a olhos vistos. Qualquer um podia ver claramente ali que aquele serzinho que viera a lhe ocupar o ventre e a preencher os espaços do seu pensamento, nos últimos tempos lutava com todas as suas forças para vir ao mundo e sobreviver.

Às vezes, quando se via sozinha na cela em que passara a habitar, Edna se punha a pensar que aquela barriga grande já não lhe permitiria sair correndo tão velozmente como antes. Se não a carregasse consigo fugiria num “zás” daquela vida difícil e da melancolia que lhe tomara o peito e não a largava mais desde que fora conduzida ao presídio. Se não a carregasse consigo – continuara em seu pensamento - sairia correndo como um corisco e ninguém no mundo conseguiria alcançá-la. Ninguém mesmo.

Lembrava-se vagamente dos tempos de menina e adolescente em que saía em desabalada corrida pelas ruas do lugarejo onde morava com os pais. Posteriormente, vivendo já na cidade de Vitória, recordava-se de que suas corridas e correrias passaram a se dispersar por aquelas belas praias. Ao correr descalça pelas areias da praia só sabia sentir o vento marinho zunindo em suas costas, o sopro de uma brisa alheia se chocando contra suas orelhas e convidando-a à valsa da vida. Sentia-se completa naqueles instantes mágicos. Conseguia se perceber completamente a si mesma, desde o balançar dos cabelos lisos e escuros até o remelexo dos braços e de todo o seu corpo. Tudo aquilo lhe prenunciava qualquer coisa de especial e livre que ela ainda não conseguia entender direito. Só pressentia ali o delicioso prazer de correr, correr e correr até se estancar exausta e quase sem fôlego, com o coração batendo forte e meio que lhe querendo fugir pela boca afora.

Caso tenha gostado do texto, continue a leitura no link abaixo:

http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_textos_autor.php?cdPoesia=56190&cdEscritor=4094&cdTipoPoesia=&TipoPoesia=&rdBusca=&tbTxBusca=
 
20/05/2010 18:35:26 :: LUCIENE LIMA PRADO


A BOCA

Minha boca tem
O sabor e a peçonha,
A vida e a escuridão,
A certeza e o mistério.

Da minha boca sai
Um cheiro de fronha,
O hipnotismo da canção
E todo meu império.

Em minha boca,
O beijo tíbio e mortal,
A bonança e a fúria,
A tarde e o inverno.

Em minha boca,
O último castiçal,
A alma agora impura
E o amor nunca eterno.

Eis que minha boca sucumbe,
Murcha, insana e púrpura.

(Luciene Lima Prado)
 
20/05/2010 15:31:10 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Quando a banda passar...

Vou sorrir vou cantar,
Viverei só pra amar;
Quando o sino tocar,
Vou correndo reza,
Seja em qualquer lugar.

Se o irmão precisar,
Do meu pão vou lhe dar,
Em seguida suas mãos apertar;
Pelos guetos ouço alguém soluçar,
Suplicando em seu mendigar.

Ouve a banda e caminha com o tempo,
Tua vida é breve faz teu eco ao vento,
Leva amparo aos que vivem no esquecimento;
Seja o cabo da nau e navega o momento,
Enche o peito e agradece pelo firmamento.

Quando ouvirdes o som das trombetas,
E o Céu for se abrindo em mil silhuetas;
É que Deus perdoou todas as avarezas,
E tuas mãos Ele toca com tal singeleza,
Como o Pai Soberano te vê com amor e grandeza.

Goretti Albuquerque
 

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