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Cláudio Joaquim


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24/04/2009 02:08:48 :: GORETTI ALBUQUERQUE


   A "FÉ."

Acredito nas bonanzas
Que Deus tem para nos dá
Penso, Deus me deu a vida
Preciso dela zelar
Pois sei que Jesus habita
Onde o deixamos entrar.

Deus não faz acepção
Porque somos diferentes
Ele nos faz entender
Que devemos renascer
Viver uma vida reta
Pra seu amor merecer.

Ame sempre ao mais humilde
Que precisa mais de ti
Ensinas “A Lei de Deus:”
Mais também o alimenta
Com a barriga vazia
Não tem consciência a Mente.

Deus nos amou de tal forma
Que deu “Seu Filho por nós.”
Sabemos que o pecador
Jesus veio concertar
Então, precisas amar
Os que convivem na dor.

Bem lá juntinho de Deus
Um dia quero chegar
Os meus defeitos são tantos
Mais só a Deus, vou contar
Quando eu chegar à morada
Que “Meu Pai vai me entregar.”
  
      MARIA GORETTI ALBUQUERQUE.
 
23/04/2009 23:22:21 :: GORETTI ALBUQUERQUE


         BRILHA O SOL.

Pela fresta da janela
O sol vem me iluminar
Tanto brilho tem seus raios
Que me ponho a contemplar;
Não cobra nunca o seu brilho
E a todos vem banhar.

O Sol é como uma chama
Foi feito pra clarear
Logo bem demanhâzinha
Ele vem nos acordar
Quando o dia está nublado
Falta o sol pra me esquentar.

Sol que corre o mundo inteiro
Conta-me, como é por lá;
Será que as pessoas gostam
De com teu brilho acordar?
Tira do meu coração
Essa dor que é de amargar.

Sol de luz, tu és a vida
Para quem não vê a luz
Com teu calor escaldante
Ilumina-me e me conduz;
Nas plantas, põe Clorofila
E a lavoura produz.

Sol que trata dos enfermos
Com seu banho matinal
É mesmo um bom enfermeiro
Dispara chama fatal
Bronzeia-nos com tua graça
E deixa a luz nascer primeiro.

MARIA GORETTI ALBUQUERQUE   


 
23/04/2009 15:55:05 :: GORETTI ALBUQUERQUE


            A OUTRA.

A vida de quem é “A outra.”
É um punhal de dois gumes
Quando perto está do amado
Exalamos bons perfumes
Mais quando volta pra esposa
Sobram-nos dores Ciúmes.

Ponho-me em lugar da “Outra”
Vai vivendo sem amor
Quando ele está distante.
Pra ele, é fácil esse amor
Nem experimenta essa dor.

A “Outra,” ama por amar
Abre mão de sua vida
Percebe em vão lutar
Contra os laços de família
No primeiro obstáculo
É deixada a revelia.

Por mais que diga: Eu te Amo!
As duas são enganadas.
A Outra resignada
Vai suportando tal dor
Lutando por esse amado
Que das duas tem o amor.

Pobre amante, Omo sofres
Por ter que se contentar
Com seu amor de momentos,
Sem sequer em ti, pensar.
Guardas bem fundo, tormentos
Punhal da dor de “AMAR!”

            GORETTI ALBUQUERQUE.
 
23/04/2009 12:40:16 :: GORETTI ALBUQUERQUE


     
            Em meio a um atoleiro...


   Achei sua mão que me ergueu, para
   Um despertar em minha fé primeira, e
   Fez-me renascer para contemplar, meus
   "Horizontes Reservados."
  
           



                  Goretti Albuquerque.
 
