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Cláudio Joaquim


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13/01/2009 19:31:22 :: ANDRÉ SESTI DIEFENBACH


Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus

Logo que criei este blog (www.blogopoeta.blogspot.com), mandei alguns textos (alguns estão publicados aqui no melhor da web) ao concurso literário Valdeck Almeida de Jesus, na modalidade poesias... e, para minha agradável surpresa, figuro entre os classificados:

:: Todos > Poesias


"Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus" Divulga Vencedores
O Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, edição 2008, anuncia os poetas selecionados. O livro deve estar pronto em final de julho/2009.

Criado em 2005 pelo escritor e poeta Valdeck Almeida de Jesus (*), o prêmio é um dos mais importantes da literatura brasileira, pois tem inscrições gratuitas e dá oportunidade a poetas do Brasil e do Mundo de terem seus trabalhos publicados. Durante as edições passadas, foram lançados mais de 300 novos poetas no mercado editorial.

Os livros são lançados em feiras de livro e em bienais da Bahia e São Paulo. Em 2008, durante a 20ª Bienal de Sampa, a antologia foi lançada no estande da Giz Editorial e reuniu escritores e poetas do país inteiro. Para 2009, Valdeck promete lançar mais de 200 poetas na Bienal do Rio de Janeiro, prevista para setembro.

Confira a lista dos aprovados:

Nome

(...)
André Sesti Diefenbach
(...)

podem conferir no link... http://www.galinhapulando.com:80/visualizar.php?idt=1382500
 
13/01/2009 16:13:23 :: INOEMA NUNES JAHNKE


Imortal

Procuro uma canção
Em que meu amor se reconheça,
Apenas uma melodia
Capaz de alegrar o dia,
Fácil de cantarolar
Como é amar,
Um solo de violão
Que bata na batida do coração,
Que pra se reconhecer
Não tenha que prestar atenção,
Onde até os desatentos
Possam sentir a alegria
Do amor,
Amor imortal como a vida,
Que renasce a cada batida.

Inoema Nunes Jhanke
Poesia e ilustração.


 
13/01/2009 15:43:12 :: OSVALDO VALÉRIO


Apenas uma companhia!

Quando a solidão bate a porta, ela exprime na fechadura e insisti tanto que acaba entrando. Olhei para o telefone que não toca há dias. O controle da Televisão funciona sozinho ao trocar de canal. Peguei o carro e saí sem rumo em uma noite quente de sábado. Os barzinhos estavam lotados, casais apaixonados conversavam. Olho para o banco do passageiro e continuava vazio. Peguei o celular, ia ligar para ex-namorada, mais a ex não era uma companhia, mais sim, uma adversária de uma disputa que duraram 3 anos. Mais adiante havia uma fachada vermelha piscando, dei seta para entrar, porém mudei de idéia. Pagar pela companhia de uma mulher era fora dos meus princípios e humilhante para qualquer homem que se preza. Continuei em baixa velocidade esperando os faróis fechar para demorar mais minha andança pela cidade, observava os carros passando apressadamente, não entendia o porquê de tanta pressa se corremos para ficar mais tempo parado no mesmo lugar! Sentei no sofá da sala e fiquei a imaginar, quantas pessoas estavam agora procurando a mesma coisa que eu. A sirene da campainha toca, ao abrir a porta deparo com minha vizinha.
- Tem açúcar?
Timidamente eu resmunguei: - Se não tiver, eu arrumo! Sente que vou buscar. Fui em direção a cozinha pensando, não precisava ter rodado a cidade toda, bastava ter ido ao apartamento ao lado, por que ali havia uma pessoa procurando a mesma coisa que eu... Apenas uma companhia...   

Osvaldo Valério
 
13/01/2009 13:45:37 :: LISA ALVES


CONFISSÕES DE UM INATIVO



Sabe aqueles dias que parecem amaldiçoados e não sair da cama é a melhor opção de vida?

O dia está tão amargo quanto o céu da boca e você dorme horas e horas para sonhar com a felicidade que a realidade não propõe.

