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09/02/2009 20:04:24 :: AMARILIS PAZINI AIRES
PIANO

Tão forte e imponente
este instrumento vital
é tão importante
um piano, não tem nada igual.

Seu cordoamento entrelaçado
tem função principal
sua caixa amadeirada
abraça a cadencia ritmal.

Seus pedais abrem o som
das teclas em harmonia
com meus dedos ligeiros
componho a melodia

Pode ser de armário
cauda meia ou inteira
não importa o tamanho
só o prazer de quem semeia.

A cada nota em sequência
a música a vibrar
os acordes se encaixam
das duas mãos a tocar

Autoria : Amarilis Pazini Aires
 
09/02/2009 15:29:30 :: RITA GARZI
 MEU ULTIMO DESEJO


No    silêncio sonharei um dia ainda ser feliz, nesse sonho, quero dar gargalhadas, rir, apenas não basta.
Quero visitar grandes campos, deitar na grama olhar para o céu e falar com Deus, também quero visitar o mar, apenas dizer oi, pois sei que ele não gosta de visitas, fica agitado, e começa pedir ao sol para nos queimar. Não que ele seja ruim, é que o mar é só poesia...
Quero esperar visitas, com, uma mesa grande, posta, com pratos lindos, e taças de cristais, quero que todos falem riam    alto, e que alguém derrame o suco na mesa para rirmos todos juntos, quero uma janela em meu quarto, direcionada para onde eu possa ver o céu, quero uma cadeira, grande e confortável, é assim que desejo morrer, em meios pensamentos, falando com Jesus, e ouvindo uma faixa numero um do disco out. of. África.
Quero que a morte, seja gentil comigo, e fale devagar que vou morrer, não quero que traga sua foice simbólica,que apenas diga vim te buscar,e que gentilmente me conduza.Aos que ficam quero imaginar que seja um dia triste,pois o mundo sem mim será diferente.
Peço a gentileza da morte, porque as pessoas aqui nesse mundo não foram muito gentis comigo, então nem pensar numa morte avassaladora. Finalmente se tudo de certo, terei brilhos, estrelas, voltarei de onde vim, não chorarei mais, não haverá falsidade, nem perdas, nem abandonos, terei outro nome, e outra chance de ser feliz.


                                                                                                RITA GARZI





 
09/02/2009 03:05:55 :: RAFAEL MATOS


Tempo (poesia)

Tempo que passa rápido,
Tempo que passa voando,
Hora que passa clamando,
Clamando por um mundo mais humano.

Anos se passam,
E cada vez mais a natureza pede socorro...
Contra tanta injustiça consigo mesma,
Que não cessa nunca.

Meses de muita miséria,
De muita fome, que se passam sem que ninguém...
Faça absolutamente nada.

Dias violentos, que fazem as pessoas se retraírem...
Dentro de suas casas,
Onde já se viu isso?
Que absurdo!
 
08/02/2009 19:48:55 :: Dina
 
08/02/2009 19:48:43 :: Dina


Despedida..

Quando você for embora da minha vida, por favor, não me avise.
Quando sentir vontade de me deixar. Sai calado, não diz nada.
Não quero ouvir o seu adeus, não quero ver seus olhos fitar os meus.

Quando você resolver seguir o seu caminho.
Sai sozinho sem nada dizer. Sai calado sem olhar para trás..
Assim, quando sentir sua falta, não saberei onde te procurar..

Vá... Siga em frente. Mas antes de ir...
Não tente fitar os olhos meus...
Não diga nada... Não diga adeus...
Você sabe que eu vou chorar...
Você sabe que vou sofrer...
Mas se isso não importa...
Porque tentar me convencer...

E nem tente lembrar-se de mim, pois depois de duas lágrimas, eu sei, assim como meu coração, o seu também sentirá minha falta... Sendo assim sem ter você.. Sem ver você.. Só me resta dizer..
ADEUS.
 
08/02/2009 17:42:46 :: FER FONTES(Cöllyßry)


Ventos de dor...



Lá fora o vento sopra, com ele

Arrasta gemidos de dor,

Plasmados no ar...

Perduram das bocas os lamentos

Abafados dos Seres, fazendo eco no tempo,

Com sulcos esculpidos na face, das lágrimas avinagradas

Que brotam sem querer…

Outros de miasmas amordaçados de mal dizer,

Outros ainda de faces cerradas

Como dia sem sol, na penumbra encarcerados,

No tempo intemporal, onde o silêncio

Impera, e o grito abafado,

Num sorriso disfarçado,

Contendo qualquer gesto de amor…

E…assim,

Travando o assolar de Sua existência.

Fer Fontes
 
08/02/2009 05:42:26 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


LIVRO 7 - UM FLASH-BACK DA MAIOR LIVRARIA DO BRASIL [SerrãoManoel]

No início dos anos 80 até meado dos anos 90 existia no entremeio das Avenidas Conde Boa Vista e    Suassuna, isto é, do lado de cá do Beco da Fome precisamente na Rua 7 de Setembro, logo ali bem no centro do Recife uma apinhada de cultura, artistas, intelectuais, simpatizantes, estudantes, de passagens anônimos, de encontros e desencontros com infinitas variações, pois lá estava a referência literária do mundo uma livraria chamada -Livro 7.

