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Cláudio Joaquim


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13/01/2009 16:13:23 :: INOEMA NUNES JAHNKE


Imortal

Procuro uma canção
Em que meu amor se reconheça,
Apenas uma melodia
Capaz de alegrar o dia,
Fácil de cantarolar
Como é amar,
Um solo de violão
Que bata na batida do coração,
Que pra se reconhecer
Não tenha que prestar atenção,
Onde até os desatentos
Possam sentir a alegria
Do amor,
Amor imortal como a vida,
Que renasce a cada batida.

Inoema Nunes Jhanke
Poesia e ilustração.


 
13/01/2009 15:43:12 :: OSVALDO VALÉRIO


Apenas uma companhia!

Quando a solidão bate a porta, ela exprime na fechadura e insisti tanto que acaba entrando. Olhei para o telefone que não toca há dias. O controle da Televisão funciona sozinho ao trocar de canal. Peguei o carro e saí sem rumo em uma noite quente de sábado. Os barzinhos estavam lotados, casais apaixonados conversavam. Olho para o banco do passageiro e continuava vazio. Peguei o celular, ia ligar para ex-namorada, mais a ex não era uma companhia, mais sim, uma adversária de uma disputa que duraram 3 anos. Mais adiante havia uma fachada vermelha piscando, dei seta para entrar, porém mudei de idéia. Pagar pela companhia de uma mulher era fora dos meus princípios e humilhante para qualquer homem que se preza. Continuei em baixa velocidade esperando os faróis fechar para demorar mais minha andança pela cidade, observava os carros passando apressadamente, não entendia o porquê de tanta pressa se corremos para ficar mais tempo parado no mesmo lugar! Sentei no sofá da sala e fiquei a imaginar, quantas pessoas estavam agora procurando a mesma coisa que eu. A sirene da campainha toca, ao abrir a porta deparo com minha vizinha.
- Tem açúcar?
Timidamente eu resmunguei: - Se não tiver, eu arrumo! Sente que vou buscar. Fui em direção a cozinha pensando, não precisava ter rodado a cidade toda, bastava ter ido ao apartamento ao lado, por que ali havia uma pessoa procurando a mesma coisa que eu... Apenas uma companhia...   

Osvaldo Valério
 
13/01/2009 13:45:37 :: LISA ALVES


CONFISSÕES DE UM INATIVO



Sabe aqueles dias que parecem amaldiçoados e não sair da cama é a melhor opção de vida?

O dia está tão amargo quanto o céu da boca e você dorme horas e horas para sonhar com a felicidade que a realidade não propõe.

Parece uma ausência de si mesmo ou uma folga do mundo e seus afazeres metódicos e rotineiros.

A entrega total ao ócio, a entrega total ao Nada.

É, eu preciso não envergonhar-me desses dias, preciso assumir minha ociosidade ao mundo. “Sinto muito, mas a arte exige uma ociosidade disciplinar.” -
Pergunte aos gregos como eles conseguiram pensar tanto.

Odeio o barulho do tic-tac e da sirene da usina.
Odeio o tom do martelo e a musicalidade da lixa.
Odeio o barulho da máquina moedora de carne e do choro amedrontador vindo dos matadouros.

Tenho um pavor exagerado da carga horária, da ferramenta, do cartão de ponto.

Também apavoram-me as receitas médicas e suas drogas legalizadas. Aprecio os anestésicos vindos da lama, da mão suja, daqueles que lavam o carro e a alma dos passageiros.

Deito-me em lençóis artesanais e imagino a mão que teceu o meu conforto. Seriam mãos de arte ou de linhas de produção?

Não sei, só sei que meu céu de telha hoje é feito de latão.
Estou à margem. Estarei mesmo à margem ou a margem é ilusão?

Lisa Alves
 
13/01/2009 13:26:28 :: LISA ALVES


MAIS UM ELEMENTO

A vida é necessária, até que um dia descobrimos nossa impotência perante a diversidade das coisas úteis.
Quantos pedaços de ruínas são necessários para construir algo imperecível?

A vida é valida, até que recebemos um diagnóstico com tempo determinado para que ela acabe.
E com isto morrem os sonhos, os planos, a hipoteca da casa, o concurso público, a casa da árvore, o livro interminável.

É necessário também dizer quem somos.
Horas, minutos, segundos? Sim somos o elemento do tempo - elemento válido apenas em determinadas ocasiões.
Aprendemos a planejar, pois os planos transformam-se em atos e as atitudes são válidas nesta vida
(as atitudes trabalham, as atitudes compram)

Esses dias percebi minha desintegração – parece que de alguma forma a vida conseguiu levar para sempre alguma parte minha.

Srta. Vida,
Venho através dessa reivindicar o meu direito de posse de mim mesma.
Não é licito esse mandato de despejo corporal. Se a Srta. continuar violando meu sagrado direito de permanência, terei que processa-la. Alegarei ao meu favor cada segundo gasto em prol da conservação dessa “residência” e pode ter certeza que jogarei sujo, já que a senhorita perdeu o senso de respeito apropriando-se de algo que não lhe é necessário.

Por favor, devolva-me!

Atenciosamente

Mais um Elemento
 
13/01/2009 11:51:28 :: CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA SOUZA
TÃO DISTANTE QUANTO REAL

Quero penetrar profundo
Nas entranhas dos meus desejos.
Perder-me nos limites do corpo,
Achar-me no calor dos teus beijos.

