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Cláudio Joaquim


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05/01/2009 01:12:48 :: MARIA CARVALHOSA


Conseguiu limitar o extenso volume do seu corpo ao espaço exactamente deixado pelas portas que se fechavam, naquela fracção de segundo. Entrou. O suor escorria-lhe da testa e as mãos ainda lhe tremiam. Verificou, com agrado, que o metro ía quase vazio. Sentou-se no primeiro banco. Respirou fundo, recostou a cabeça e fechou os olhos. "Agora só saio no fim da linha, seja lá onde for", pensou e sorriu, de si para consigo, sempre de olhos cerrados. "Escapei de boa, sim. Doutra como esta não me volto a safar". Emitiu um som semelhante a uma risada gutural e aninhou-se no banco, como quem se prepara para dormir. Meteu a mão no bolso do casaco e sentiu o pesado cordão de ouro, com uma bonita cruz encrustada de pedras, sem dúvida preciosas. Devia valer para cima de um dinheirão. E afinal tinha sido tão fácil: um simples empurrão, um "desculpe" balbuciado enquanto desapertava o fecho facílimo de abrir, e a corrida final para as portas que, por muito pouco, não se recusaram a deixá-lo entrar.

Para trás ficava o cais, despido de gente naquela manhã de domingo. Os bancos de madeira estranhamente desocupados. Apenas uma mulher alta, elegante, vestida de branco, com o cabelo castanho claro apanhado em madeixas, com um ar nitidamente perdido, torcia um lenço de seda azul entre as mãos. Cerrava os maxilares para não gritar e sustinha, com um quase imperceptível tremor de queixo, as lágrimas que, teimosamente, queriam abandonar os seus olhos verde-claros e precipitar-se pelo rosto, infiltrar-se pela blusa, dois botões aberta, e ocupar o lugar recentemente adquirido, e logo abandonado, pelo fio. No peito, arfando suavemente, estavam contidos os soluços, ansiosos por uma oportunidade para se soltarem e soarem bem alto, no interminável corredor dos carris do comboio. Se tal sucedesse, iriam por certo assemelhar-se aos uivos de um animal aprisionado numa gruta sem fundo. Imobilizada, não sabia o que fazer. Alguém a terá encontrado e levado dali, algum tempo depois, sem perceber o que tanto poderia ter abalado aquela mulher.

Na morgue do hospital tiravam mais um cadáver do frigorífico para ser autopsiado. Quando o médico legista o destapou não pôde deixar de reparar na beleza da jovem cujo corpo exibia as sevícias de um homicídio violento. Ainda antes de se lançar ao trabalho, a sua atenção foi captada por um pormenor: no peito bronzeado da rapariga era visível a marca de um colar, ou de um fio grosso, e bem destacado, a branco, entre os seios, o desenho de uma cruz.

(*) Fotografia de António Rodrigues

Posted by maria carvalhosa
 
05/01/2009 00:53:33 :: MARIA CARVALHOSA


TERNURA

I


Ternura nos olhos, no sorriso, nos gestos.
Ternura na voz.
Ternura nas palavras escritas.
Ternura no afagar das teclas de um piano.
Ternura ao friccionar o arco nas cordas de um violino.
Ternura ao colorir de pinceladas uma tela.
Ternura ao executar um elegante passo de bailado.
Ternura ao embalar o filho.
Ternura ao poisar os lábios na fronte fria do amor moribundo.

Mãos ternas que acariciam.
Boca de ternos beijos.


II


Sonhei com um cemitério bizarro.
As lápides eram negras e, por contraste, pairava sobre o espaço uma difusa neblina
que se aliava à brancura da neve que tudo cobria.
Havia uma pedra tumular onde mal se distinguia qualquer inscrição.
Não havia nome, datas, fotografia.
Apenas se podia ler o epitáfio:
“Em memória eterna de uma mulher terna”.

Posted by maria carvalhosa
 
05/01/2009 00:38:37 :: MARIA CARVALHOSA



(fotografia de António Rodrigues)

CALHAUS ROLADOS PELO MAR

Pedras amontoadas no areal. Atiradas pelo mar com desprezo. Para ali deixadas até que a próxima maré-viva as restitua ao chão de água. Enquanto isso, para ali ficam, abandonadas à mercê da chuva e do sol, à curiosidade de quem passa e pega numa, para levar para casa. Porque a achou bonita. Porque vai ser a recordação daquele dia que, por uma qualquer razão, que não importa, não foi como o anterior nem será como o seguinte, para aquela pessoa, que não interessa quem possa ser...
...Tal como a pedra: uma, apenas uma, entre tantas.

Posted by maria carvalhosa
 
04/01/2009 15:50:14 :: FER FONTES(Cöllyßry)


Poeta...
Que vagueias à procura da palavra
Perfeita para rimar…
E lhe seres fiel no dizer
Do teu sentir...

Palavras, as vais juntado
Uma a uma nesse rascunho
De lápis quiçá, num pedaço de papel.

As memorias e
O sonho desenhas
Em traços,
Desconexos
Que não realizas-te...

Descreves o tempo
Que passou, nele te perdes-te
Com olhos vendados…
Só...

Enredado de sombras do
Amor que recusas-te,
Do beijo que não dês-te…


E sentes a emoção
Que aflora na tua pele, da desdita
Escrita nesse grito…
De ti, poeta…

Fer Fontes(Cöllyßry)
 
04/01/2009 10:48:03 :: UMBELINA LINHARES PIMENTA FROTA BASTOS


QUEM É VOCÊ?

