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Cláudio Joaquim


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06/01/2009 23:26:10 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


A MODA É DOMA QUE NÃO AMOLA.

Moda a moda, foras de moda são    moda que a moda temporal há tempos Incomoda.
           
Moda a moda, dentre modas, dentro da moda incomodam-se às inquietas concepções que os põe aquém na nova moda.
           
Moda a moda, bem ou mal, velha ou nova, vai e vem, e no aqui    agora do seu tempo em que se tornou moda é doma que não amola.

É artigo não raro de efeito nauseabundo feito excremento gororoba que inflama a fleuma e o ego dos parvos, dos incautos e dos ota's; dos ricos e dos pobres; dos súditos e dos nobres. Tampouco, poupa os ditos cujos papas mídias pops dessa moda.
        
Saibas sem segredos e sem    delongas no frist time today    agora, mesmo em Havana, Angola, Bagdá, Paris ou Noves fora York moda que a passarela do mundo globalizado gira-roda, desfila sobre o próprio eixo feito uma bola. Que um dia tem 24 horas, que tudo conceitualmente deriva, gravita e circunscreve-se em torno dos padrões do sistema social de consumo descartável e de origem indubitavelmente duvidosa. Que segundo os segundos, minuto a minutos, ou de hora em hora, cria, aliena ti guarda à vista, governa, impõe, inspeciona, endoutrina, espiona, predica, parquea, controla, calcula, aprecia, censura, comanda, nota, registra, sela, mede, recenseia, tarifa, cota, avalia, patenteia, autoriza, rotula, impede, admoesta, licencia, submete, reforma, corrige, reenvia, extorque, utiliza, explora, monopoliza, resgata, pressiona, reprime, mistifica, multa, rouba, vexa e vilipendia, espanca, maltrata, acossa, desarma, garroteia, aprisiona, fuzila, metralha, deporta, traí, julga, condena, enforca, vende, exila, ridiculariza, desonra, ultraja.

A moda do modernismo e do pós e dos "is mos", a moda do style e dogmas ou    grosso modo a moda à sua moda sob pretexto da utilidade pública e do bem estar social também virou moda. Consome, costura e devora os servos e parvos foras de moda quão os filhos, e por ai vai sob a espada de Dâmocles passando o ferro, carimbando o passaporte e os rumos daquele que pela lei da repetição servirão à servidão como instrumentos esquecidos no camarim da vã estória.

No cardápio recheado o prato a lá cartel servido à moda da casa são tristes pax-vobis enrolados vítimas da dita moda de efêmero e fugaz reinado. Como a ordem dos fatores não altera o contéudo da moda, não importa, dentro ou fora; tarde ou sem demora; há um tempo em que sóis moda, há um tempo em que és "o fora de moda", e há o tempo em que sequer tu foste lembrado ou esquecido pela nora, pela madrasta ou pela prima dona droga dessa moda.

Vede então seu "filho d'moda"! Já que a moda do sistema não amola os foras da e os foras de, assim como os que andam na crista da onda da nova moda, o preço da conta a pagar o estilista Dealta costura manda ligeiro e sem demora. É glamour que vem com juros, multas, correções, trs, IPI, ICMS, IPTU, TAXA de LIXO, TAXA de ILUMINAÇÃO, DPVAT, ETC.

É glamour que vem com corrupção, falta de saúde e educação, segurança, transporte, etc.

Assim ó pá!    À parte os louros do podium como tesoura sem fio é cega e inútil sem a pedra de afiar que    amola, ora, pois, pois, tu podes me dizer então no agora já que o flash da máquina disparou a foto no último dia do ano bem na marca da hora quem afinal de contas inventou a diarréica merda dessa moda?


MANOELSERRAO - SZL/MA - O.S. S - 27.01.2004.
 
06/01/2009 23:12:12 :: AMARILIS PAZINI AIRES
http://i121.photobucket.com/albums/o207/bicfomh/rec/be7/007.gif

A LENDA DO BEIJO

BEIJO SONHADO, IMAGINADO,
ALMEJADO, ESPERADO,
TÃO DISTANTE E ANGUSTIADO.

MEUS LÁBIOS SEDENTOS,
ANSIANDO OS TEUS,
TREMEM EM FRÊMITOS,
NUM FRENESI DELIRANTE.

SUSSURRAM IDEANDO,
O ENCONTRO DESEJADO,
DEVANEANDO O ILUSÓRIO,
COMO UM ÓSCULO LENDÁRIO.

AMARILIS PAZINI AIRES
06/01/09
 
06/01/2009 00:07:21 :: OSVALDO VALÉRIO
O Que faço com meu diploma?

Rafael pegou seu diploma na mão, sentou no sofá e começou a ler. Agora ele era um administrador de empresas, encheu o peito de ar, olhou para o alto e sentiu orgulho de si mesmo, lembrou do sacrifício que enfrentou, meses de cursinho, horas de sono perdidas estudando para o vestibular e depois na faculdade, finais de semana perdidos fazendo trabalhos que não acabavam mais.
Fazia um ano que ele estava formado e nada de conseguir migrar da área de venda de material de construção para alguma empresa de administração. Quando estava na faculdade não poderia fazer estágio porque a bolsa não pagaria nem a metade do valor da mensalidade, mas tinha em si a esperança que assim que estivesse com o diploma nas mãos as portas se abririam.
Fazia algumas entrevistas, mas queriam experiência... Como posso ter experiência se acabei de me formar??? Infelizmente da faculdade saímos formados, mas não experientes. E depois se não derem à chance de trabalhar como vou ter experiência. Lágrimas chorosas escorriam pela sua face, ligou a TV o noticiário anunciava que o índice de desemprego cresce no país, ele olhou para o relógio e viu que já estava atrasado, levantou e limpou uma lágrima que havia caído na moldura do diploma. Ajeitou-o cuidadosamente na parede, pegou sua pasta de currículos e saiu para mais um dia de luta e de esperança.



