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Cláudio Joaquim


Principal >> Mural INCLUIR TEXTO NO MURAL
05/06/2010 00:04:07 :: GORETTI ALBUQUERQUE


O que fizeram com nossas matas
Bela Floresta quem te devasta?
Por que te calas, velha Cascata?
Rouxinol triste parou seu canto
As borboletas voam em pranto
E o homem insano: Tirou seu manto.

Abraçada a ti faço um juramento
Junto ao teu coração chorar o seu lamento
Vejo teus galhos copados como um monumento
Por que te sugam te destroem assim dessa maneira?
Choro pelo canarinho, o beija-flor e também por ti.
Floresta escassa tão desfigurada sou o teu sentir.

Minh!alma entristecida se enluta na dor
Rios, afluentes, fontes e animais
Sou o teu grito nas horas fatais
Teu orvalhar expressa o teu clamor
Vil animal o homem e suas façanhas
Vai ter comigo e com minhas entranhas.

Quando criança cobria-me as tranças
Braços abertos a me guardar nas sombras
Meus Piqueniques, eu sentava em teu chão
A mesa posta os pássaros em canção
Saudade e sonhos minha árvore querida
Infância linda seiva de tua vida.

Quando chegarem os falsos lenhadores
Pranteia o orvalho demonstra tuas dores
Não percas nunca o manto de tuas cores
Luta e reage contra os opressores
Confiam em mim e em teus defensores
Amando iremos te render louvores.

Goretti Albuquerue.
 
03/06/2010 18:51:35 :: ELMIRA NUNES


RESISTÊNCIA
Nos ventos de outono,
o frio e o movimento
evocam a vida.
Frente a frente,
o outro espelha meu eu.
Eu falso, eu fraco.
Resisto em mim,
em tudo, em nada.
O vazio insiste
em preencher a vida.
Fantasma esquecido,
força traída,
moinho de vento.
 
03/06/2010 08:46:02 :: Gazela


TRISTEZA..............


É na saudade de mim que me procuro,
nas colinas do tempo no silencio
agora companheiro da minha imagem

Entre prados verdes,de mil cheiros
no canto dos pássaros no som da
água que desliza da cascata.

Na melodia da cigarra.

Do ver-dor os dias alimenta, de melancolia
como se nada mais a vida fosse!
É na flor aberta,no pólen do pensamento que
renasce uma lágrima de mim ausente!

Um passado ainda recente no fervilhar,
da ilusão procuro curar as chagas da mente
juntar estilhaços duma vida crucificada
pelo tempo.

Mais forte que eu, aflui ao coração o fel
do esquecimento, entre a vontade distante
duma felicidade ausente em me reencontrar!!

Gazela............
 
03/06/2010 08:43:21 :: Gazela



Meditação :    Fénix

Não era bem isso,
não queria perguntar nem queria sentir,
bloqueei a mente.

Tento esconder
os esqueletos no armário
pensando que não passa de um sonho mau.

Mas,
de novo aquela voz longínqua
teima em perturbar toda a vontade
que outrora sentia para me ajudar.

Na revolta da mentira
fica uma verdade calada
em cada sombra da madrugada.

Em mim
uma memória cintilante
deixa antever um passado
próximo em que morri para renascer.

Gazela........
 
03/06/2010 08:38:18 :: Gazela


Tristeza :    Meu corpo é um poema de morte



Meu corpo
é um poema de morte.

Escrevo-me
em palavras mal fadadas,
noites de horas paradas.

Versa-me
na pele agonia sem fim,
dor que deixaste em mim.

Sou zombie
neste mundo de cheiros nauseabundos,
suor da morte para mim bálsamo de sorte.


Gazela................
 
03/06/2010 01:46:05 :: Cleviton


Meu Deus Era verdade!...
porque foi que eu não acreditei?...
Meu Deus?...
ai!...
Porquê?...
porque foi que eu não acreditei?...

