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Cláudio Joaquim


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12/06/2010 13:11:15 :: ELMIRA NUNES


SONHE
Como a tinta no papel que se molha,
criando fantasia de sombras coloridas.
Siga o labirinto de cores
a perder-se num mar sem horizonte.
Ame a fragilidade do sonho
rasgado perdido.
Tenha suavidade e ternura
escorrendo entre os dedos.
Olhe na direção
do seu semelhante
e encontre o amor.
 
10/06/2010 18:08:47 :: Davi Possidonio


               AQUI SEM VOCE
              
OS POUCOS DIA QUE PASSARAM
MIM DEIXARAM MUITO MAIS VELHO
EU VIA ISSO NO ESPELHO MAIS
NUNCA DEI IMPORTANCIA,
JAMAIS ESQUECI ESSE SEU AMOR
POIS VIVO PERTUBADO COM ESSA DOR
MIM SINTO SÓ E SEM ESPERANÇA,
MAIS AGORA NÃO ADIANTA.

AGORA EU ESTOU SOZINHO SEM VOCE EM
MINHA VIDA,MAIS VOCE SEMPRE VAI
ESTA EM MINHA MENTE SOLITÁRIA,
EU SONHO COM VOCE TODAS AS NOITE.
EU JAMAIS DEIXAREI DE SENTI SUA FALTA.

ESPERTO EU NUNCA FUI POIS EU TE PERDI,
E NUNCA ESQUECI,DO SEU ROSTO LINDO.
A SAUDADE E GRANDE E SÓ MIM RESTA SONHA,
QUE TALVEZ VOCE POSSA ESTÁ,
MAIS UMA VEZ COMINGO.
MAIS ISSO É ISSO É QUASE IMPOSSIVEL,
INFELISMENTE ISSO É QUASE IMPOSSIVEL.


AGORA EU ESTOU SOZINHO SEM VOCE EM
MINHA VIDA,MAIS VOCE SEMPRE VAI
ESTA EM MINHA MENTE SOLITÁRIA,
EU SONHO COM VOCE TODAS AS NOITE.
EU JAMAIS DEIXAREI DE SENTI SUA FALTA.


MUITOS ABSURDO QUE ACONTECE, A GENTE NAO PERCEBE,
QUE É APENAS UM SONHO,QUE LOGO TUDO ISSO VAI PASSAR.
SÓ QUE ESSE NÃO É O MEU CASO, VOCE NÃO ESTÁ EM MEUS BRAÇOS.
E TALVEZ NÃO PRETENDA VOLTAR.
MAIS EU INSISTO EM TENTAR
AMOR EU INSISTO EM TENTAR.


AGORA EU ESTOU SOZINHO SEM VOCE EM
MINHA VIDA,MAIS VOCE SEMPRE VAI
ESTA EM MINHA MENTE SOLITÁRIA,
EU SONHO COM VOCE TODAS AS NOITE.
EU JAMAIS DEIXAREI DE SENTI SUA FALTA.


EU ESPERO QUE UM DIA EU VOLTE A TE VER
VOLTE A TOCAR VOCÊ COMO SEMPRE TE TOQUEI,
ESPERO QUE VIDA MIM DE OUTRA CHANCE, DE TER VOCE COMO ANTES,
DE TE AMAR COMO SEMPRE TE AMEI.


PORQUE AGORA EU ESTOU SOZINHO SEM VOCE
MINHA VIDA,MAIS VOCE SEMPRE VAI
ESTA EM MINHA MENTE SOLITÁRIA,
EU SONHO COM VOCE TODAS AS NOITE.
EU JAMAIS DEIXAREI DE SENTI SUA FALTA.



AUtor:Davi possidonio da silva cajamar 28/01/10
F-0119817-1099
 
10/06/2010 17:53:48 :: Davi Possidonio


               Tão jovens como eramos

Uma história, a qual eu não
queria fazer parte
mais aqui estou.
Um verso, o qual eu nunca
Queria ter lido
Mais sou o autor.

Estou te vendo morrendo
Estou te vendo partindo.
sei que estou perdendo
Um amor que viveu comigo.

Tão jovens como somos
Seu sorriso vai sumindo.
Cai lagrimas dos meus olhos
Ao ver meu amor partindo.
Um grande Decepção.
UM final de um sonho lindo.
Voce parte desse mundo
Mais sempre estará comigo.

Uma palavra amiga,eu não quero ouvir.
Não faz difereça,não nesse momento
Não vai arrancar essa dor mim
Essa sensação ruim,Esse sofrimento.

