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Cláudio Joaquim


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30/06/2010 12:01:40 :: EACOELHO
Convido os amigos e parceiros para visitarem meu espaço e apreciarem meus poemas e crônicas. Creio terão o prazer de uma boa leitura.

EACOELHO
 
29/06/2010 17:27:58 :: ELMIRA NUNES


Brincando com versos.
JASMIM
Como antigamente o jasmineiro traz-me
o perfume doce da minha infância.
Cheiro de vida que por tantas vezes
vi acompanhar ao túmulo anjinhos
que eu não entendia porque é que se iam
ainda tão cedo de nosso convívio.
Aqui no meu jardim hoje o jasmim tem cheiro
de ternura branca, de anjo sem vida.
Frio cheiro branco embaixo do luar florido,
traz de volta a infância já quase esquecida,
no seu cheiro doce, cheiro de minha vida!
 
26/06/2010 19:30:08 :: DALMO DE FIGUEIREDO ARRAES


Escrever...

Escrever é catarse.
Tirar da alma, desabrochar...
Eterno doar-se.


 
26/06/2010 19:28:51 :: DALMO DE FIGUEIREDO ARRAES


Chuva.

Chuva no telhado,
Água delisando.
E você na cama,
Se deliciando.

Aguaceiro na lavoura,
Os grãos se avolumando.
Commodities no navio,
Pelos mares a deslizar.
Emprsário satisfeito,
Nunca lembra de rezar...
 
26/06/2010 19:24:11 :: DALMO DE FIGUEIREDO ARRAES


Morada nova.

O homem sensato e nobre,
Quando faz a moradia,
Toma alvitre a prudência,
Conselho a sabedoria.

Primeiramente examina
O local a posição,
Edifica a fundação;
Devidos da construção.

Muito antes da parede,
Da janela e do portal
Reflete fazendo as contas
E escolhe o material.

Raciocina por si mesmo,
Não perde ponderações,
E estuda todo o problema
Das suas aquisições.

Não atira a preço baixo,
De matéria condenada;
A sucata não lhe serve,
Nem madeira carunchada.

Acima de toda idéia,
Vibra a idéia do seu lar.
Seleciona a caráter,
Cada coisa em seu lugar.

Impõe nos seus desejos,
Sereno, prudente, ativo;
O senso da qualidade,
Garante o objetivo.

Esse homem previdente.
Das lições a cada qual,
Na construção do edifício
Da vida espiritual.

Escolhe bons pensamentos
No dever que inverna...
Idéias, palavras e atos,
Constrói a casa eterna.
                                    Searra.
 
26/06/2010 19:18:39 :: DALMO DE FIGUEIREDO ARRAES


Homem girassol.

Parado. Passa a mulher...
Ele observa, despindo-a com os olhos...
Até perdê-la de vista.


 
21/06/2010 08:56:48 :: POESIA DA BRUNA


Cadela filha do cão

Me masturbo diante do Padre no altar
com certeza ele não pensará em santos
mas no gosto da carne em sua língua à roçar...
Cuspo na igreja que prega o que não faz
Cuspo na domesticação fétida dos humanos
baseada na hipocrisia dos seus sorrisos...
Cuspo na remissão dos pecados
que exclui atrocidades cometidas desde a inquisição
E todas as suas chatas beatas mando para o tanque
lavar minhas calcinhas sujas de gozo.
Não sou flor que se cheire
Muito pior que cansanção
Cadela filha do cão!!!
Cadela filha do cão!!!
No meio das pernas tenho do inferno o fogo
e meu clitóris é a hóstia do templo,
da minha igreja que teu membro rígido invade pra comungar
Vem molhar tua boca na água benta
que sai das minhas entranhas
Me chama de puta, cadela vadia
verme, asqueroso lixo, a pior cria
Sou bicho do mato
égua selvagem no pasto
Pra tua fúria primitiva montar
entre cangalha e esporas
Faz meu corpo de quatro inteiro sangrar
égua safada vaca puta cadela
Sou tudo num lugar só
Pega tua faca afiada e me fatia
Separa em partes e me come até cansar
Não sou flor que se cheire
Muito pior que cansanção
Cadela filha do cão!!!
Cadela filha do cão!!!