De mudança para o Recife fui tomado por uma doce obsessão em lograr    conquistar como meta, objetivo pleno, projeto imutável de vida uma vaga para a universidade. Não obstante o perseverar por muito pouco quase me levasse a extremos, e acreditando, pois jamais duvidei, tornei o meu sonho uma realidade. Fui exitôso. celebrei!

Pouco tempo após, então já estudante e acadêmico de direito recém aprovado no concurso do vestibular do ano de 1989, após ter cursado os dois primeiros períodos no Campus da Universidade Federal de Pernambuco, passei ao deleite de na prática de respirar toda aquela atmosfera histórica que impregnava o ar, as paredes, a beleza arquitetônica impar do prédio, as pessoas, os professóres, enfim, as vezes tinha a leve impressão flanar e/ou noutras de sentir a presença dos grandes vultos do passado em cada pequeno detalhe da Faculdade de Direito do Recife,    fazendo-me transbordar de regojizo e orgulho. Afinal de contas estava eu sim de fato a cursar as Ciências Jurídicas no mais importante    e tradicional Curso Jurídico do Brasil, a Faculdade de Direito do    Recife [PE].

Ocorre que, conquanto, não bastasse tão nóbilissima conquista e o rio da vida transcorresse em serena ordem,    eis que no meio do caminho havia uma prenda enamorando-me, a mais sábia das divas Afrodite que pudesse um homem ama o conhecimento uma livraria chamada Livro 7, a musa que desde então passara a concorrer com as aulas da Cadeira de Introdução ao Estudo do Direito I e II, ambas ministrada brilhantemente no primeiro horário pelo excelentíssimo sr. doutor professor Heraldo Almeida que do alto do seu tablado e da sua, digamos assim, insolência, em hipótese alguma arredava da prerrogativa ao encerrar a aula de efetuar em ato contínuo no rol listado da caderneta    dos acadêmicos que mantinha sobre a bancada como forma de manter-nos atentos ao mister, demandava ipsis litteris a chamada dos discentes ali presentes,
assinalando os faltosos sob pena de terem em seus registros acadêmicos as anotações de ausência, e decerto após atingir-se determinado número de faltas era reprovação na certa.

Presa fácil, agora    a fantasia se embaralha a realidade, e como refém à míngua movido por um sentimento inexplicável passei a viver dilemas a fio tendo muitas vezes que optar dia após dia entre a Livro 7 e as aulas do    brilhante professor Heraldo, pois, ora pois, pois fascinado pela expressão da palavra, pela escrita, pelo saber e pela imensidão daquele vasto mundo de livros, tomos, volumes, edições, códices, enciclopédias, etc. que se despejava desafiadoramente d'ante os meus olhos em "desdenhoso silêncio"    a dizer-me    murmurosamente aos ouvidos convites e confissões "indecentes" e irresistiveis tipo: "pegue-me... compre-me... leve-me para casa... etc", mormente, seduzido e sob efeito de uma magia prazerosa percorria com ar sonhador a calçada da 7, com mão de ferro a segurar a ansiedade para não despertar olhartes curiosos, sem pressa.

Há anos desde que a Livro 7 se estabelecera, quase todos os dias eram dias de visita obrigatória, algo assim como um vício, uma obssessão exagerada, uma liturgia, um enamoro, um amor de paixão desmesurada já que não conseguia por horas a fio romper aquele quebranto que me impusera a Livro 7.   

Às vezes envergonhado, fingia comprar algo de literatura, é claro? Até que de vez enquando arriscava mesmo sabendo que aquele dinheiro faria-me falta logo mais na frente,    pois estudante com dinheiro curto tinha que fazer sacrifício ou ter que optar entre o lê e o comer, ou seja, entre alimentar o espírito, a alma e a sapiência ou matar a fome do corpo. Evidente que entre um e o outro, o do saciar a sede e a fome do organismo biológico, é verdade que sempre optava pela segunda, porém, fazendo-me de mercador escolhia um bom autor, um assunto do meu interesse ou algum em voga e mandava brasa. Aquele mundão de livros, era mesmo a minha paixão!

Lê, lê muito até não poder falar de amor. Lê até o tempo disponível esgotar-se e as obrigações do curso atraves do professor na lembrança mandar uma intimação, um aviso de que já era horário do início da primeira aula do dia, justamente a do professor Heraldo Almeida.

Saudosas e felizes recordações de um tempo romantizado, cheio de ideais libertários, de literatura, contestações, revindicações e bons propósitos.