Nós sepre amamos um ao outro
Com sinceridade,com Dedicação.
Eramos dois jovens com só corpo
Uma única alma,um só coração.

Tão jovens como sempre éramos
Sonhadores e resitentes
Voce saíra desse mundo
Mais nunca da minha mente.
E esse é um livro com a nossa história
Um verso de recordação.
Voce saíra desse mundo
Mais nunca do meu coração.

Solidão, uma palavra
que eu nunca gostei de ouvir.
Mais estou solitário.
Magoa,sentimento que eu nunca quiz sentir.
E agora estou magoado.

Eu toco em seu rosto
E Sinto que ja esta gelado.
Eu tento reanima seu corpo
Mais ja está fraco e cansado.
E meio a tanta dor
Eu choro desesperado.

Tão jovens como éramos
E costumavomos ser
Meu amor eu não suporto
Viver a vida sem voce.
Em mar de solidão.
Eu afogo minha vida
Pois coloco a mão em seu coração.
E ja não sinto uma batida.
Pois voce se foi da minha vida.


Autor:Davi possidonio da silva. cajamar 11/05/85
 
10/06/2010 17:42:49 :: Davi Possidonio


               Meu último suspiro

HÁ UMA ESTRADA ESPINHOSA NA VIDA
PRESO EM UM LUGAR DISTANTE DAS PESSOAS QUERIDAS.
ME DER UM MOTIVO PARA ACREDITAR EM MIM MESMO
EU QUERO ENTENDER QUAL FOI O MEU ERRO
HÁ MUITOS CASOS QUE NÃO VEJO SAIDA.

E NÃO VEJO CHANCE DE VENCER
ESTÁ PARTE DA VIDA EU NAÕ CONSIGO ENTENDER.
ESTOU MORRENDO AOS POUCOS    MAIS QUERO VIVER
PRECISO DE ALGO QUE ME FAÇA ACREDITAR
QUE HÁ ESPERANÇA QUE VOU SUPERAR.
QUE HAVERA ALGUÉM PARA ME AJUDAR.

ESQUECIDO E SOZINHO AQUI EU ESTOU.
ME ENCONTRE E ME FALE QUE A AJUDA CHEGOU.
NESSA FASE DA VIDA NÃO SE VER AMOR
ESTEJA COMIGO NA HORA DOR.

EU SEI QUE ESTOU QUASE MORRENDO
E SE AINDA ESTOU VIVO É MOTIVO DE SORTE.
MAIS NÃO ME DEIXEM LARGADO AQUI SOZINHO
ESTEJAM COMIGO NA HORA DA MORTE.

ME ESTEDAM A MÃO ANTES QUE MINHA VIDA SE ACABE
PARA QUE EU ME SINTA UM POUCO MAIS A VONTADE.
ME AJUDEM A VIVER ME ESQUETEM ME ABRACEM.
NÃO DEIXEM QUE A LUZ DOS MEUS OLHOS SE APAGUEM.

EU PRECISO ESCAPAR DESSA DOR CANSATIVA
EU QUERO ACHAR A SOLUÇÃO A SAIDA
O MEU CORAÇÃO ESTA DANDO POUCAS BATIDAS.
TALVEZ SEJA AS ULTIMAS    DA MINHA VIDA.

EU ESTOU VENDO TUDO ESCURO E CONFUSO
E SOZINHO NÃO CONSIGO TENTAR SER MAIS FORTE.
É DIFICÍL PASSAR POR TUDO ISSO SOZINHO.
PESSO QUE ESTEJAM COMIGO NA HORA DA MORTE.
 
10/06/2010 17:36:36 :: Davi Possidonio


NUMA TARDE ESPERANÇOSA
EU ESPERAVA VOCE AMOR
QUE PARTIU NUMA MANHÃ TRISTE.
DEIXANDO COMIGO UMA GRANDE DOR
MAIS ESSA ESPERANÇA LOGO SUMIU.
PORQUE A PORTA SE ABRIU.
MAIS VOCE NÃO ENTROU.

EU ESTAVA ALEGRE E CONFIANTE
QUE HOJE SERIA O GRANDE DIA
QUE DEIXARIA ESSA DOR SUFOCANTE.
QUE IRIA VOLTAR A TER    ALEGRIA.
MAIS ESSA TARDE VAZIA
NÃO ESTAVA AO MEU FAVOR.
MEU CORAÇÃO ENTÃO SE PARTIU
PORQUE A PORTA ATÉ QUE    ABRIL
MAIS VOCE NÃO ENTROU.