Parece uma ausência de si mesmo ou uma folga do mundo e seus afazeres metódicos e rotineiros.

A entrega total ao ócio, a entrega total ao Nada.

É, eu preciso não envergonhar-me desses dias, preciso assumir minha ociosidade ao mundo. “Sinto muito, mas a arte exige uma ociosidade disciplinar.” -
Pergunte aos gregos como eles conseguiram pensar tanto.

Odeio o barulho do tic-tac e da sirene da usina.
Odeio o tom do martelo e a musicalidade da lixa.
Odeio o barulho da máquina moedora de carne e do choro amedrontador vindo dos matadouros.

Tenho um pavor exagerado da carga horária, da ferramenta, do cartão de ponto.

Também apavoram-me as receitas médicas e suas drogas legalizadas. Aprecio os anestésicos vindos da lama, da mão suja, daqueles que lavam o carro e a alma dos passageiros.

Deito-me em lençóis artesanais e imagino a mão que teceu o meu conforto. Seriam mãos de arte ou de linhas de produção?

Não sei, só sei que meu céu de telha hoje é feito de latão.
Estou à margem. Estarei mesmo à margem ou a margem é ilusão?

Lisa Alves
 
13/01/2009 13:26:28 :: LISA ALVES


MAIS UM ELEMENTO

A vida é necessária, até que um dia descobrimos nossa impotência perante a diversidade das coisas úteis.
Quantos pedaços de ruínas são necessários para construir algo imperecível?

A vida é valida, até que recebemos um diagnóstico com tempo determinado para que ela acabe.
E com isto morrem os sonhos, os planos, a hipoteca da casa, o concurso público, a casa da árvore, o livro interminável.

É necessário também dizer quem somos.
Horas, minutos, segundos? Sim somos o elemento do tempo - elemento válido apenas em determinadas ocasiões.
Aprendemos a planejar, pois os planos transformam-se em atos e as atitudes são válidas nesta vida
(as atitudes trabalham, as atitudes compram)

Esses dias percebi minha desintegração – parece que de alguma forma a vida conseguiu levar para sempre alguma parte minha.

Srta. Vida,
Venho através dessa reivindicar o meu direito de posse de mim mesma.
Não é licito esse mandato de despejo corporal. Se a Srta. continuar violando meu sagrado direito de permanência, terei que processa-la. Alegarei ao meu favor cada segundo gasto em prol da conservação dessa “residência” e pode ter certeza que jogarei sujo, já que a senhorita perdeu o senso de respeito apropriando-se de algo que não lhe é necessário.

Por favor, devolva-me!

Atenciosamente

Mais um Elemento
 
13/01/2009 11:51:28 :: CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA SOUZA
TÃO DISTANTE QUANTO REAL

Quero penetrar profundo
Nas entranhas dos meus desejos.
Perder-me nos limites do corpo,
Achar-me no calor dos teus beijos.

Nem que descubra o inferno,
Ou até mesmo o paraíso.
Quero vencer essa guerra incessante
Para ter paz no teu sorriso.

Trilhar os caminhos da loucura,
Navegar em procelas de furor.
Enfrentar o mais forte dos ventos
Para desfrutar da mansidão do teu amor.

Mesmo que nada pareça real,
Que a direção não seja certa.
Quero ficar preso à tua ausência,
Escravo do sonho que me liberta.
 
12/01/2009 23:28:11 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


INFANT-TERRIBLE [SerrãoManoel]

Cala-te! Emudece-te a fala! Ó desprezível, suja!
Desplante é o teu deboche que assoma infame tua boca de côrva.
Tu que te comprazes em excrescências, constranger e compusca.
Tu que carregas consigo a dupla face ancestral de “rainha”.
Tu que mal parida foste, saudaste da escuridão, tomou-lhe a mão o amor d’tua mãe, cuspiu-lhe a cara?
  
