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Cláudio Joaquim


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26/04/2009 01:42:49 :: GORETTI ALBUQUERQUE


FRENTE OU VERSO? TANTO FAZ...

Vivemos sempre em meio á uma paranóia externada entre, aquilo que temos que viver na real; e dentre aquilo que imaginamos como seria viver: O irreal. Um futuro negro e assolador com pesados e amargos fardos sobre nossos ombros. São os paradigmas do dia a dia que temos que engolir calados, porque assim nos é imposto pela “Mãe Gentil.” É a nóia da louca e ditadora “Nação” permanecente e remanescente. “Ditatura” que dizem não mais existir.
Assim, a massa falida composta pelo “sem poder aquisitivo” convivem independente de querer ou não, isso é voto vencido, pagamos a conta com nosso suor, vida e lágrimas. Temos que seguir em frente, como gado que já vai para o abate, sem escolhas ou direitos a nada. Temos nossos sonhos precocemente abortados, somos desligados pelo controle remoto dos que têm as rédeas do jogo em suas mãos. O rumo da Nação... Mais nós nascemos para ser um corpo maior da patriazinha. E Então? Quem somos afinal... Nessa luta desigual e tão desleal. Somos as vertentes de um povo existentes, corajosos, porém ignorados pelo Sistema Capitalista do País. Somos cabeças, figuras, “os a mais” que aumentaram demograficamente, para figurarmos como cidadãos alfabetizados, melhorando a escala de um povo mais populoso, assim mais suntuosas verbas os colarinhos brancos pedirão por cada cidadão de vidas em branco e preto, apenas.
Então classe alta “em corrupções, alta em falcatruas, em negação” ao seu estoque, que cresceu, cresceu... E que por falta de um olhar dos que têm o poder em mãos, nos emudeceram, nos expurgaram. Fomos empurrados para apriscos, sofremos uma negação humanitária. Em nome de um cargo público, esquecem os nossos votos, nossos sonhos por igualdades. Sistema apodrecido que assassina, descrimina que mata fisicamente e moralmente a honra de um povo forte, capaz de mudar o mundo se assim fossem lhes dados iguais direitos. Somos aqueles que vivem na queda de braço a cada dia, lutando por uma saída melhor para nossos filhos, por uma vida mais igual, uma vida de paz. Somos os renegados pelo tal sistema, os que sofrem por: falta de saúde, de segurança, de salários justos, de educação, falta de respeito por nossos valores morais. A confiança que um pai de família ao dormir, gostaria de ter ao despertar pela manhã, ver comida na mesa para seus filhos, uma esposa com respaldos na saúde, em seu lar, uma renda equiparada aos custos de sobrevivências para seus familiares.
Nessa guerra de Gigantes e pigmeus, vivemos sem opções, convivemos com decepções constantes a cada dia. Os “homenzinhos” de ternos, bolsos cheios e arrogantes, pegam por “OS A MAIS”, nós, verbas suntuosas e ilícitas e nos esquecem. Passam os dias com seus traseiros abrutalhados e mal cheirosos, em plenário soltando farpas, desrespeitando nosso lar, através da TV, sem nada fazerem nada a favor dos crescentes e resistentes a toda prova nada mesmo. Discursam em canais abertos com palavrões e continuam a fazerem parte legal do povo perante a Nação. Representam e apresentam seu egoísmo massacrante brutal contra a camada que estão no lado fraco da corda. Então pouco a pouco vão empurrando vidas e mais vidas para o lado sombrio da violência, da criminalidade, do fundo de poço não escolhido. Os filhos da Patriazinha tiveram as vidas sugadas pela vida madrasta em nome da senhora Sociedade que nada faz pelo Social, pelo ser humano. Agora já não mais contamos pontos, somente somos a parte que envergonha pelos não bons índices de violência gerada pelos mesmos senhores, donos da máquina do “Sistema a quem possa interessar.” Quando se acrescenta no social, o retorno é visivelmente rápido e a cara do País, é outra bem melhor que essa que está aí. Temos nossas vidas enfermas por falta de solidariedade, respeito, falta dos nossos compromissos cumpridos com igualdade e justiça para uma Nação feliz.
Senhores chefes de Estados! Façam Leis justas para todos, não Leis para cobririam suas costas, imunizando-os ainda de suas falcatruas e roubalheiras, com cláusulas ilícitas que beneficiam somente vocês, Magistrados de mentira... Nem ao menos são letrados a favor do bem. Nós somos um povo forte, capazes e com alta percepção do certo e do errado. Pedimos para os que aí estão, “os que podem tudo”, respeitem nosso lindo Brasil. Garantam-nos o direito a não mais viver sem nossos Direitos humanos constituídos por lei. Estamos vivendo em um mundo suspenso, uma gaiola onde somos figuras, números, cabeças, uma dermacação em formato de seres inativos, sem História própria escrita. Somos tal qual uma folha em branco: Frente e Verso? Tanto Faz.