22/04/2009 23:09:11 :: GORETTI ALBUQUERQUE


                                                                                                                             
            O MENINO DE ANINGAS.                                                                                    

   Amanhecia naquele pequeno vilarejo conhecido como Aningas. Os raios do sol vinham iluminando as janelas, e murais daquela casinha simples onde passei minha infância simples, mais cheia de imaginações. Aos poucos se ouviam movimentos dos trabalhadores rurais, os animais se arrebanhando, minha mãe ordenhando as vacas para tirar o leite. Meu pai já de pé, gritando meus irmãos mais velhos. Vamos para o trabalho, depressa. E todos seguiam sonolentos. Eu ainda era pequeno para a lavoura, então podia ficar para ajudar minha mãe com pequenos recados ali por perto. Assim seguia meu dia com muitas coisas para imaginar como sempre.
Lembro-me da minha pouca idade e de minha cabeça, sempre sonhando com as Nuvens. Era bem cedo ainda, podia sentir-se a leve brisa, um sol ainda brando, e lá já estava eu olhando para o Céu, caderninho nas mãos, atento a tudo. Cada novo desenho ou forma, que as nuvens formassem em seus branquinhos flocos, me fascinavam, eu ia anotando tudo, de olhos bem atentos. Encantava-me ver os floquinhos de algodão doce se formar e por vezes se dissipavam rapidamente, montando novas formas, dessa vez, caretas horrendas por entre a espessa nuvem que se movimentava no Céu. Tudo para mim era mágico, e continuava anotando tudo em meu velho caderno. Era uma espécie de diário das coisas que boas ou ruins que eu percebia. Naquele bailado de nuvens eu contemplava e sonhava de olhos abertos, dando mais formas aos fiapinhos de nuvens mutantes.    Tão absorto eu estava que, não escutara minha mãe chamando-me para dentro de casa. Estava começando uma chuva, ela gritou!    Mais, olhei La para o Céu, vi que ainda eu teria um tempinho para minha espiadela.
No alto, vi que as nuvens agora mudaram de cor. Estavam escuras, muito baixas, bem próximas da terra. Espere aí mamãe, disse anotando as nuvens, já se embaralhando e bem pertinho agora. Perguntei ao meu pai o porquê dessa mudança, a proximidade que estavam agora às nuvens. Ele respondeu-me que; as nuvens desciam na terra para beberem água e retornavam mais tarde ao Céu, levando abundante reserva para mais tarde, regarem a terra seca, as plantas e encherem os rios.
   Bem. Ele    parecia ter um pouco de razão, em minha cabeça. Mais, então porque as nuvens se transformavam em tantos personagens, falei pelo canto da boca. Temia que eu já tivesse feito bastantes perguntas, por isso apenas resmunguei. Percebi que minha mãe estava me olhando com admiração pela minha pergunta inocente mais, curiosa. Como que para não estrangular meus doces sonhos de menino, eles não me reprovavam em minha imaginação fértil. Apenas sorriam e me diziam que estava na hora de dormir e de eu ir sonhar com minhas nuvens misteriosas. Fui para meu quarto pensar mais um pouco, era como um banquete farto para mim, as nuvens. Pensei... Qual a última figura que estaria agora    lá no Céu... Não resisti minha curiosidade, e fui olhar pela janela. Então eu vi algo resplendoroso para complementar minhas viagens ao mundo puro e Celestial, em que eu vivia. Nas nuvens estava agora, um lindo desenho de um anjo Querubim, com asas enormes e douradas. Ele estava sorrindo para mim. Então suspirei de contentamento, rezei e fechei meus olhos para dormir, e sonhar com meu recanto de inocência, onde minha cabeça vivia sempre bem lá nas Nuvens!    Claro que despertei desse sonho. Estava dormindo entre um intervalo de trabalho em meu escritório. Nem preciso lhes dizer a cara de menino bobo que eu me encontrava quando despertei, já com barbas na cara... Mais a vida segue seu rumo, e uma lembrança feliz de infância, é sempre uma doce criança ainda morando em nosso coração para sempre.