UMA GRANDE ANGUSTIA VEIO SOBRE MIM
EU PROCURAVA ESCONDER A MINHA TRISTEZA
TENTANDO ME CONTER COM SUA FOTO.
QUE NUNCA SAIU DA MINHA MESA
UMA ESPERANÇA ACESA
RAPIDAMENTE SE APAGOU
TODA MINHA VIDA SE CONSTRANGIU
PORQUE A PORTA ATÉ QUE SE ABRIL
MAIS VOCE NÃO ENTROU.

MINHA VIDA NÃO TEM MAIS SENTIDO
DEPOIS QUE VOCE FOI EMBORA.
NÃO SEI SE FICO AQUI SOZINHO
OU VOU A SUA PROCURA    MUNDO A FORA.
FICAR AQUI CONTANDO AS HORAS.
SÓ AUMENTARIA MAIS A MINHA DOR.
MUITAS LAGRIMAS DOS MEUS OLHOS CAIU
PORQUE A PORTA MAIS UMA VEZ SE ABRIL.
MAIS INFELIZMENTE VOCE NÃO ENTROU.

AUTOR:DAVI POSSIDONIO DA SILVA.
 
09/06/2010 16:14:23 :: MARCO GOMES


Negro fugitivo
amigo do sol da lua
lenda viva livre

 
07/06/2010 22:22:01 :: PIERRE AUGUSTO RAFAEL


A glória de Deus é ocultar uma coisa; a glória dos reis é esquadrinhá-la. (Provérbios; 25:2)


O olfato o único sentido que ainda lhe restava, se é que ainda restava sentido algum, aquele cheiro de hospital, de morte, que rondava e não findava, por quê? Por quê? Por quê senhor me abandonara...

Misto de dor, raiva, angústia, naquele momento, no auge, o paraíso perdido, sem motivos a mãe é informada de uma probabilidade tão remota quanto a loteria, a sorte tem seus caprichos por isso o fígado estava condenado, as passagens para o Expresso da Agonia estavam sendo distribuídas e o meu bilhete era para a segunda-classe de sofrimentos...

Interessante notar que a ansiedade em chegar ao fim é maior do que a sensação prazerosa da viagem em se tratando de um belo dia sem nuvens, enquanto que se o dia estiver chuvoso tempestuoso, ficamos hipnotizados, nos identificamos com a situação da natureza e sentimos cada barulho, saboreamos lentamente a angústia, a trepidação, os solavancos; o destino já não é tão importante, mas sim a permanência daquele fúnebre espetáculo, exaltando nossa inferioridade, fragilidade ante a poderosa Natureza e o misterioso Caos, facilmente entregamo-nos e apenas suplicamos para permanecermos vivos: avanço, recuo não importa.

Essa constatação, revelada, após o longo sofrimento experimentado, tão forte é a mácula do medo e do sofrimento, tão diáfana é a marca do prazer e da alegria, o dolorido tratamento: as festas e reuniões anteriores, já não consigo lembrar-me com tanta clareza, não distingo bem quando realizei minha graduação em Educação Física, minha formatura, as palavras do paraninfo:

— Com a certeza de estar presente, diante da atual elite: intelectual e física do país... Personal trainner, dieta, exercícios, passeios, terapias, remédios, equipamentos, todo o tipo de trivialidade cotidiana, o desejo como objeto do desejo, enfim uma viagem em um belo dia sem nuvens...

As nuvens começaram a juntar-se lentamente primeiro minha mãe, depois meu pai e finalmente eu, sim quando fui atingida começou a tempestade, tinha aumentado minha categoria no Expresso da Agonia, já não era uma viajante da segunda-classe, alcançava agora a primeira-classe com todos os requintes que a crueldade podia infundir.

O sonho aquele estranho sonho: um homem caminhando sobre o mar chega à praia e com os pés fumegando derrete algumas rochas por onde caminha, ele parece um religioso, de alta estatura, usando uma roupa que chega até os pés, com um manto preso na cintura; seu cabelo é curto, anda com a cabeça descoberta e traz algo nas mãos que parece um pequeno volume e um cajado.