Goretti Albuquerque.
 
24/04/2009 14:57:30 :: INOEMA NUNES JAHNKE


Amizade

Sincera amizade
Faz de um amigo um irmão
E do irmão um amigo
Do peito do coração
Amiga irmã, irmã amiga,
Não importa conotação
O que importa é o sentimento
Que temos no coração.

“A amizade é a forma mais doce do amor”.
http://www.inoemaimortal.com
 
24/04/2009 02:08:48 :: GORETTI ALBUQUERQUE


   A "FÉ."

Acredito nas bonanzas
Que Deus tem para nos dá
Penso, Deus me deu a vida
Preciso dela zelar
Pois sei que Jesus habita
Onde o deixamos entrar.

Deus não faz acepção
Porque somos diferentes
Ele nos faz entender
Que devemos renascer
Viver uma vida reta
Pra seu amor merecer.

Ame sempre ao mais humilde
Que precisa mais de ti
Ensinas “A Lei de Deus:”
Mais também o alimenta
Com a barriga vazia
Não tem consciência a Mente.

Deus nos amou de tal forma
Que deu “Seu Filho por nós.”
Sabemos que o pecador
Jesus veio concertar
Então, precisas amar
Os que convivem na dor.

Bem lá juntinho de Deus
Um dia quero chegar
Os meus defeitos são tantos
Mais só a Deus, vou contar
Quando eu chegar à morada
Que “Meu Pai vai me entregar.”
  
      MARIA GORETTI ALBUQUERQUE.
 
23/04/2009 23:22:21 :: GORETTI ALBUQUERQUE


         BRILHA O SOL.

Pela fresta da janela
O sol vem me iluminar
Tanto brilho tem seus raios
Que me ponho a contemplar;
Não cobra nunca o seu brilho
E a todos vem banhar.

O Sol é como uma chama
Foi feito pra clarear
Logo bem demanhâzinha
Ele vem nos acordar
Quando o dia está nublado
Falta o sol pra me esquentar.

Sol que corre o mundo inteiro
Conta-me, como é por lá;
Será que as pessoas gostam
De com teu brilho acordar?
Tira do meu coração
Essa dor que é de amargar.

Sol de luz, tu és a vida
Para quem não vê a luz
Com teu calor escaldante
Ilumina-me e me conduz;
Nas plantas, põe Clorofila
E a lavoura produz.

Sol que trata dos enfermos
Com seu banho matinal
É mesmo um bom enfermeiro
Dispara chama fatal
Bronzeia-nos com tua graça
E deixa a luz nascer primeiro.

MARIA GORETTI ALBUQUERQUE   


 
23/04/2009 15:55:05 :: GORETTI ALBUQUERQUE


            A OUTRA.

A vida de quem é “A outra.”
É um punhal de dois gumes
Quando perto está do amado
Exalamos bons perfumes
Mais quando volta pra esposa
Sobram-nos dores Ciúmes.

Ponho-me em lugar da “Outra”
Vai vivendo sem amor
Quando ele está distante.
Pra ele, é fácil esse amor
Nem experimenta essa dor.

A “Outra,” ama por amar
Abre mão de sua vida
Percebe em vão lutar
Contra os laços de família
No primeiro obstáculo
É deixada a revelia.

Por mais que diga: Eu te Amo!
As duas são enganadas.
A Outra resignada
Vai suportando tal dor
Lutando por esse amado
Que das duas tem o amor.

Pobre amante, Omo sofres
Por ter que se contentar
Com seu amor de momentos,
Sem sequer em ti, pensar.
Guardas bem fundo, tormentos
Punhal da dor de “AMAR!”

            GORETTI ALBUQUERQUE.
 
23/04/2009 12:40:16 :: GORETTI ALBUQUERQUE


     
            Em meio a um atoleiro...


