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Cláudio Joaquim


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22/01/2009 18:18:11 :: JOSE APARECIDO BOTACINI


O peso    da    bunda

            Certa manhã, como faço todos os dias, levantei-me bem cedo para ir ao trabalho. Como de costume, numa rotina constante prostei-me junto à fila para esperar a condução. Não demorou muito e o    ônibus chegou, aquela    fila que a principio era organizada, em um alvoroço se tornou.
         Primeiro entraram os mau educados e depois os pobres coitados que, ainda estavam cansados    do    trabalho do dia anterior, eles ainda    tinham    um pouco de    dignidade e consideração pelos outros e não    se incomodavam em viajar em pé na condução. Na minha frente embarcou uma velha senhora, que devia ter mais ou menos uns setentas anos, com muita dificuldade e com ajuda de um cidadão de rara educação, conseguiu embarcar no ônibus.         
         Lá de traz, em pé, perto do cobrador, segurando no corrimão pude observar, que os maus educados procuravam vorazmente pelos bancos vasios para se sentarem. A velha senhora com os braços tremendo pele força exagerada que fez para embarcar, não conseguiu um banco para que pudesse sentar, mas qual nada, todos os bancos estavam ocupados por aqueles malditos mau educados que não se importavam com aquela pobre anciã que por varias vezes quase caiu, com as    freadas bruscas daquele motorista, “filho da P....”, que parecia carregar dentro do ônibus, animais em vez de gente, pensando    bem, poucos eram aqueles que podíamos reconhecer como gente naquele momento.
Alguns deles fingiam estar dormindo, como se estivessem deitados em seus sofás, outras falavam de futebol como se fossem verdadeiros cronistas esportivos, o pior eram aqueles linguarudos que metiam o pau na vida alheia, não dando a mínima importância àquela velha senhora, que trazia no rosto as rugas, como testemunha, da vida sofrida e de muito trabalho. Demonstrando tamanha força interior e uma coragem invejável prosseguia a sua cansativa viagem, então num relance casual pude ver atravez dos seus olhos o seu pensamento que dizia – Gente sem coração...Compreendo as suas carências pois, pesam mais as suas bundas do que as suas próprias concências.
                                                     
                                                  
 
21/01/2009 15:30:40 :: RICARDO DE BENEDICTIS


VENHA PARA O SITE DA APOLO!

Clique: www.apoloacademiadeletras.com.br e participe conosco de um grande projeto literário.
Escreva-me para o e-mail: mrbenedictis@yahoo.com.br e peça informações sobre a ANTOLOGIA ESCRITORES BRASILEIROS e Autores em Língua Portuguesa 10ª Edição cujas inscrições estão abertas pelo sistema cooperativo. Esta antologia será durante a 9ª Bienal do Livro da Bahia, a realizar-se em Salvador na segunda quinzena de abril deste ano.
Também estaremos lançando durante a Bienal da Bahia a segunda edição do livro ESTRELAS DA POESIA com o máximo de sete autores, ainda pelo sistema cooperativo.
Faça contato e analisaremos a sua participação.

Ricardo De Benedictis
Presidente da Apolo e organizador das antologias
 
21/01/2009 12:53:04 :: JOSE APARECIDO BOTACINI


Palmos de terra sobre mim, no meu descanso,
Plantado como uma semente para germinar,
Assim que o grito de minha alma se tornar manso
Uma segunda chance terei para brotar...

Recostado no meu leito, revestido em plumas de ganso...
Confortável, porem inerte, me recuso a descansar...
No silêncio não há noites nem dias, nem acordar,
Só há quietude branda de um preguiçoso remanso.

Ouço lamúrias dos que não tiveram tempo para perdoar
Cativas estão suas almas, sem brilho, sem consolo e cor...
Subjulgadas pelo seu próprio crivo e maceradas pela dor
Por tanto; não as vejo na luz, sobre a nodoa as vejo pairar,

Nos canteiros orlados e frios, não há sol a bilhar...
Ouço passos apressados dos que ficam a remediar
Lágrimas são derramadas pelo que não tem remédio.
A saudade aperta o coração que se junta ao tédio.

Posso sentir o odor morno em minha face fria
Daqueles que choram minha precoce partida
Então se erguem preces, uma ultima Ave-Maria,
Postulando com muito fervor; na ultima despedida.