Cala-te! Emudece-te a fala! Ó decrépita, suja!
Perverso é o teu deboche?
Perverso é o teu disfarce, a tua sentença infant-terrible de menina.
Não vê que em pleno dia útil, desatenta ou distraída a verdade cerra-fila.
Hurra, ó mentira!.
 
12/01/2009 16:13:15 :: LADISLAU FLORIANO
FOGO NO SERTÃO

NA CALADA NOTURNA
VEM O HUMILDE IRMÃO
NO SEU OMBRO SE ARRUMA
SEU SURRADO VIOLÃO.
VEM CRUZANDO AS TAPERAS
PAISAGENS SERTANEIRAS
ANSIOSA LHE ESPERA
SUA AMADA IGREJA.
VEM FACEIRA E CONTENTE
RECEBER OS ABRAÇOS
DAQUELES HUMILDES CRENTES
FIEIS E DESCALÇOS.
DA SE INICIO AO CULTO
TOCA ALI SEU VIOLÃO
Satanas LOGO È EXPULSO
NO SOAR DA CANÇÃO.
CADA CORDE QUE SOA
DAS CORDAS BEM AFINADAS
LA NO CÈU LOGO ECOA
E LOGO É ABENÇOADA.
O FOGO LOGO SE ESPALHA
VAI QUEIMANDO PARELHO
É COMO FOGO NA PALHA
A QUEIMAR PELOS JOELHOS.
ENQUANTO SOAM CANÇÕES
OS ANJOS FICAM DE PÈ
RECOLHENDO AS ORAÇÕES
DE HUMILDADE E FÈ.
ALI HÁ INTIMIDADE
ALI HÁ COMUNHÃO
ALI HÁ CRENTE DE VERDADE
HÁ LOUVOR DE VIOLÃO.
E A NOITE SE ADENTRA
LA NO MEIO DA MATA
VEM A LUA E SE AJEITA
COM O SEU OLHAR DE PRATA.
É O PAI QUE SE ALEGRA
JESUS QUE OLHA E SORRI
O CULTO AO FIM SE CHEGA
E O POVO PARTE FELIZ.

LADISLAU FLORIANO
POETA DE CRISTO
DIR.AUT.RES.-EDA/BN
 
12/01/2009 10:03:15 :: Godinho@Godinho



DEGRADAÇÃO DA ESPÉCIE

O mar engole aos milhares
Aviões explodem nos ares
Mosquitos são atrevidos
Levam doenças aos lares

Pedras que viram água
Águas que viram pedra
Homem perdendo o valor
Sangue virando moeda

Ventos,sol,tempestades
Vem e arrasam cidades
Crianças nascem sem tempo
Velhos encurtam a idade

Toda a água do planeta
Já está comprometida
O ódio excita a violência
Falência múltipla da vida

Vidas que pedem comida
Respiram se contaminando
Assistem a despedida
O sopro da vida acabando

A lua reage a visita
O sol queima e envelhece
O mar a ressaca vomita
Terremotos a terra extremesse

O vento trás o tormento
O ar corroe,apodrece
A terra berço das sementes
Sepulta suas espécies

O homem maior culpado
Insiste acabar com a terra
A ira inspirou a violência
A ganância gerou a guerra

Tudo isso é um alerta
Para a degradação da espécie
Tudo foi Deus quem criou
Pena que o homem esquece

Mas ainda não é o fim
Deus renova o que consomem
A criança que nasce é a prova
“Que ainda há esperanças no homem”
by:Godinho@Godinho
 
12/01/2009 06:22:55 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


GOTA DE SABEDORIA [SALMO 22]

O senhor me apascenta: nada me falta: em verdes pastos me faz recostar. Conduz-me junto das águas para descansar; reconforta a minha alma, guia-me por veredas retas, por causa do seu nome.

Ainda que eu ande por um vale tenebroso, não temerei males, por que tú estás comigo. A tua vara e o teu báculo, são estes que me consolam.

Preparastes uma mesa para mim, à vista dos meus adversários; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.

Benignidade e graça me acompanharão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor, durante longérrimos tempos
 

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