            Goretti Albuquerque.                                                                                    
              
                                                                                                                       
 
21/04/2009 01:27:24 :: GORETTI ALBUQUERQUE


LAMENTOS DA NATUREZA.

Geme a Mãe Natureza
Solta lamentos de dor
Pois o homem em avareza
Rouba seu solo, sua cor.
Abrem crateras nas matas
Sugam a ti... Pobre Floresta!
Por ganâncias e bravatas
Bicho Homem faz a festa.
Desviado o pobre rio
Chora triste a cachoeira
A fonte perdeu seu trio
Foi parar na ribanceira.
Sugaram teus nutrientes
Vão conseguir te matar
Secaram teus afluentes
Teu pulmão já vai faltar.
Pássaros clamam em seus galhos
Árvores caídas ao chão
Tristeza do espantalho
Não tem emprego mais não.
Macularam tua alma
Esmagaram tuas entranhas
Trocaram teu som de calma
Por ferramentas estranhas.
Pobre Floresta de outrora
Tinha copa exuberante
Teu destino está agora
Nas mãos do Homem Arrogante.

         Goretti    Albuquerque.
 
20/04/2009 23:44:23 :: GORETTI ALBUQUERQUE


   MARIAS E JUREMAS.

São tantas de risos claros
Exalam perfumes raros
Vida e força são seus temas
São preciosos poemas.
Logo na primeira hora
Vão a sua romaria
Lavar as roupas do dia
Esbanjando alegria.
Fervem o leite, buscam o pão
Chamam os filhos para a mesa
Os maridos na lerdeza
Tiram ainda um sonecão.
Mais a vida sem Marias
Não tem como imaginar
Passam, arrumam, limpam pias
Não deixam a batata assar.
Jurema porte pequeno
Mais alto é seu labutar
Vai de um ponto ao extremo
Sorrindo sempre a cantar.
Como todas as Marias
Juremas e tantas Divas
São pilastras, são as vigas
São agrestes e calmarias.
Incluo aqui todos os nomes
Da Mulher que é a Nação
Deixo a ti Mulher Menina
Um beijo em seu coração.

                     Goretti Albuquerque.
 
20/04/2009 18:47:27 :: RUBENS JARDIM


NA BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA DE BRASÍLIA
Coloco aqui esta mensagem com o intuito de mostrar minha admiração pelos critérios democráticos que nortearam a realização da l Bienal Internacional de Poesia de Brasília. A minha participação é a prova mais cabal disso. Afinal, não pertenço a nenhum grupo, não me tornei celebridade em nenhuma área, não sou parente dos irmãos Campos, não tenho poesia traduzidas para o francês, não é meu hábito puxar o saco de ninguém, e nem recebi premiação em nenhum concurso. Sou apenas mais um poeta –já meio velho--mas incansável na luta honesta e diária com as palavras.
Coloco também algumas fotos (clicar item fotos) que testemunham a minha participação: no Museu Nacional, na exposição de poesia visual OBRANOME 2, com curadoria de Wagner Barja (herrar é...) –e na Biblioteca Nacional, no 3º andar, (banners-poema)em sala contígua à exposição-homenagem ao poeta Reynaldo Jardim.(que, por sinal, não tem nenhum parentesco comigo).
As outras imagens, também registradas em Brasília, mostram a minha participação no POEMAÇÃO, seqüência de apresentações de até cinco minutos cada, intercalando um poeta, um músico e um vídeo poético, em recitais que aconteceram no Conjunto Cultural da República, Café Balaio, Café Martinica, Rayuela Bistrô, Açougue Cultural T-Bone e Barca Brasília. Além disso, participei também da I MINI FEIRA DO LIVRO DE POESIA com o lançamento de CARTA AO HOMEM DO SERTÃO, uma espécie de poema-montagem feito em cima de textos do Grande Sertão Veredas. O livro, em homenagem ao centenário de Guimarães Rosa, com 44 páginas em papel reciclado, e em formato bastante original, possui um grande número de ilustrações - e no final, uma série de notas explicativas.
Se você quiser comprá-lo, escreva para re.jardim@uol.com.br. O preço é de 5 reais + taxa do correio.