O personagem é histórico. Por onde será que anda o Tarcísio? Em que plagas o Tarcísio que tanto ajudou, fomentou a grande maioria dos grupos que manipulavam a cultura existente, não importando se era do teatro, da música, da dança, do cinema, enfim, até no nosso intitulado de ANARCU - ANIMAÇÃO ARTÍSTICA CULTURAL que por pouco tempo se manteve no ar, mais que marcou pela ousadia de arregimentar muitos artistas para o mister, entre tantos como: Ericson Luna; Helena de Tróia; Titio Lívio; Geraldo Maia; Marco Polo, Ricardo Palmeira,    Valmar, Gil, Danilo, Rubem Valença, Geraldo Silva, Serrão, Roberto "Cachaça", etc..

Agora que estamos na era virtual-cyber-digital,    será que ainda existirá uma livraria do porte e tamanho da Livro 7 considerada na época como a maior do Brasil? Evidente que quando me reporto ao tamanho não é só a dimensão material, porém à nobre grandeza daos objetivos e meios para o quais todos nós sem exceção lançamos mão como instrumento para atingir-se os fins propositados. A sapiência.   

Saudades! Tarcísio, por onde andares e em que plagas estiveres, eu, este humilde poeta, a cultura, os artistas de forma em geral, os escritores, poetas, e simpatizantes da inteligância por excelênciada    da literatura te somos mui grato.
 
07/02/2009 14:01:26 :: Godinho@Godinho


SOU ALGUÉM...

Tentando te encontrar,mas você não vem...
Destino incerto,coração aberto,sem ninguém...

Palavras ao vento,meus sentimentos,é assim que exponho...
Vivo de esperança,e assim como criança,acredito nos sonhos...

Sonhar é preciso,o meu paraíso,foi você quem criou...
Usou charme e beleza,doçura e nobreza,me inspirou,me encantou...

Como uma flor no jardim,de manhã à vejo assim,colorindo o meu dia...
Mas a tarde vai murchar,cansada vai se deitar,torna minha noite vazia...

Leva tudo o que preciso,Eva do meu paraíso,leva o sabor da maçã...
Em busca do seu sorriso,não encontro o que preciso,vou dormir, já é manhã...

Amanhece é outro dia,o sol já faz companhia,a lua cumpriu seu papel...
Nela vi o seu semblante,que refletia no instante,em que à procurava no céu...

Procurei junto as estrela,e não mais consegui vê-la,pois escondestes de mim...
Então acendi uma vela e debruçado na janela,procurei -a em meu jardim...

Fui ao céu te procurar,mergulhei no fundo do mar, já te procurei por tudo...
Busquei na doçura das flores,alguém com perfume e sabores,”beleza e conteúdo...”

Meu coração te implora,vem visitar me agora,não me esqueças assim...
Venha,mas vê se demora,”pois toda vez que vai embora,leva um pedaço de mim...”

by: Godinho@Godinho
 
06/02/2009 23:34:22 :: VERA LÚCIA


Você é minha música

Canto-te em qualquer canto e me encanto
Vou te cantando por cada nota musical
No compasso dessa magia que é seu canto
No ritmo dos acordes desse amor especial

Do agora... antes nunca imaginável pra mim
Recriando esse emaranhado desejo sonhado
Misturado ao sonho de ser apenas um querubim
Fazendo um flash back só com você meu amado

Sol que ilumina cada passo de minha melodia
Lânguida fico, ao toque daquela música suave
Silêncio agora... ouço teu cantar que é poesia

Vou te compondo e dançando ao som deste bolero
Sequência finita das rimas, faço-te minha sina
Devaneio neste bolero, penso em ti, por ti espero


http://velucy.com/minha_musica.htm

By Vera Lúcia
 
06/02/2009 18:45:24 :: Godinho@Godinho
O POETA SOLITÁRIO

O amor está longe,
Partiu sem despedida...
Alegria de mim se esconde,
A alma está abatida...

Vida que não tem graça,
Sonho que ficou pra trás...
Tristeza que vem,não passa,
Castiga me,tira a paz...

Esperança que se afastou,
Insiste em não voltar...
Não sei nem onde estou,
Ando sem sair do lugar...

Com os olhos marejados,
Andando sem direção...
Buscando encontrar no nada,
Alívio pro coração...

Lágrimas marcam meu o rosto,
Deixam um caminho incerto...
Coração bate indisposto,
Sozinho,nesse deserto...

A alma sangra,agoniza,
Tentando estancar a ferida...
O soluço se quer ameniza,
A dor de uma partida...

Tal como um pássaro sem rumo,
Que cruza o oceano...
Assim que apareço eu sumo,
Me afasto do desengano...

Tento me encontrar na poesia,
Nos versos de uma canção...
Compondo a alma alivia,
Cantando perco a ilusão...

Assim vive o poeta,
Fugindo da solidão...
A poesia que o completa,
Não cura uma paixão...

Poesia que nasce na alma,
Jorra até o coração...
Faz seu percurso com calma,
Não muda à direção...

“Se os lideres do mundo,
Gostassem de poesia...
Talvez não houvesse mais guerra,
O mundo melhor seria”...

by:Godinho@Godinho
 

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