Não sei explicar, não consigo a dor, aí, a dor, aí, aí, a dor é grande é intensa não vejo, não escuto, não ouço, não sinto, não cheiro, será que não vivo procuro, procuro não encontro, procuro entender os divinos desígnios, que tão sinuosos nos parecem, despencam em precipícios desconhecidos, minha mãe pouco-a-pouco perde seu fígado o órgão sintetizador do corpo, meu pai é demitido e deprime-se, por fim o sonho se repete, estando eu dormindo ou acordada e a dor é cada vez maior, não agüento e procuro um médico entre uma seção e outro do tratamento de minha mãe, após alguns exames o médico, pede outros mais específicos:

— Com a certeza de estar presente, diante da atual elite: intelectual e física do país... – essas palavras não abandonam uma esquina do meu pensamento cada vez mais obtuso, três semanas após o início de meus exames o diagnóstico.

Não sei como manter a pressão, qual será o melhor golpe aquele desferido lentamente proporcionando o máximo aproveitamento tanto da dor quanto da vida, ou o de misericórdia, piedade, perdão... Redenção? Rápido sem dor e sem vida?

— Srta. Michele devido a atual conjuntura familiar, a pressão, o estresse, provocaram, uma situação explosiva que resultou no aumento da pressão intracraniana, e por isso as dores de cabeça prolongada, bem como os sonhos e alucinações recorrentes que a senhorita queixou-se. – o Dr. Rafael olhava-me impassível, sim havia o distanciamento médico-paciente ainda mais com meu prognóstico...

— Recomendo-lhe a imediata internação e o tratamento dessa pressão para verificarmos a extensão de um possível aneurisma, a senhorita deverá informar-se na recepção a respeito da internação, boa tarde e até logo: - sim uma rápida despedida...

Todos morrerão isso não há a menor dúvida, porém é impressionante como queremos livrar-nos da proximidade e daqueles que carregam o potencial inevitável e imediato desse fato, o fim da existência de qualquer ser ou ente da natureza, desconhecido, intangível, inatingível....

Após a internação meu primeiro presente; longos cachos dourados outrora tão cuidadosamente cultivados, agora entregues inertes ali em uma sacola de plástico barulhenta, fria, como o dia lá fora, vinte e três de junho, nunca mais olhei um espelho...

Por quê? Por quê? Por quê senhor abandonaste-me o que fiz o que fizemos, para merecer tal tempestade, as procelas gritam em furor, morre mamãe, carpideiras choram, morre papai, abandonada sinto o ódio, a apatia, o sonho não tenho mais, meu sonho onde estará?

Quanto tempo eu já não leio, sem passatempo, e o tempo passa a viajem cada segundo mais lenta, não posso fixar meus olhos em nada, a dor, a dor é grande, intensa, voluptuosa:

— Com a certeza de estar presente, diante da atual elite: intelectual e física do país... – essas palavras malditas, são minha maldição é isso agora sei o porquê de meu castigo, sim acreditei ser maior que tudo, esqueci de minha inferioridade, fragilidade, ante a poderosa Natureza e o misterioso Caos, a dor não cessa, começo enlouquecer, não louca já estou, começo a racionalizar cada vez mais, o que acontece não há mais controle preciso, não necessito, a fome é grande... Ler, ler, ler preciso ler procuro pelo quarto, não consigo descobrir nada, de repente, um pequeno volume parece, não, não é possível será? Vejo, não creio! O sonho, novamente o sonho; aquele estranho sonho: um homem caminhando sobre o mar chega à praia e com os pés fumegando derrete algumas rochas por onde caminha, ele parece um religioso, de alta estatura, usando uma roupa que chega até os pés, com um manto preso na cintura; seu cabelo é curto, anda com a cabeça descoberta e traz algo nas mãos que parece um pequeno volume e um cajado.

O pequeno volume deve ter as respostas que procuro nada mais importa o mar, o homem, a dor, o sonho, apenas o livro, pego-o está em minhas mãos não sei se conseguirei abrir a pressão é muito grande, folhei-o e na afã de deslindar seus mistérios encontro uma palavra um duro golpe:

MORTE

 substantivo feminino
1 fim da vida, interrupção definitiva da vida humana, animal ou vegetal
1.1 Rubrica: medicina.
cessação completa e definitiva de vida, esp. a humana
1.2 Rubrica: religião.
separação entre a alma e o corpo, que marca a passagem a outro estágio espiritual ou à vida eterna
2 Rubrica: iconografia.
representação iconográfica da morte [A maior parte destas representações mostra a imagem de um esqueleto humano armado de foice.]
Obs.: inicial maiúsc.
3 ato ou efeito de matar
4 fim da existência de qualquer ser ou ente da natureza
4.1 cessação da luminosidade emitida por um corpo do espaço cósmico
Ex.: m. das estrelas
5 fim, término de qualquer coisa, ger. subjetiva, criada consciente ou inconscientemente pelo homem
Ex.:
6 o fim, o desaparecimento, freq. gradual, de qualquer coisa que se tenha desenvolvido por algum tempo
Ex.:
7 Derivação: sentido figurado.
intenso sofrimento, grande dor e angústia
Ex.: foi uma m. viajar sem seus filhos