Segue o link do vídeo produzido por Alexandre Rangel, registrando as etapas da Exposição OBRANOME II (no Museu Nacional da República), que fez parte dos eventos da I Bienal Inernacional de Poesia de Brasília, ocorrida em setembro de 2008.
.
http://www.youtube.com/watch?v=GZi3zCAOfOY
 
20/04/2009 14:54:41 :: GORETTI ALBUQUERQUE


      Memórias do Burrinho Cadichum.

O menino era feliz com seu burrinho Cadichum. Levava uma vida tranqüila, uma infância boa, sempre dividindo seu vasto tempo. Quando não estava estudando estava alimentando e cuidando do seu burrinho. Passava horas escovando o pelo do animal, banhava e alimentava com carinho, enquanto conversava ele (burrinho), falava-lhe sobre sua vida, pois sabia em seu coraçãozinho puro, que o mesmo não só podia escutá-lo, como também compartilhava de seus comentários constantes. E assim vivia feliz com seu amigo e fiel companheiro o burrinho. Em casa, sua família era bem estruturada e bondosa. Um exemplo para todos. O tempo foi passando e o menino ia crescendo e tornou-se um belo rapaz. Então foi chegada a hora de sua ida para cidade grande, onde vivia sua avó materna. Para concluir seus estudos, iria Cursar Veterinária, era uma paixão para Pedrinho, mais que cuidar dos animais, ele aprenderia melhor sobre os sentimentos de seu amigo Cadichum. Então o rapazinho partiu com profunda tristeza, teve que separar-se de seu amigo querido por algum tempo. E lá foi o menino agora rapazote, despedir-se de Cadichum seu amigo de todas as horas, e de sua vida até então. Prometeu ao burrinho vir sempre que tivesse uma folga. Acariciou-o e partiu para sua nova jornada de adulto. Enquanto o tempo passava a família começou a passar por dificuldades financeiras. As chuvas foram escassas e a colheita foi toda perdida. Sem solução até para renegociarem suas dívidas com maquinarias, pensavam em uma solução de imediato. Resolveram para saírem desse sufoco, venderiam o Burrinho Cadichum. Um fazendeiro famoso por explorar e bater em seus animais, e expor-lhes aos trabalhos forçados até a morte. Mais seus pais pensavam que, melhorando a situação, eles comprariam de volta Cadichum. Enquanto Pedrinho ia se formando em veterinária que era sua paixão, os pais davam um jeito de irem às férias para a cidade e sempre diziam que era para cortar os gastos com viagens, etc. O tempo foi passando, chegou o dia de sua Formatura, mais Pedrinho tinha mais vontade de abraçar seu burrinho do que    qualquer festa que fizessem para seu bacharelado. Pensava agora em quando voltassem para casa, quantas coisas da cidade grande teria para contar ao amigo, quantas saudades! Em um domingo, Pedrinho despediu-se de sua avó agradecendo-lhe por tudo, e seus olhos estavam brilhando para o regresso a sua feliz morada. Doutor Pedrinho era agora o mais novo veterinário de sua região Estava louco para fazer o seu melhor pelos animais e pelo seu amigo Cadichum.E foi com essa expectativa que entrou em casa jogando suas malas, saiu correndo para a cocheira para matar as saudades de seu burrinho. Seus pais já o esperavam lá; e, aflitos contaram tudo ao seu filho que parecia não acreditar em nada, do que eles falavam. De olhos arregalados e coração partido, Pedrinho entendeu ser melhor não recriminar seus pais por nada, pois era um bom filho, obediente e compreensivo. Pedrinho saiu para dá uma volta, mais antes, abraçou os pais e agradeceu pelo esforço que fizeram para que ele se formasse. Disse-lhes que para tudo se    dava um jeito. Passaram-se mais uns dias e o Doutor Pedrinho foi chamado para uma emergência em uma fazenda próxima, onde o dono lhe disse ter um animal doente com uma pata quebrada. Imprestável para o trabalho, disse que o jeito era sacrificar o animal. Foi então que Pedrinho a te o local e lá para espanto de todos, estava agonizando seu burrinho Cadichum, já muito fraco e com respiração curta. Com aproximação e constatação dos dois amigos: Pedrinho e o Burrinho, algo deu força para Cadichum que, como um relâmpago o animal fez um tremendo esforço, levantou sua cabeça, sentiu o cheiro de seu antigo dono, e abriu seus olhos. E novamente tiveram seu diálogo como antigamente só que dessa, vez muito triste, porque os dois estavam se despedindo pra sempre. Enquanto o maldoso fazendeiro aguardava ouvir o tiro que daria fim aquele animal sem valor algum mais para seus trabalhos, um infinito silêncio pairou sobre aquela fazenda. Pedrinho sentou-se ao lado de seu burrinho e colocou sua cabeça em seu ombro, começou a escovar seu pelo suavemente, como fazia por toda uma vida como bons e fiéis amigos que foram. Ninguém jamais podia entender o grande gesto de respeito, amor e carinho, dos dois amigos, ao se despedirem naquela hora fatídica. E foi assim que o Burrinho Cadichum morreu. Cercado de muito amor e carinho de quem soube amar um animal até seus últimos momentos.