   Achei sua mão que me ergueu, para
   Um despertar em minha fé primeira, e
   Fez-me renascer para contemplar, meus
   "Horizontes Reservados."
  
           



                  Goretti Albuquerque.
 
22/04/2009 23:09:11 :: GORETTI ALBUQUERQUE


                                                                                                                             
            O MENINO DE ANINGAS.                                                                                    

   Amanhecia naquele pequeno vilarejo conhecido como Aningas. Os raios do sol vinham iluminando as janelas, e murais daquela casinha simples onde passei minha infância simples, mais cheia de imaginações. Aos poucos se ouviam movimentos dos trabalhadores rurais, os animais se arrebanhando, minha mãe ordenhando as vacas para tirar o leite. Meu pai já de pé, gritando meus irmãos mais velhos. Vamos para o trabalho, depressa. E todos seguiam sonolentos. Eu ainda era pequeno para a lavoura, então podia ficar para ajudar minha mãe com pequenos recados ali por perto. Assim seguia meu dia com muitas coisas para imaginar como sempre.
Lembro-me da minha pouca idade e de minha cabeça, sempre sonhando com as Nuvens. Era bem cedo ainda, podia sentir-se a leve brisa, um sol ainda brando, e lá já estava eu olhando para o Céu, caderninho nas mãos, atento a tudo. Cada novo desenho ou forma, que as nuvens formassem em seus branquinhos flocos, me fascinavam, eu ia anotando tudo, de olhos bem atentos. Encantava-me ver os floquinhos de algodão doce se formar e por vezes se dissipavam rapidamente, montando novas formas, dessa vez, caretas horrendas por entre a espessa nuvem que se movimentava no Céu. Tudo para mim era mágico, e continuava anotando tudo em meu velho caderno. Era uma espécie de diário das coisas que boas ou ruins que eu percebia. Naquele bailado de nuvens eu contemplava e sonhava de olhos abertos, dando mais formas aos fiapinhos de nuvens mutantes.    Tão absorto eu estava que, não escutara minha mãe chamando-me para dentro de casa. Estava começando uma chuva, ela gritou!    Mais, olhei La para o Céu, vi que ainda eu teria um tempinho para minha espiadela.
No alto, vi que as nuvens agora mudaram de cor. Estavam escuras, muito baixas, bem próximas da terra. Espere aí mamãe, disse anotando as nuvens, já se embaralhando e bem pertinho agora. Perguntei ao meu pai o porquê dessa mudança, a proximidade que estavam agora às nuvens. Ele respondeu-me que; as nuvens desciam na terra para beberem água e retornavam mais tarde ao Céu, levando abundante reserva para mais tarde, regarem a terra seca, as plantas e encherem os rios.
   Bem. Ele    parecia ter um pouco de razão, em minha cabeça. Mais, então porque as nuvens se transformavam em tantos personagens, falei pelo canto da boca. Temia que eu já tivesse feito bastantes perguntas, por isso apenas resmunguei. Percebi que minha mãe estava me olhando com admiração pela minha pergunta inocente mais, curiosa. Como que para não estrangular meus doces sonhos de menino, eles não me reprovavam em minha imaginação fértil. Apenas sorriam e me diziam que estava na hora de dormir e de eu ir sonhar com minhas nuvens misteriosas. Fui para meu quarto pensar mais um pouco, era como um banquete farto para mim, as nuvens. Pensei... Qual a última figura que estaria agora    lá no Céu... Não resisti minha curiosidade, e fui olhar pela janela. Então eu vi algo resplendoroso para complementar minhas viagens ao mundo puro e Celestial, em que eu vivia. Nas nuvens estava agora, um lindo desenho de um anjo Querubim, com asas enormes e douradas. Ele estava sorrindo para mim. Então suspirei de contentamento, rezei e fechei meus olhos para dormir, e sonhar com meu recanto de inocência, onde minha cabeça vivia sempre bem lá nas Nuvens!    Claro que despertei desse sonho. Estava dormindo entre um intervalo de trabalho em meu escritório. Nem preciso lhes dizer a cara de menino bobo que eu me encontrava quando despertei, já com barbas na cara... Mais a vida segue seu rumo, e uma lembrança feliz de infância, é sempre uma doce criança ainda morando em nosso coração para sempre.

            Goretti Albuquerque.                                                                                    
              
                                                                                                                       
 
21/04/2009 01:27:24 :: GORETTI ALBUQUERQUE


LAMENTOS DA NATUREZA.