 
05/01/2009 23:50:56 :: ROBERTO BETO SOUZA


Fulga Feliz

Eu estava tão perto... Quase podia tocá-la
Ela estava bem ali, ao meu alcance
Na distância de um toque, de um esticar de braço

Não, claro que não a toquei, e nem sei por quê
Assim como não sei por que diminui o ritmo
Por que a deixei voar mais e sumir... Fugindo

Como sempre meus melhores momentos são longe dela
E ela é quem sempre procuro, mas não é ela que está comigo
Ela não me invade o peito e pulmões, ela não me tira o sono

Ela que se acha tão importante, ela que se vê tão infalível
Não é minha preferida, e eu demorei tanto pra perceber
Por isso não corro mais atrás dela, e nem vou tentar tocá-la novamente

Quando estive perto quase a toquei, mas não era o que queria
Quando estive certo do que fazer, soube que não podia
A paz esteve a um toque de mim, e eu desejei ser o que sou
 
05/01/2009 20:52:57 :: MARIA CARVALHOSA


Fragmento


(fotografia de António Rodrigues)

O voo planado da gaivota;
o azul indescritível
das águas profundas
que separam a costa da ilha-rosa,
logo ali,
a duas braçadas e meia de lonjura;
as mãos que avidamente se procuram
para agarrar
um momento inesquecível.

Riem de si próprios
e as gargalhadas ecoam como os gritos dos corvos e das gaivotas.

No abraço em que se enlaçam
os beijos molhados têm o sabor salgado
das lágrimas que algures,
no percurso dos rostos,
se misturam.

Em silêncio, sem palavras, eles sabem.

Sempre souberam da impossibilidade de guardar
a memória etérea de um instante feliz num relicário;
da incapacidade de qualquer alquimia materializar,
para esconder na caixa dos pequenos-grandes tesouros,
um fragmento de eternidade:
único e irrepetível.


Posted by maria carvalhosa

Publicado no site: O Melhor da Web em 05/01/2009
Código do Texto: 11057
 
05/01/2009 20:49:57 :: MARIA CARVALHOSA


Dia de Festa


Hoje é dia de festa.
Os pássaros afinam os trinados;
as papoilas ondulam, ufanas, nos campos;
as ondas desfazem-se, em puro delírio, nas rochas que se deixam banhar com idêntico prazer;
as pessoas sorriem e cumprimentam-se, quando se cruzam, como se não se vissem há muito.

Estou cansada, desgastada, exausta.
Quem me dera poder dormir todo o dia e esquecer... que hoje é dia de festa!

Apesar de tudo, lá vou!
Invento um brilho nos olhos;
colo uma imitação de sorriso nos lábios;
canto, danço, misturo-me com a multidão...
e finjo que estou feliz.

Afinal... hoje é dia de festa!

Fotografia e texto de maria carvalhosa

Publicado no site: O Melhor da Web em 05/01/2009
Código do Texto: 11051
 
05/01/2009 17:26:42 :: MARIA CARVALHOSA


" ...livre... " fotografia de Sandra - Olhar Atento



livre

como a pomba que esvoaça
como o ribeiro que corre
como o vento que assobia

livre

como uma nuvem que passa
como um deus que nunca morre
como uma mente vazia

livre

não ter venda nem mordaça
subir ao alto da torre
ver nascer o sol e o dia



Posted by maria carvalhosa
 
05/01/2009 16:43:00 :: MARIA CARVALHOSA


A maldição da coruja

Havia um nome todas as noites.
Ao entardecer, quando recolhia a casa, Mateus rezava para que, mais uma vez, não fosse o seu.
Sabia que a sorte não podia durar para sempre. A população da aldeia era escassa e já não restavam muitos nomes. Chegou a pensar em fugir para o outro lado das montanhas, onde a voz da coruja não se fizesse ouvir. Ainda assim não era certo que escapasse à morte quando a ave agoirenta gritasse "Mateus".
Havia rumores de outros que tinham fugido e tinham acabado por morrer na mais completa solidão, longe daqueles que amavam e sem uma mão amiga para agarrar no momento da partida. Ninguém sabia como esses relatos ali chegavam. Mas... e se fossem autênticos?
No desespero de uma saída alternativa, à hora de dormir, beijava os filhos, acariciava-lhes os cabelos e sorria-lhes, com ternura. Depois, ia deitar-se ao lado da mulher, passava-lhe o braço pela cintura e pegava-lhe na mão, com força, como se pela última vez. Tentava adormecer e, no mais profundo pânico, esperava.

(inspirado no romance "I heard the owl call my name", de Margaret Craven)

Posted by maria carvalhosa
 
05/01/2009 15:38:08 :: MARIA CARVALHOSA
Cabelos desalinhados, ao vento...
sorrisos tímidos, breves...
olhos molhados, por dentro.

Nos interstícios do que dizes,
adivinho o que fica por dizer.

Posted by maria carvalhosa
 
05/01/2009 13:26:38 :: ALEXANDRE BRUSSOLO
"O homem se diz civilizado,
Sábio... protetor,
Mas leva para a floresta o machado,
Transformando-a em palco de horror!
Que civilização!
Que tristeza...
Nunca aprende a preservar...
Da Natureza!

(Autor Desconhecido)
 

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