                                                         Goretti Albuquerque.
 
20/04/2009 14:52:20 :: GORETTI ALBUQUERQUE


      NAQUELA NOITE...

   Era um    daqueles temporais com rajadas de ventos, e trovoadas.Parecendo que o Céu ira desabar.Uma chuva torrencial que já se arrastava pela noite afora.
Enquanto em meu computador eu, tentava digitar meus textos,voltei meus pensamentos para uma velha senhora que conheci a tempos atrás. A mesma escrevia como eu para preencher o vazio de sua alma e como para registrar suas lutas ferrenhas de outrora.Estava agora tão só e longe porém    dos seus familiares,parecia, esquecida por todos.Todas as tardes ela sentava-se em sua cadeira de balanço na varanda,e com seus óculos na ponta do nariz, começava a rabiscar fatos históricos de sua caminhada ,desde o seu casamento a criação de seus filhos, sua viúves precoce. A vida obrigou-lhe    bem cedo ainda ,a tomar as rédeas da família e da casa como tantas mulheres. Dona Anita era como era chamada ,tinha traços finos, pele rosada e mãos de pianista.Uma postura de fidalga como se viesse de uma linhagem nobre. Mias então, ela continuava ali por horas escrevendo suas    memórias, por vezes nem se    percebia que, já lhe faltava iluminação e que ,chegara a noite.Era qando ela se recolhia para mais uma noite de solidão em seu casarão sombrio. Nele não mais se ouviam vozes de crianças brincando ou chorando ,nem seu marido esbravejando por sua roupa de sair, e outras exigências com a comida.A pobre senhora se alegrava somente com sua gatinha Fafá ,que como ela também já estava envelhecendo,já caminhava com passos lentos atrás do calcanhar de sua dona por dentro da casa. Eu, em meu computador, fazia o meio do caminho já daquela senhora,pois buscava encarar minhas noites de insônias e de silêncio, tentando registrar também minha vida em partes ,pela noite a dentro.Ao escrever minhas recordações, ou mesmo Poemas simplórios,algo que me fizesse sentir-me produtiva de uma forma intelectual, e moral.Uma vez que trabalho cuidando de idosos há anos e moro no mesmo local. Mas, voltando para Dona Anita, batalhou fortemente para criar seus seis filhos e educar em melhores colégios da cidade. Deu a todos    uma boa base na vida e na Eduacação.Ela se orgulhava tanto de contar esse fato, que chegava às lágrimas. Com o passar do tempo foram migrando para a Capital em busca de vagas no mercado de trabalho, e aos poucos um a um,foram casando-se, suas vidas seguiram seu curso, e a pobre senhora, de repente mergulhou na tristeza e na solidão.Não tinha uma voz sequer para ecoar naquele casarão, agora tão quieto pela ausência das vozes de seus filhos, esposos, que ia haviam partido em rumos diferentes.A vizinhança comentava    sempre, que    Dona Anita estava em um profundo abandono por seus familiares.Parece que, uma vez por ano, vinha algum deles, para um ou dois dias com a mãe. Era um sorriso imenso para Dona Anita que, corria a pegar as melhores frutas, carnes e does.Queria agradar aqueles entes tão queridos, para sua vida.Agora, mais do que nunca. Fazia quitandas, empacotava muitos docinhos,para levarem e, quando comessem, lembrassem um pouco dela na capital    Quando vinha o Final do Ano, ela fazia uma linda ceia para os seis filhos, apesar,de nunca haver conseguido juntá-los. Cada um morava em lugar diferente, ou em outros País. Enfim, a vida segue seu curso normal, as vezes nem sempre para todos.