Bruna
 
17/06/2010 13:46:25 :: Cleviton


   O CRIME CAMUFLADO
HÁ UMA FÁBRICA DE GRITOS
ATRÁS DO SILÊNCIO...
NO MUNDO INVISÍVEL
QUE SACODEM MEUS OUVIDOS
PROJETANDO MENINAS E MENINOS
SENDO HOMENS E MULHERES
SENDO VELHAS E VELHINHOS
NOS SILÊNCIOS ESCONDIDOS
FUTURISTAS DE GRITOS
NUMA ESQUINA UM PIVETE
ELE PUXA O CANIVETE
NO MATAGAL O MARGINAL
COM MUITOS GOLPES DE PUNHAL
É O CRIME CAMUFLADO
SEM FLAGRANTES E SEM RASTROS
E ASSIM VAI A BALA
COM SUA FAMA DE PERDIDA
FOI UMA BALA PERDIDA...
MAIS ELA TINHA UM ENDEREÇO...
NA CABEÇA OU NA TESTA
COMO QUEIMA DE ARQUIVO
PELA FÁBRICA DE GRITOS
COM SUA FACÇÃO
COM SUA ORGANIZAÇÃO
CAMBIANDO A NAÇÃO
E TODO O PLANETA
DISPUTANDO A CABEÇA
PARA O SEU MATADOURO
NA INTELECTUALIDADE ASSASSINA
SENDO FÁBRICA CLANDESTINA
NO DILEMA DE SÓ TIRAR VIDAS...
ELES ESTÃO ALASTRADOS
POR TODOS OS LUGARES
SENDO CLASSES SOCIAIS
COM UM SISTEMA EM CADA CLASSE
UMA CLASSE NO HOMICÍDIO
OUTRA CLASSE NO SUICIDIO
E OUTRAS CLASSES EM OUTROS GRITOS
E OS JORNAIS TAMBÉM GRITAM
NAS MANCHETES TODOS OS DIAS
NOS TRAZENDO AFLIÇÕES
NOS TRAZENDO AGONIA
EM NOTÍCIAS QUE ANUNCIAM
MUITAS MORTES SEM FLAGRANTES
SENDO Á FABRICA DE GRITOS
O AUTOR DE TODOS OS CRIMES
SENDO ATÉ DE ACIDENTES
CARROS BATEM...CARROS VIRAM
CAIU ALI UM AVIÃO
PARENDO MERO SIMPLES ACIDENTES
COMO UM COTIDIANO...DO DIA-À DIA
MAS ESTANDO TUDO JÁ PREPARADO
SENDO ASSÍDUO TODO DIA
SENDO TUDO ORGANIZADO
PELO CRIME CLAMUFLADO
















                                                                    
 
16/06/2010 12:35:02 :: EACOELHO
Caros colegas poetas, poetizas ou amantes dessa arte.......
Recém descobri e passei a frequentar este ambiente. Estou gostando muito e postando aqui alguns dos meus trabalhos, feitos - claro - amadoramente, mas com muito zelo, muito carinho e com o prazer de poder exercer descompromissadamente este meu gosto por escrever.

Aguardo vocês em meu espaço e tomar que gostem.

Abraço a todos.

EACOELHO
 
15/06/2010 17:00:01 :: GORETTI ALBUQUERQUE


            Senhora "Sem Horas"

Lá na África era a Copa do Mundo,
No Brasil cada filho com hora marcada;
Todos tinham um lugar de chegada,
Mas, aquela senhora procurou “um mundo.”
Era o primeiro jogo Brasil X Coréia do Norte,
Dia 15 de junho de 2010, mas que falta de sorte.
Bem calada escrevia tal qual moribundo.
Já não corriam lágrimas em sua face,
Seu coração de mãe preparara um disfarce;
E lembrou quantas Copas do Mundo tivera,
Que com tanta euforia torcia com os filhos e sorria;
Tinha dupla função, era pai e mãe;
Sua voz era forte desde o Sul ao Norte,
Hoje sofre ausências, sua escrita é suporte.
Navalha cortando, peito retalhando,
No silêncio reflete e amarga a solidão;
Das doces lembranças, sós desesperanças;
Uma dor rasante trazendo arrepio,
Dilacera a alma de um amar a fio,
Quantas madrugadas velando sua prole,
Pressente o incômodo, ninguém a acolhe.
Vai minha Senhora, no chorar tu amas,
Roga por teus filhos e a Deus não profanas,
Tua lágrima é sorriso a Deus não enganas,
Senhora da lida semente escolhida,
Respiras apenas por causa dos frutos,
Querendo teus galhos um dia arbusto,
Que Deus os mantenha a salvo e robustos.
Mas, hoje, em um canto da casa,
A pobre Senhora pegou pena e papel,
E o enredo choroso da alma, esboçou;
Não ouviu nem notou se o Brasil fez um Gol...
Sua TV nem ao menos ligou,
Com os fogos ela nem se importou,
Era tarde e um frio em seu peito ecoou.

Goretti Albuquerque
 

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