O barulho do vidro estilhaçando, deixo de ouvir, o duro impacto do corpo contra o chão frio, o gosto amargo do fel da impotência some da minha boca, a brisa noturna ó cálida sensação já não lhe conheço mais, olho para o céu como um último gesto um penúltimo sentido, as estrelas formam um desenho parecido com o de uma estrada larga no início e estreita em seu término:

4.1 cessação da luminosidade emitida por um corpo do espaço cósmico.

O retorno dessa imagem dessa acepção do dicionário que joguei pela janela, quebrando o vidro, permitindo a entrada da brisa e a luz das estrelas justamente aquela era minha última visão.

O olfato o único sentido que ainda lhe restava, se é que ainda restava sentido algum, aquele cheiro de hospital, de morte, que rondava e não findava, por quê? Por quê? Por quê senhor me abandonara...
 
07/06/2010 15:15:17 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Quando em ti o inverno chegar,
Então corres aos lírios do campo;
Beijão às mãos da criança a passar,
E oferta a bondade em forma de amar.

E se a chuva em tua noite cair,
Sai às ruas olhando ao teu lado;
Se encontrardes um irmão a pedir,
Parte o pão e a coberta calado.

Quanto tempo tem um ancião,
De calçadas, de fome e de frio?
Não perguntes estendes tua mão;
Faz agora e evites o “teu calafrio.”

Na barriga daquela senhora,
O embrião pensa: vou    perecer;
Pois pressente que o mundo lá fora,
Tem traçado seu negro viver.

Vejo a lua opaca escondida,
Hoje o sol não brilhou nas colinas;
Sente as dores incompreendidas,
De uma lágrima escondida por trás das cortinas.

Era o tempo e o vento a soprar,
E nas guerras Nações combatiam;
Sem motivos deixando ao relento,
Pobres jovens, sem causas morriam.

Esse texto não é ficção, nem imaginação.
É a verdade em um grito de Indignação!

Goretti Albuquerque
 
06/06/2010 14:43:53 :: ALBÉRICO SILVA DE CARVALHO
Poema


O poema que eu não escrevi
Está escrito na nossa consciência,
Instiga o eco aflitivo das senzalas e do pelourinho
Fala do amor e dos carinhos que eu nunca conheci,
Dos amores que eu não vivi e, dos prantos carpidos
Fala de abandono, da sede, do frio dos desenganos
Da fome, de solidão por se sentir e, estar só,
Por não ter tido a oportunidade do peito materno.

O poema que eu não escrevi
É escrito todos os dias na rua, nas sinaleiras,
São declamadas, nas ocasiões em que nos faltam as palavras,
Fala de ressentimentos, dos temores que inibem o homem.
Fala das dores que ficam impregnadas, marcadas na alma,
Que são cinzeladas pela indiferença e descaso do ser humano!
Fala das longas noites sem agasalho embaixo das marquises
Fala da troca de sexo pelo pão que mata a fome que estertora.

A poesia que eu não escrevi está grudada no peito
Nos reconditos da alma à espera de dias felizes...
É voz de criança a reprovar as rotas clandestinas do aborto
Fala dos entes escorraçados à mercê da caridade alheia
É prelúdio de amor que sublima a criatura.
Cada verso que não escrevi é cicatriz ainda viva e doída
Guardados na memória, chama acessa, creptar amargurado
A poesia que eu não escrevi é um plágio da própria vida
É canto de alerta pedindo passagem exorando socorro.

Albérico Silva
  
 
06/06/2010 14:40:42 :: ALBÉRICO SILVA DE CARVALHO
PÃO

O que me lava a alma
E me sacia a boca.
É pão dividido por várias mãos.
E comido por várias bocas,
Pegadas seguindo mesmos rastros!
Olhos nutridos por mesma hóstia
Cálice solidário comendo do mesmo pão.
O que me mitiga a sede,
São argamassas moldando mesmo peso.
São bocas bebendo no mesmo poço,
Gados pastando no mesmo pasto
Comendo a mesma ração.
Almas aquinhoando mesma miragem.
O que me sacia a boca,
Não é o que enche o estômago
São as mesmas fomes iguais
Satirizando bocas diferentes,
Sustento sonhos idênticos.

Albérico Silva
 

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