Vai ser corre corre
terror...desespero...
gente gritando...
gente se matando...
gente matando um aos outros...
gente se ajoelhando...
gente desmaiando...
pressão alta...
pressão baixa...
gente implorando...
se lastimando...
correndo pelas ruas...
feito loucos...
as manchetes...os jornais...
não falarão outras notícias...
vai ser um caos aqui na terra...
após o toque da trombeta!...
aviões caindo em desastres...
carros batendos nas estradas...
explosões em muitas fábricas...
muito fogo alastrando sobre a terra
e sobre o mar...
vai ser acidentes por segundos...
por ter sido arrebatados os verdadeiros
cristãos daqui da terra...
e os que eram pilotos de aviões...
os aviões ficaram desgovernados...
operadores de máquinas...
motoristas de carros...
maquinistas...capitães...
e assim sucessivamente...
foram eles arrebatados...
deixando tudo desgovernados...
vai ser postes caindo...
fios de altas eletricidades...
causando atrocidades...
pelas ruas das cidades...
muitos prédios incendiando...
muita gente morrendo queimadas...
muita gente morrendo atropeladas...
salve-se quem poder...
e nesse salve-se...
vai ser uns matando aos outros...
muitos se suicidando...
o negócio vai ser sério...
e não dar para imaginar...no total...
e nem escrever...do que na verdade vai
acontecer...são muitas coisas...
e fica então esse resumo...
para se ter um pouco de idéia...
que possamos estar preparados...
e não fazer parte desse time...
do time...dos que vão ficar...
dos que vão chorar!...
olhando para o céu...
se lastimando e dizendo:
-Era verdade...Meu Deus Era verdade!...
porque foi que eu não acreditei?...
Meu Deus?...
ai!...
Porquê?...
porque foi que eu não acreditei?...
















                                                                    
 
02/06/2010 11:40:42 :: LUCIENE LIMA PRADO


SONETO DO ÚLTIMO LAMENTO

Cai de mim uma lágrima silente,
Pela esperada e derradeira vez;
Descendo sobre minha palidez,
Onde volta a cor displicentemente.

Seja a alegria irmã do meu coração,
Que no encanto do sol vespertino,
Trace em aquarela meu novo destino,
E faça igualmente do amor meu irmão.

Foi-se para sempre a última lágrima,
Vindo a felicidade como dádiva,
Que agora experimento em minha face.

Eu deixo que um novo sentir me abrace,
Que a agonia tem morada transitória
Onde o sorriso quer fazer história.

(Luciene Lima Prado)
 
01/06/2010 14:26:57 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Bibia. A Huanista! (a tia Bibia)



Feita a cor do jambo
Tua pele é assim;
Leveza de um tango,
Ternura sem fim.

Brejeira e formosa,
Brilho do luar,
Postura honrosa,
Beleza do mar!

Mulher e coragem,
Uma puberdade em viagem;
Deixando seu ninho trocando a plumagem,
Mulher graciosa, minha homenagem.

Tia Bibia, a humanista!
Dona de um belo e raro ponto de vista,
Na corda bamba da vida vive essa equilibrista,
E aos poderosos instiga fera Ecologista.

De Aningas para o mundo
Do rio da Madrinha Rosa essa flor cheirosa,
Com seus ideais ama e protesta de um jeito profundo,
Ama a poeira do chão da estrada, a casa do alto, flor Amorosa!

Despojada guardiã do simples,
Com seus trejeitos nômades nos fascina,
Mãos na argila modela e alinha,
Beijos Tia Natura, Bibia rainha!!!

Goretti Albuquerque
gorettistar
Publicado no Recanto das Letras em 31/05/2010
Código do texto: T2290575
 
31/05/2010 19:57:13 :: LUCIENE LIMA PRADO


UM SONETO AOS PEDAÇOS

Nós necessitamos de um resto expresso
De um pouco de decoro e compaixão,
De um quase amor sem telhado e sem chão,
De um vinho frio numa boca sem nexo.

Mais ainda: reaprendamos a lição,
Quem sabe de uma cantiga ou das flores,
Por Geraldo Vandré num disco em cores
E que já não nos espera mais, não.

Tenhamos filosofias aos pedaços,
Miragens emendadas aqui, ali,
Na falsa esperança de quem sorri.

Então, em um dia de trêmulos abraços,
Mirarmo-nos plenos em cada um,
Em imagens fragmentadas em zoom.

(Luciene Lima Prado)
 
31/05/2010 10:00:08 :: sdfsdfsdfsdfsd


A pessoa na qual deus me talhou
Espera a pessoa que pra ela foi moldada.
Apenas espera.
O ser do qual fomos divididos

Eros se esparge em nossa pele feito sol.
Revestimo-nos de animus e raios cingem.
Pulsações febris nos selam. E tudo ao mesmo tempo criado num segundo. E tudo apenas escuro e claro dentro dum espaco indefinidamente infinito.
Um segundo que se parte.
Um segundo que se perde. E de si só pare a essência volátil. aonde tudo se perde.

Até mesmo os registros mais veementes partem-se e por isso, agora,
Juntos trespassamo-nos
E morremos resolutos
A cada segundo de felicidade.
 

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