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Cláudio Joaquim


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17/05/2009 11:25:23 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Anjinho Imortal

Menino de Rua
Anjo em pele Nua
Nos guetos sem Lua
Tua vida é tão Crua.

Logo de pequeno
Conheceste a dor
Provaste o veneno
Sonhavas com o amor.

Teus olhos opacos
Dizem tua História
Dores em seus passos
E em sua memória.

Vives o abandono
De uma guerra fria
Nem vês o outono
A névoa é teu dia.

Inocência de sonhos
Roubaram ao nascer
Vagueias tristonho
Face do “Sofrer! ’

Cama de cimento
Coberto em jornal
Teu pão bolorento
Sustento imoral
No Céu tens alento
Anjinho Imortal!

Goretti Albuquerque.


 
17/05/2009 11:21:48 :: PAOLA RHODEN


Cartas marcadas

C ada um tem varias delas.
A s    mais altas podem ganhar
R evendo certos conceitos
T ão logo se possa ousar.
A lgumas trazem vitórias
S ão fortes, queremos ver.

M as se podemos vê-las
A sorte pode mudar.
R evendo nossas estórias,
C autela devemos ter, porque
A s marcas podem deixar,
D urante o jogo da vida
A parecem, certas horas,
S empre de forma dorida.

 
17/05/2009 02:34:50 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Amor dos Versinhos.

Por todo caminho
Do chão que eu pisar
Sempre com carinho
Hei de te levar.

Amor dos Versinhos
Jurei me guardar
Tens o meu lencinho
Que me viu chorar.

Esse sentimento
É tão teu e meu
Nem por um momento
Nenhum esqueceu.

É nosso destino
Amor de loucuras
Amor de menino
Cheirando a doçura.

Amamos a brisa
Sentindo o luar
Nosso corpo avisa
A hora de amar.

Tocas-me tão louco
Quando é possível
Suprimos um pouco
Do amor impossível.

O coração ama e ama...
Não dita regras nem posturas
Assim nos doamos em chamas
Aqui e em vidas futuras.

Meu anjo que hoje amei
Que outrora me desgarrei
Agora junto a ti meu amor! Seguirei.

Goretti Albuquerque.


 
17/05/2009 01:38:29 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Um jeito Dengoso.

Hoje Chegaste...

Mais silencioso
Com cheiro gostoso
Um jeito fogoso
Com olhar dengoso
Um andar malicioso.

Mais ao amanhecer...

Deixaste-me em pranto
Sem teu acalanto
Sofro os desencantos.

Voltas eu te preciso...

Estou sensível a te esperar
Em meus olhos lágrimas a rolar
São tuas minhas loucas formas de amar
Minhas mãos precisam te acariciar
Transporta minh’alma quero te gestar.

Meu único desejo
Meu viril mancebo
No ventre eu concebo
Meu anjo Soberbo
Meu vinho que bebo.

Goretti Albuquerque.
 
17/05/2009 00:48:44 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Ja ouço teu canto
      _ Amado!_
Enamorei-me de ti
Minha boca te sorri.
      - Olha-me-   

Contemplo-te na janela

Desperta-me com tua serenata
Em teu cantar o teu amor retratas

            -Olha meu lencinho acenando-
            -Meu doce amado-

Agora sei de tua alma.

               Sentes todo    amor de tua amada
               Declamas anjo! Ja é alvorada.
                        -Beija-me-

De minha alcova eu te quero
Teu corpo eu espero
Extasiada por sentir teu amor.

Goretti Albuquerque

     
              
 
16/05/2009 20:25:10 :: MARIA PETRONILHO


Muito obrigada, amigo Cláudio, por teres tornado ainda melhor o que já era O Melhor da Web!

O meu poema de hoje é-te dedicado, com muito carinho.

Maria
 
14/05/2009 17:03:34 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Seqüelas no olhar.

Olhar marejado
Peito em mil pedaços
Tiraram seus passos
Progresso malvado
Roubou-lhe o roçado
Desfez seu traçado.

Com olhar já sombrio
No peito um vazio
Nem honra nem brio
Um homem arredio
Com alma tão fria
Vive em apatia.

Bom homem do campo
Não vês mais encantos
Convive com o pranto
Sufoca seu canto
Veste-se com o manto
Suplica a Deus Santo.

Em um triste dia
Veio a Ferrovia
Tudo a revelia
Terras e valias
E desapropria
Seu labor se ia.

Suas mãos calejadas
Contam sua história
Sementes plantadas
Desfeitas agora
Ventos com rajadas
Sua vida indo embora.

Guerreiro da lida
Sozinho está.
Pois sua querida
Bem longe andará
Não quis essa vida
Deixou de te amar.

Homem de valor
Rebento da dor
Usina de amor.
Por ali ficou
Sua vida parou
Nunca mais amou.

