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Cláudio Joaquim


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10/05/2009 02:44:52 :: GORETTI ALBUQUERQUE


 
09/05/2009 19:11:04 :: MARCO HRUSCHKA
O Vinho

O vinho me liberta, me possui, me domina

Libera o êxtase de outrora, o desejo do porvir

Sinto que quero, mas não posso, minha sina

Venha, companhia noturna, aproxima-se o finir



O licor magnífico, escuro, mais que vermelho crina

Transpassa ferindo de prazer ao ingerir

O gozo gélido escaldante cheiro à marina

Cabeça ao leu, a boca confessando ao sorrir



O álcool fantástico possuidor de loucuras

As minhas, sobretudo, as que me pertencem

O ser estrangeiro que me habita as sombras puras



Eis o ápice de mim próprio, almas que sentem

Mais vinho! Não há, não há mais curas

Um brinde à vida, o último gole, o Éden!
 
09/05/2009 14:33:16 :: LUCIENE LIMA PRADO


POESIAS:

PARA TEUS OLHOS SOMEWNTE

TEU COLO

SONETO DAS LÁGRIMAS

SÓ NÓS DOIS (Vilanela)
 
09/05/2009 13:52:01 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Poema Suave Para Todas às “Mamães!”

Sou Mamãe a Flor
Um jardim de Amor
Alguém que na Dor
Vive sem Temor
Estampando a Cor!

Por momentos Vou
Olhar mais quem Sou
E amando eu Vou.
Minha Luz Brotou
A Paz já Chegou!

Poema Suave
A você Mamãe
Rumo a uma Nave
A Estrela “Mãe!”

Tens olhar que Guia
Orando em Magia
Diz amar sua Cria
A chorar Envias
Seu: “Em Deus Confia!”

Amor sem definição
Sentimento Sublime, Bondade e Resignação!

Montando essa Rima
A “Mãe” sou por sina
Meu verso te Ensina
A lágrima de Estima
E assino Em Cima
Ser “Mãe” me Fascina!
 
09/05/2009 00:06:12 :: GORETTI ALBUQUERQUE


                     “VITÓRIA!”

Vitória não é somente
O nome de uma mulher
É superar sofrimento
Enfrentar o que vier.
Contra tudo e contra todos
Salvando-se quem poder.

Vitória de uma corrida
De carro, cavalo, ou a pé
Vitória é vencer na vida
Não tendo “Um feito sequer.”
Vitória é ter que ganhar
É lutar contra a maré.

Vitória alguém te conhece
Depois de muito “Lutar”
Não pense que é tudo fácil
Tens muito que se esticar
Nada é mole nessa vida
Mais pra frente tens que andar.

Vitória é a linda face
Daquilo que mais se quer
Desbravar sem se abater
Pois para a lida se nasce
Vais conhecer a “Vitória”
Montando sua própria História.


Goretti Albuquerque.
 
08/05/2009 23:52:30 :: GORETTI ALBUQUERQUE


O ONTEM E O HOJE.

Ontem eu sorria, hoje só sinto
Ontem eram planos, hoje enganos
Nem mesmo quero ter a certeza.
Se o novo dia, trará tristeza.

Ontem eu pensava como amar
Hoje me acanho, só dei azar
Mesmo que ontem eu me iludisse
Hoje me esqueço, do que já disse.

Ontem fui jovem, hoje anciã.
Poço restou-me, para o amanhã
Ontem me viste, sorrindo ao vento
Hoje é bem triste, meu pensamento.


Ontem lutei hoje eu tentei
Ganhei batalhas, dentro da Lei
Hoje sou frágil, muito mudei
São muitas dores, que eu suportei.

GORETTI ALBUQUERQUE.
 
08/05/2009 23:31:04 :: GORETTI ALBUQUERQUE


GENTE HUMILDE.

Sento sobre um parapeito
De uma casinha antiga
Sinto um cheirinho de mato
Vejo um Senhor sem camisa
Colhe seu feijão bem farto
Nem se importa com a fadiga.

Fico em silêncio pensando
Em como trás paz pra mente
Essa vida na fazenda.
Tem fartura pra essa gente
Tudo melhor que a encomenda
Vem do Pai Onipotente.