Do lirismo ao romantismo, da indignação política e social ao obscurantismo, tudo é parte integrante dos anseios de um coração indomado que não aceita rédeas nem cabrestos, nem tem o rabo preso aos convencionalismos ou a falsos pudores que engessam e amordaçam os indivíduos privando-os da liberdade de se expressarem. Caros amigos e leitores entrem e fiquem a vontade para comentar ou criticar. Obrigado a todos.
No Hospital
 
21/01/2009 12:14:52 :: ALEXANDRE BRUSSOLO


Amazônia

Mata Atlântica de solo fértil
tu és ainda a grande virgem
diante de um mundo doentio e débil
que mostra ser ainda muito selvagem.

É vista como o pulmão mundial
com sua mata rica e densa,
mas o homem insiste em fazer-lhe mal
derrubando sua mata extensa.

Não te aflijas minha amiga querida
há quem te proteja nestes dias difíceis
daqueles que são pequenos e insensíveis.

Muitos por ti vão dar a vida
para salvar você, nosso grande pulmão,
de ser mais uma vítima da ambição.


Alexandre Brussolo (31/01/1991)


TEXTO: 29
 
21/01/2009 09:59:13 :: FER FONTES(Cöllyßry)


"Viver o “Travestismo” eufórico...

Para libertação de frustrações recalcadas
É o mesmo que saciar a sede
Em copo de cristal vazio…"


Cöllyßry
 
20/01/2009 18:37:38 :: NÚDIOS CLEN


Labirinto do prazer

   Entraram em meu corpo duas substâncias indesejadas. Ambas foram introduzidas pela boca. No primeiro momento elas encontraram caminhos diferentes. Uma veio com suas impurezas ainda precisando se desfazer para completa absorção de meu organismo, a outra já entrou com toda sua química maléfica em plena ação.
Não percebi se havia uma disputa entre elas e muito menos qual seria a pior, porém elas tiveram efeitos diferentes.
De súbito fiquei perdido em mim mesmo. Quem sou eu? O que fazia? Houve uma volta completa em meu cérebro. Naquele momento não conseguia enxergar uma saída. Fiz várias perguntas, dei vários passos e continuava sem entender o porquê daquele desencontro. Percebi que enquanto isto a outra substância completava uma volta em meu organismo desmanchando suas partículas causando um efeito que só ao longo de alguns anos poderia me afetar.
Não existe coisa pior que lutar contra um desejo que venha lhe fazer mal, mas que lhe dá prazer. Essas são lutas desiguais porque o cérebro é que comanda todo o corpo e então exige que ele enfraqueça, causando a não resistência. Produzindo este prazer a substância de efeito rápido me causou uma grande dificuldade que nem a minha própria mente conseguia me ajudar. Já a outra substância mesmo em proporções maiores não alteraria minhas atitudes de imediato.
Então o que fazer para vencer este labirinto?
Única possibilidade é encontrar uma saída e para encontrá-la tem que ser de dentro para fora. Percorrendo longos pensamentos sobre o passado, o presente e o futuro eu teria que resolver definitivamente esta situação. Não precisa ser nenhum exímio conhecedor do assunto para perceber que uma substância gasosa provoca efeitos muito mais rápido que uma sólida, portanto minha opção para encontrar a saída foi tomar a seguinte decisão: nunca mais deixarei entrar pela boca uma substância gasosa, porém as sólidas continuarão a entrar e poderão até me matar do mesmo jeito, só que elas são alimentos, caros, liberados e sem fiscalização.

Núdios Clen – Escritor de Belo Horizonte
Email: nudiosclen1@yahoo.com.br

 
20/01/2009 03:31:49 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


SACCO & VANZETTI - E A IRREPARABILIDADE DA PENA DE MORTE. [SerrãoManoel]

Com o avanço da violência e a ineficácia do Estado no combate à criminalidade, mormente, aos crimes tipificados como hediondos, não obstante o sistema normativo pátrio não tenha consagrado o famigerado instituto da pena de morte, é recorrente que o debate sobre a pena capital venha à baila, sendo uns contra e outros a favor de que o legislador       um dia aprove a pena capital.
Debalde o incauto desavisado, alheio e mal informado sobre os horrores e efeitos devastadores que indigitada pena causa a sociedade, pois é ponto pacífico que os países que a adotaram os resultados são inêxitosos diante do efeito inútil que não inibe e nem ameniza a violência reinante que se polifera em escala geométrica, e o que é pior, a constação de não há qualquer indícios de recuo nas estatísticas mais recentes que possam justificar a razão da sua existência.
Alerta-se que, ante a ausência da relatividade e a presença imperiosa do absolutismo, ou seja, por conta da sua própria natureza, uma vez aplicada, não dá chance e nem oferece a possibilidade a quem quer que seja de recurso contra possível erro do judiciário que a reverta.
Um caso de erro judicial que mais repercutiu no mundo relacionado à pena de morte, foi o caso da execução dos irmãos operários italianos de nome Sacco & Vanzetti, ocorrido nos Estados Unidos. Há registros de que confundidos como autores de um crime de homicídio pela morte de uma caixa e um vigilante de uma indústria de calçados, além de serem acusados de terem roubado mais de 15 mil dólares da referida indústria situada em Massachustte no ano de 1920.
Uma vez condenados, a execução de ambos causou o maior clamor, sendo reprovada veementemente pela comunidade internacional.
Com efeito, infelizmente após aplicada a pena capital, pouco tempo depois foram identificados e presos os verdadeiros criminosos, quando já haviam sido mortos dois inocentes sem que houvesse a possibilidade de se voltar atrás e reparar-se o erro cometido.
Destarte, mesmo o Estado reconhecendo o erro absurdo, tardio, infelizmente já não havia a possibilidade de recuperar-se o mal causado, que intencionalmente, ou não, mandara dois inocentes para os braços da morte.
Pena de morte, jamais!