            De volta ao meu computador pensei se seria assim também para mim, eu que tinha quatro filhos ,dois vivendo em outro Estado e dois na mesma cidade que eu.Pensei comigo mesma que, eu teria    que está preparada para essa realidade cada vez mais constante no dia a dia na sociedade. Não!Meu coração falou para eu me acalmar, que isso não aconteceria comigo. Será mesmo que Dona Anita não vivera antes a mesma ilusão que eu    agora? meus filhos eram amorosos demais comigo. Pode ser que Dona Anita pensou sempre como eu pensara nesse exato momento, e que mais tarde ela viu que se enganara com a vida crua. Preferi escrever meus textos e não mais pensar em como será... Lembrei de que uma tarde eu passava pela a calçada daquela senhora, quando ao olhar para dentro, percebi que ela não escrevia mais.Tinha nas mãos um lencinho que enxugava suas lágrimas, disfarçando dela mesmo sua amargura e suas comprovações interiores.    Com receio me aproximei e falei boa tarde perguntei se eu a atrapalhava.Ela disfarçou um pouco ,forçou um sorriso me mandando entrar, e oferecendo-me uma cadeira junto a ela. Comecei a falar de minha vida e que também gostava de escrever sobre minha vida.Então ela foi se fechando quanto ao que escrevia. Disse-me que seus filhos não estavam lhe visitando porque estavam com muito trabalho, mais que eram filhos maravilhosos,não tinha nada a reclamar da vida. Mais olhou para mim e disse: Nunca pare de registrar seus dias, pois pode ser que alguém lá no futuro, leia e saiba reconhecer seus valores suas batalhas de uma vida inteira em doação pelos seus.Percebí que Dona Anita estava, assinando sua própria confissão de abandono para mim, naquele instante.Abracei-a bem forte senti um pavor de como seria minha história. Será mesmo que alguém mereceria passar por aquele abandono? E se eu chegasse ao mesmo estado de solidão de Dona Anita? Continuamos a falar de coisas alegre, ela serviu-me um chá e retornei para meus afazeres.Com tamanho pesar em meu coração por comprovar a realidade dos idosos nesse País .Agora após tantos anos, lembrando esse fato pude ver que, já casaram ou mudaram-se dois filhos, e que já estou me sentindo muito só com Dona Anita. Mais que remédio para esse tédio? Tenho que tocar a vida dando o melhor de mim para aqueles que não mais fazem as coisas corriqueiras,e valorizar cada minuto de minha vida agora. Mais tarde, sei que Deus proverá uma situação amena para nossos idosos tão desamparados e solitários.

               Goretti Albuquerque..
 

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