Goretti Albuquerque


 
14/05/2009 11:31:41 :: JANSEN LUIS PORFIRIO FARIAS


POR DENTRO

Cansei de sorrir, se choro por dentro;
Cansei de falar do amor que eu não tenho
Pra mi fazer sorri, olhando nos olhos;
Pa mi fazer sorri, cadê? Eu imploro!
Quero chora, mas as lagrimas secaram;
Quero grita, mas as vozes se calam;
No meu interior, á um silêncio solitário;
Meu mundinho fechado, acuado, assustado;
No canto escuro da dor, seja vc quem for,
Me de a sua mão; tira-me daqui.
Me da uma chance, preciso sorrir.
Assim, como uma criança inocente, dá gargalhada;
Não esse homem carente, afogado em lagrimas.
Respiro fundo, mas o vazio continua;
Vai entende as estrelas e a lua.
Ser pequeno com seu próprio brilho, e morrer incandescendo;
Ou se destacar, refletindo o brilho dos outros e continuar vivendo.
Quero respostas, quem se importa,
Tudo da em nada no final da historia.
Só restaram lembranças, são as heranças,
Que tenho que carrega comigo.
Fui obrigado a telas desde menino;
Cansei de telas, mas continuam me perseguindo;
Quero dividi-las, mais elas só somam, nunca vão subtraindo.
Duro caminho, meus pés estão sangrando, meu coração esta sangrando;
Meu corpo esta sangrando, mas continuo caminhando,
Não consigo parar, mesmo sem saber onde vou chegar;
Quero respostas, quem se importa;
Se tudo dá em nada nessa trajetória.
Se a um vencedor, á um derrotado;
Eu sou o centro da balança que pende pros dois lados.
Quero mi vencer, mas sempre perco pra mim mesmo;
Quero ser derrotado por tudo que vivi vencendo,
Cansei de ser forte, cansei de ter força, de carrega nas costas;
Todo esse peso, toda essa vida que mi sufoca, vou por pra fora,
Como? Se á um imenso vazio aqui dentro,
Tem alguém ai? Pra ouvi o que estou dizendo.
Minha voz ecoa dentro de mim,
Sou só eu,
sou só eu enfim,

 
12/05/2009 02:39:50 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Sentimento Poético.

O Poeta ama com real Grandeza
Lágrima em um texto encontrou beleza
Na sofreguidão, põe seu coração transpira Nobreza.
Vem à narrativa e o poeta chora com tal sutileza
Em contexto pleno o poeta joga sua singeleza,
Um relato e pronto, alegria ou pranto, em sua realeza.

O poeta chora, com a narrativa, pura comoção
Já sorri com tramas, amenos e brandos canta o coração.
Seu olho d’alma vislumbra a poesia com muita emoção.
Ama por tabela, chora o conteúdo, com sofreguidão.
Pobres dos poetas postam os sentimentos, todos em suas mãos.
Amarás pra sempre, sorrirás em lágrimas, dores da canção.

Pétalas    contidas
No dizer sentido
No sentir sofrido
Dores emitidas
Sente-se envolvido
Nos versos vividos.

O poeta ama, flui a emoção
De um texto que passa tanta comoção
De dor e alegria, mesmo em ficção.
Puro sentimento vem por provação
Pobre do poeta rasga o coração
Sentimentos nobres, pura devoção.

Gotejo de rosas, sorrisos chorosos, lágrimas em prosas...
Bela trajetória, um querer comporta
Em um coração...
Do poeta honroso, do amar zeloso, com tanta emoção.
Lindo amor fraterno, seu peito entrega numa doação.

Goretti Albuquerque.


 
12/05/2009 02:34:47 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Como é isso AÍ?

Salões reluzentes
Rostos contundentes
Com trajes decentes
Pensam em si somente
Tais inconseqüentes.

Colarinho Branco... Diz AÍ.
Você do Planalto, como é isso AÍ?
Falta pão na tua mesa... Diz AÍ,
Rodízios de Pizza... Conta AÍ.
Nossa Gente humilde morre por aqui.

Farras e Orgias... Pode tudo AÍ
Aliciar crianças em suas festanças, por AÍ,
Usar nosso voto, mentir em Plenário... Pode tudo AÍ.
Enquanto nas ruas, mães se prostituem... Por aqui,
Crianças trocadas pelo mantimento vêem logo ali.

Enquanto na “GRANJA” tudo é corrompido
Os anões são grandes de bolsos compridos;
Dólar na cueca abafa o “sofrido”
Um bom “Mensalinho” é distribuído.
Pro pobre doente falta o comprimido
Desfalece ao chão, morto combalido.


A tal “Mala Preta”, cheia de dinheiro
Careca se safa como em nevoeiro
Corjas de safados são uns baderneiros
Políticos do mal, banqueiros, doleiros,
Devolvam o “País”, seus arruaceiros.

Goretti Albuquerque.



 

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