Nem que descubra o inferno,
Ou até mesmo o paraíso.
Quero vencer essa guerra incessante
Para ter paz no teu sorriso.

Trilhar os caminhos da loucura,
Navegar em procelas de furor.
Enfrentar o mais forte dos ventos
Para desfrutar da mansidão do teu amor.

Mesmo que nada pareça real,
Que a direção não seja certa.
Quero ficar preso à tua ausência,
Escravo do sonho que me liberta.
 
12/01/2009 23:28:11 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


INFANT-TERRIBLE [SerrãoManoel]

Cala-te! Emudece-te a fala! Ó desprezível, suja!
Desplante é o teu deboche que assoma infame tua boca de côrva.
Tu que te comprazes em excrescências, constranger e compusca.
Tu que carregas consigo a dupla face ancestral de “rainha”.
Tu que mal parida foste, saudaste da escuridão, tomou-lhe a mão o amor d’tua mãe, cuspiu-lhe a cara?
  
Cala-te! Emudece-te a fala! Ó decrépita, suja!
Perverso é o teu deboche?
Perverso é o teu disfarce, a tua sentença infant-terrible de menina.
Não vê que em pleno dia útil, desatenta ou distraída a verdade cerra-fila.
Hurra, ó mentira!.
 
12/01/2009 16:13:15 :: LADISLAU FLORIANO
FOGO NO SERTÃO

NA CALADA NOTURNA
VEM O HUMILDE IRMÃO
NO SEU OMBRO SE ARRUMA
SEU SURRADO VIOLÃO.
VEM CRUZANDO AS TAPERAS
PAISAGENS SERTANEIRAS
ANSIOSA LHE ESPERA
SUA AMADA IGREJA.
VEM FACEIRA E CONTENTE
RECEBER OS ABRAÇOS
DAQUELES HUMILDES CRENTES
FIEIS E DESCALÇOS.
DA SE INICIO AO CULTO
TOCA ALI SEU VIOLÃO
Satanas LOGO È EXPULSO
NO SOAR DA CANÇÃO.
CADA CORDE QUE SOA
DAS CORDAS BEM AFINADAS
LA NO CÈU LOGO ECOA
E LOGO É ABENÇOADA.
O FOGO LOGO SE ESPALHA
VAI QUEIMANDO PARELHO
É COMO FOGO NA PALHA
A QUEIMAR PELOS JOELHOS.
ENQUANTO SOAM CANÇÕES
OS ANJOS FICAM DE PÈ
RECOLHENDO AS ORAÇÕES
DE HUMILDADE E FÈ.
ALI HÁ INTIMIDADE
ALI HÁ COMUNHÃO
ALI HÁ CRENTE DE VERDADE
HÁ LOUVOR DE VIOLÃO.
E A NOITE SE ADENTRA
LA NO MEIO DA MATA
VEM A LUA E SE AJEITA
COM O SEU OLHAR DE PRATA.
É O PAI QUE SE ALEGRA
JESUS QUE OLHA E SORRI
O CULTO AO FIM SE CHEGA
E O POVO PARTE FELIZ.

LADISLAU FLORIANO
POETA DE CRISTO
DIR.AUT.RES.-EDA/BN
 
12/01/2009 10:03:15 :: Godinho@Godinho



DEGRADAÇÃO DA ESPÉCIE

O mar engole aos milhares
Aviões explodem nos ares
Mosquitos são atrevidos
Levam doenças aos lares

Pedras que viram água
Águas que viram pedra
Homem perdendo o valor
Sangue virando moeda

Ventos,sol,tempestades
Vem e arrasam cidades
Crianças nascem sem tempo
Velhos encurtam a idade

Toda a água do planeta
Já está comprometida
O ódio excita a violência
Falência múltipla da vida

Vidas que pedem comida
Respiram se contaminando
Assistem a despedida
O sopro da vida acabando

A lua reage a visita
O sol queima e envelhece
O mar a ressaca vomita
Terremotos a terra extremesse

O vento trás o tormento
O ar corroe,apodrece
A terra berço das sementes
Sepulta suas espécies

O homem maior culpado
Insiste acabar com a terra
A ira inspirou a violência
A ganância gerou a guerra

Tudo isso é um alerta
Para a degradação da espécie
Tudo foi Deus quem criou
Pena que o homem esquece

Mas ainda não é o fim
Deus renova o que consomem
A criança que nasce é a prova
“Que ainda há esperanças no homem”
by:Godinho@Godinho
 
12/01/2009 06:22:55 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


GOTA DE SABEDORIA [SALMO 22]

O senhor me apascenta: nada me falta: em verdes pastos me faz recostar. Conduz-me junto das águas para descansar; reconforta a minha alma, guia-me por veredas retas, por causa do seu nome.

Ainda que eu ande por um vale tenebroso, não temerei males, por que tú estás comigo. A tua vara e o teu báculo, são estes que me consolam.

Preparastes uma mesa para mim, à vista dos meus adversários; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.

Benignidade e graça me acompanharão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor, durante longérrimos tempos
 
11/01/2009 18:12:40 :: FER FONTES(Cöllyßry)


"Lembrança do passado pela mente, vem e desperta…

Não é tema esgotado…


Mas sinal se alerta."

Cõllybry
 

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