Quem é você?
Que mistério é este que me envolve,
que me conduz a caminhos estranhos,
como a luz que guia a escuridão?
Em sonhos te vejo,
sempre em frente a voar
como um beija-flor brincando no ar,
a bailar, fazendo-me sufocar,
quase em êxtase!
Quem é você?
Em sonhos, sinto-me uma flor,
ansiosa, cheia de vida e amor,
a espera que me sugues o néctar,
como se fora num jardim de    amor.
Quem é você?
Que em sonhos te vejo a voar
no orvalhar da madrugada;
Vem a luz do sol a brilhar,
surge o dia, e esta flor a te esperar...
Quem é você?
 
04/01/2009 09:10:42 :: MANOEL MESSIAS PEREIRA
A leitura do dia sugere, que cada ser-humano, cada ser pensante, que também é o ser filosófico, entenda que o mundo não pode viver, respirando uma guerra de dor, de invasões, seja de Israelense ou de palestinos, queremos apenas que a Paz prevaleça sobre as outras opiniões. A harmonia só consegue imperar, com o respeito,com ternura e sobretudo com o fim da violência.
Creio que a força bélica empregada na Faixa de Gaza, por Israel é desproporcional, a um país sem exercito. O que estamos assitindo é uma limpeza etnica, e isto deve ser condenado.
Nós devemos solidarizar, com os que choram, com os que gritam de dor,com todas as entidades, que buscam ser parceiros, fraternos, e refletir, que o Amor, é algo que podemos construir, na leitura da Paz, sem a interferencia dos materiais bélicos.Manifestamos com Fepal, com a Ferab, com Instituo Cultural ICA-arabe, com a Liga da Juventude Islaâmica, com a União Nacional Islaâmica e as demais entidade, que juntas pedem Paz.
E o mundo precisa ouvir quem pede paz, embora os que desejam a guerra, são os investidores mercadores, sensíveis a essas desumanidades, ou sejam os dono do poder econômico.
 
03/01/2009 22:06:08 :: Francisco Abel Mendes d`Almeida


"Mãe dos enigmas"

"...A MINHA CURA BEIRA
SE CONCRETIZAR,
MEU SANGUE BOMBEIA
NUM GALOPE RASO
E ME ABARROTA
DE RAZÕES PRA LHE TOMAR..."


Leia o poema!
 
03/01/2009 13:39:19 :: Godinho@Godinho




                                                            SEUS OLHOS VERDES...

Seus olhos verdes inspiram sonhos,poesias e canções...
Revelam os segredos da alma,guardados nos corações...

Iluminam estradas,descobrem as fontes do pensamento...
Trazem alegria,à alma vazia,trazem alento...

Verde oceano, visto de um plano, é a imagem sua...
Verde é a miragem,visto em paisagens,contraste da lua...

Estrelas brilhantes,que se desprenderam,lá do firmamento...
Hoje são importantes,tens em seu semblante o mais nobre aposento...

Verde relva,verde escuro,que me arremete ao futuro,faz sonhar com esse amor...
Verde nobre da esperança,das folhas que o vento balança,do caule que sustenta a flor...

Olhos que me vêem confuso,sua beleza e conteúdo,me completa me esvazia...
Dá motivos pra viver,vivo pensando em você,és encanto,poesia...

São faróis em meu caminho,que encontram me sozinho,em algum lugar    qualquer...
Que expõem meus sentimentos e me vêem chorar por dentro,por alguém que não me quer...

São luzes fluorescentes,que iluminam o meu caminho e faz brilhar essa mulher...
És a estrela cadente,olhos verdes inocentes,que não sabem o que quer...

Lêem os meus pensamentos,sencíveis me vêem por dentro,mas se afastam e vão embora...
Enquanto meu coração não contendo a emoção,se reprime,sofre e chora...

Quizeras tu,olhos verdes,ter coração sem paredes,para eu,não precisar transpôr...
São paredes de incerteza,que lhe ofusca a beleza e não aceita outro amor...

Luzes verdes irradiantes,que me cegam por um instante e me tiram do caminho...
Me descobrem no inconstante e me vêem andando errante,sem rumo e tão sozinho..

Olhos verde é esperança,sei que ainda me balanças,pois adoro sua côr...
Que num dia de incerteza,me brindou com sua beleza e fez sonhar com esse amor...

Verde encanto,verde vida,chegada e despedida,sonho que sonhei um dia...
Que me passou confiança,sorrí feito criança,nem eu mesmo entendia...

Esses seus olhos verdes,que quase todas as noites,sempre vêem me visitar...
São olhos que me fascinam,palavras que me animam,e que me fazem sonhar...

Venha me ver todo dia,vem me fazer companhia,não tente me esquecer...
Hoje não tenho alegria e só serei felíz um dia...No dia que te conhecer...

TE AMO...

by:Godinho@Godinho


*Texto dedicado à minha amiga internauta Claudia
 
03/01/2009 12:15:30 :: ALEXANDRE BRUSSOLO


Há o artista que demonstra seu sentimento através das pinturas, há o poeta que mostra todo o calor da alma através das palvras. Ele foi o artista das telas e o poeta da imagem, mostrou todo seu talento sentimental sem dizer uma só palavra. (22/07/1992)
 
03/01/2009 12:00:50 :: ALEXANDRE BRUSSOLO


"Um sorriso aberto e sincero vale mais do que mil palavras."
(Desconhecido)
 

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