No curral vejo um bom gado
Pastando gordo e sadio
O homem lá continua
Trabalha horas a fio
Olha a criancinha nua
Brincar sem temor na rua.

Que beleza a passarada
Sobrevoando no Céu
Voam sobre a invernada
Faz um tremendo escarcéu
O beija-flor na sacada
Traz no biquinho seu mel.

Chapéu quebrado na testa
Botas surradas nos pés
Nunca foi a uma festa
Jamais comeu canapés
A vida que tem é essa
Segue dando os pontapés.

Seus olhos brilham no pouco
Seu coração mostra e diz
Tira a vida num sufoco
Buscando ser seu Juiz
Somente através do esforço
O ser humano é feliz.

Goretti Albuquerque.
 
08/05/2009 21:50:10 :: GORETTI ALBUQUERQUE


      O VELHO E O MENINO.

Um pobre velho sentado
Vê um menino tristonho
Com as mãozinhas estendidas
Pede um pedaço de pão
O velho então lhe pergunta;
Não te quiseram mais não?

A semelhança dos dois
Os faz amigos então
O que um ganha é do outro
E assim vão caminhando
Um ensinando seu pouco
Das dores do próprio corpo.

O velho já foi menino
Entende bem seu amigo
Vai lhe passando da vida
Lições que lhe servirão
No decorrer de sua lida
Vais precisar de um irmão.

O menino aprendeu
Tão somente a sonhar
Que vida de gente grande
É sempre sorrir, cantar
Do que essa vida maçante
Pensa o menino, ofegante.

O velho e o menino
Sofrem a mesma crueldade
Foram jogados na vida
Por entes queridos seus
E lhe fizeram na verdade
Tamanha perversidade.

                  MARIA GORETTI ALBUQUERQUE.
 
08/05/2009 21:20:45 :: GORETTI ALBUQUERQUE


ANJO DE NOBREZA!



Tal qual uma chama
De uma vela acesa,
Trago-te em minh’alma
Anjo de Nobreza!

Nosso amor em falas
Sussurros bramiam
Teu beijo me cala
Corpos silenciam.

Tal o equilibrista
Firmando em meu peito
Feito um alpinista
Escalas meu leito.

Beija-me agora
Amo-te querido.
Esquece o Lá Fora
Rouba-me o sentido.

Meu lindo Mancebo!
Sempre o Meu Menino.
No ventre eu concebo
Teu fruto Divino!

Vamos a galope
Rumo a Eternidade.
Para o Céu no tope
Com suavidade.

Algemas singelas
Deixastes em mim.
Serei tua Donzela
Do “AMOR Sem FIM!”

Goretti Albuquerque.
 
08/05/2009 21:06:26 :: GORETTI ALBUQUERQUE


NOITE    SOMBRIA.

Noite Sombria trás agonia
Guris brincando, nos alegrando
Mulher sorria em harmonia
Jovens se amando, vão se aninhando.

Dias sem brilho, tal meu exílio
Manhãs vazias, sem fantasias
Pedinte clama, por seu auxílio
Radinho mudo, sem sintonia.

Homem do campo planta o seu canto
Doce é aurora, de quem namora
Luar cinzento, de puro pranto
Criança chora me vou embora.

Pardais na fresta fazem seus ninhos
Galo cantando vai me acordando
A fé do pobre move moinhos
Lá na capela o Padre rezando.

Já cai a tarde, o sol vai indo
Passos levando o pó da estrada
Pasto verdinho, gado mugindo
A Mãe correndo, sempre agitada.

Pratos na mesa, comida fria
Faltaram todos, mesa vazia
Chove lá fora, no fim do dia
Marido grita, por sua Maria.

O cão tristonho busca o seu dono
Ao fim da tarde descansa a mente
Criança e velho, no abandono
Só Deus é vida... Eternamente.


A casa velha traz as lembranças
Madrinha Rosa, o algodão fia
Meus olhos negros guardam esperanças
Ao som do Coro da Ave Maria!

Goretti Albuquerque.
 

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