 
20/01/2009 02:04:38 :: FER FONTES(Cöllyßry)


As palavras que frem...


"Se...

Te abrigas do Sol que te queima
E da chuva que te molha

Assim…

Deve ser feito em relação às palavras que ferem…"

Cöllyßry
 
19/01/2009 19:43:41 :: LADISLAU FLORIANO


PASSAGENS BIBLICAS EM POESIA-PARÁBOLA DO SEMEADOR(Lucas-8.4)

saia de casa o Mestre
e assentava se junto ao mar
seguidopela multidão
que o vinha escutar.
conta-lhes o Senhor
sobre um semeador
que saira a semear.

e enquanto semeava
uma parte caiu no caminho
sobre o solo ficou
vieram uns passarinhos
ja que estando no solo rentes
comeram as sementes
ou levaram a seus ninhos.

Já uma outra parte
nos pedregais foi cair
onde aterr era pouca
logo ela veio a surgir
vindo o sol abrasador
a semente se queimou
até sua raiz.

uma outra semente
nos espinhos foi parar
foram os espinhos crescendo
e a semente sem respirar
tanto o espinho cresceu
que a semente morreu
sem poder frutificar.

mas nem tudo estava perdido
seu trabalho não foi em vão
pois outra parte caiu
num terreno muito bom
crescendo e rendendo muito
multiplicaram seus frutos
para sua satisfação.

seus discipulos sem entenderem
foram em busca do Messias
Jesus então explicou
que a semente que ao chão caia
o inimigo que espreitava
logo vinha e as arrebatava
e assim sendo não crescia.

E a dos pedregais
é como o que ouvia
atento a palavra
ate que com alegria
só que não tinha raiz
e aos    poucos começa a sumir
perde o amor antes tinha.

e aquela dos espinhos
morrem ao terem nascido
é o que ouve e esquece
pelo mundo seduzido
se preocupa com as riquezas
é levado ao que deseja
não dndo a Deus ouvidos.

Mas aquele que foi
em boa terra semeada
é o que ouve e compreende
a palavra que foi pregada
da seu fruto em Jesus
mais e mais ela produz
sem poder ser arrancada.



LADISLAU FLORIANO
POETA DE CRISTO
DIR.AUT.RES.EDA/FBN
 
19/01/2009 19:31:58 :: LADISLAU FLORIANO


PASSAGENS BIBLICAS EM POESIA-CRUCIFICAÇÃO(Lucas-23.33)


Ao Gólgota,lugar da caveir
o haviam levado.
Por pregos pontiagudos
era esoerado.
Sem nenhuma compaixão
em cada lado u m ladrão
foi Jeus crucificado.

La do alto da cruz
pode Jesus contemplar
toda a grande multidão
a esperar.
Parecia ser muito tarde
o povo esperar mais um milagre
que o pudesse salvar.

Por amor ao ser humano
o fizerm prisioneiro
por amor a verdade
entregou se a si primeiro.
Mesmo em tal situação
perdoou o ladrão
aind pretgado no madeiro.

Não suportou sua carne
e antes de expirr
implorou ap pai perdão
sim,não quiis condenar
tendo pregado seus braços
pedoou ate o carrasco
por quem veio se entregar.

foi no ultimo suspiro
que Jesus da cruz bradou
Pai,perdoai-lhes.....
e dito isto expirou.
A terra estremeceu
o céu escureceu
e a multidão se calou.

LADISLAU FLORIANO
POET DE CRISTO
DIR.AUT.RES/EDA/FBN
 

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