Geme a Mãe Natureza
Solta lamentos de dor
Pois o homem em avareza
Rouba seu solo, sua cor.
Abrem crateras nas matas
Sugam a ti... Pobre Floresta!
Por ganâncias e bravatas
Bicho Homem faz a festa.
Desviado o pobre rio
Chora triste a cachoeira
A fonte perdeu seu trio
Foi parar na ribanceira.
Sugaram teus nutrientes
Vão conseguir te matar
Secaram teus afluentes
Teu pulmão já vai faltar.
Pássaros clamam em seus galhos
Árvores caídas ao chão
Tristeza do espantalho
Não tem emprego mais não.
Macularam tua alma
Esmagaram tuas entranhas
Trocaram teu som de calma
Por ferramentas estranhas.
Pobre Floresta de outrora
Tinha copa exuberante
Teu destino está agora
Nas mãos do Homem Arrogante.

         Goretti    Albuquerque.
 
20/04/2009 23:44:23 :: GORETTI ALBUQUERQUE


   MARIAS E JUREMAS.

São tantas de risos claros
Exalam perfumes raros
Vida e força são seus temas
São preciosos poemas.
Logo na primeira hora
Vão a sua romaria
Lavar as roupas do dia
Esbanjando alegria.
Fervem o leite, buscam o pão
Chamam os filhos para a mesa
Os maridos na lerdeza
Tiram ainda um sonecão.
Mais a vida sem Marias
Não tem como imaginar
Passam, arrumam, limpam pias
Não deixam a batata assar.
Jurema porte pequeno
Mais alto é seu labutar
Vai de um ponto ao extremo
Sorrindo sempre a cantar.
Como todas as Marias
Juremas e tantas Divas
São pilastras, são as vigas
São agrestes e calmarias.
Incluo aqui todos os nomes
Da Mulher que é a Nação
Deixo a ti Mulher Menina
Um beijo em seu coração.

                     Goretti Albuquerque.
 
20/04/2009 18:47:27 :: RUBENS JARDIM


NA BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA DE BRASÍLIA
Coloco aqui esta mensagem com o intuito de mostrar minha admiração pelos critérios democráticos que nortearam a realização da l Bienal Internacional de Poesia de Brasília. A minha participação é a prova mais cabal disso. Afinal, não pertenço a nenhum grupo, não me tornei celebridade em nenhuma área, não sou parente dos irmãos Campos, não tenho poesia traduzidas para o francês, não é meu hábito puxar o saco de ninguém, e nem recebi premiação em nenhum concurso. Sou apenas mais um poeta –já meio velho--mas incansável na luta honesta e diária com as palavras.
Coloco também algumas fotos (clicar item fotos) que testemunham a minha participação: no Museu Nacional, na exposição de poesia visual OBRANOME 2, com curadoria de Wagner Barja (herrar é...) –e na Biblioteca Nacional, no 3º andar, (banners-poema)em sala contígua à exposição-homenagem ao poeta Reynaldo Jardim.(que, por sinal, não tem nenhum parentesco comigo).
As outras imagens, também registradas em Brasília, mostram a minha participação no POEMAÇÃO, seqüência de apresentações de até cinco minutos cada, intercalando um poeta, um músico e um vídeo poético, em recitais que aconteceram no Conjunto Cultural da República, Café Balaio, Café Martinica, Rayuela Bistrô, Açougue Cultural T-Bone e Barca Brasília. Além disso, participei também da I MINI FEIRA DO LIVRO DE POESIA com o lançamento de CARTA AO HOMEM DO SERTÃO, uma espécie de poema-montagem feito em cima de textos do Grande Sertão Veredas. O livro, em homenagem ao centenário de Guimarães Rosa, com 44 páginas em papel reciclado, e em formato bastante original, possui um grande número de ilustrações - e no final, uma série de notas explicativas.
Se você quiser comprá-lo, escreva para re.jardim@uol.com.br. O preço é de 5 reais + taxa do correio.

Segue o link do vídeo produzido por Alexandre Rangel, registrando as etapas da Exposição OBRANOME II (no Museu Nacional da República), que fez parte dos eventos da I Bienal Inernacional de Poesia de Brasília, ocorrida em setembro de 2008.
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http://www.youtube.com/watch?v=GZi3zCAOfOY
 

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