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19/05/2009 17:08:00 :: VANESSA RODRIGUES


RAZÃO DO MEU SORRISO

Tens o brilho do mar eterno sereno no olhar,
Tens a força da correnteza tua natureza é me navegar,
És um pedaço pequeno dos sonhos que desejei,
Realização da minha alma amor perfeito te entreguei.

És uma parte de mim na tua veia meu sangue corre,
Ensinar o que aprendi minha missão plantar tua sorte,
Redescobrir minha força e lutar por tua vida,
Recolher meus medos e consagrar cada despedida.

És uma ferida latente em minha alma,
Uma eterna saudade que me acalma,
És o melhor de mim razão do meu sorriso,
És minha própria fé eu moro em ti meu filho...

(Vanessa Rodrigues)
 
19/05/2009 09:01:03 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Moça bonita na Roda.

A lua nasceu formosa
A moça como uma flor
Rapaz pra sonhar com a rosa
Tem que provar seu valor
Não vale ter boa prosa
Vai fincar pé no labor.

Moça bonita na roda
Faz suspirar corações
Veste-se toda na moda
Com feitiço e inspirações
Seu olhar logo incomoda
Provocando furacões.

Donzela cheirando amor
Tem nos olhos sedução
Seu andar provoca a dor
Desde o jovem ao ancião
Nos lábios tens o sabor
Com cheirinho de melão.

Pobre rapaz descontrola
Querendo a linda donzela
Seu coração feito bola
Bate apanha nas mazelas
Seu mundo todo se enrola
Mil loucuras faz por ela.

Menina, mulher cheirosa
Tens um sorriso dengoso
Requebra os quadris com graça
Teu olhar é uma ameaça
Dispara amor a distância
Teu corpo    a melhor fragrância.

Goretti Albuquerque.
 
18/05/2009 22:21:39 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Vestidinho de Organza.         

De bolinhas coloridas
Era um vestidinho meu
Feito pela minha mãe
Que graciosa fiquei
Marcou pra sempre um alguém
Que em sonhos eu amei.

Como me lembro dos tempos
Das brincadeiras de infância
De Ciranda Cirandinha
Que bons tempos de criança
Tinha que passar o anel
Guardo uma doce lembrança
.
Dancei valsas e boleros
Tinha trejeitos pra dança
Com vestidinho de organza
Eu bailava com elegância
Eu era uma bailarina
Mulher, menina, criança.

Agitos no fim da aula
Todos corriam sem parar
Pro “Rio da Madrinha Rosa”
Pegar um bronze e nadar
No “Poço da Juventude”
Nossa prainha sem par.

Meu amor de adolescente
Que meu vestidinho amou
Foi embora de repente
O mundo pra mim parou.
Mais    bem dentro de nossas mentes
Essa magia ficou.

MARIA GORETT ALBUQUERQUE


 
18/05/2009 14:48:09 :: GORETTI ALBUQUERQUE


A MADRINHA “GERALDINHA”

De você, minha madrinha.
Guardo bastantes lembranças
Desde os tempos de criança
Com minha mãe sempre eu ia
Em sua casa acolhedora
Cheia de amor e alegria.

Seus filhos ainda pequenos
E seu esposo amoroso
Acolhia quem passava
Desde o mendigo ao vaqueiro
Doces, licor cajuína.
Serviam ao forasteiro.

Aprendi a te amar
Quando ainda era a magrela
Sempre o amor me puxava
Pra aquela casa singela
Tinham mais casas ao redor
Mais de todas, era a mais bela!

Hoje voltei ao lugar
Que guardei no coração
Encontrei você “Madrinha”
Com carinho e emoção
Com tantas lutas e sofrer
Teu viver é uma canção.

Eu sei “Querida Madrinha”
Um pouco de o teu sofrer
Por uma fatalidade
Encontraste o padecer
Gente ruim e maldosa
Mexeram com o teu viver.

Mais o “Deus Onipotente”
Nunca se esquece de ti
Deu-te filhos valorosos
Todos muitos corajosos
São anjos que “Deus” te deu
Protegem-te e são zelosos.

Minha Madrinha Querida
Teu nome é “Geraldinha”.
Como as estrelas no Céu
Deus te conhece por nome
Em uma Pia Batismal
Deu-te teu nome, Madrinha.

Em qualquer lugar do mundo
Vou me lembrar de você
Da casa feliz e cheia
Onde a família unida
Amam-te que nem Rainha
Eu também, minha    “madrinha!


MARIA GORETTI ALBUQUERQUE.

 
18/05/2009 02:05:45 :: RAFAEL MATOS


Cotidiano (poesia - social)

Período de chuvas nas grandes cidades brasileiras.
me pego pensando nas pessoas que vivem em condições precárias.

Nas pessoas que moram em áreas de risco e nas favelas,
espalhadas por essas cidades,
elas já se acostumaram a ver seus sonhos,
construídos com tanta luta,
irem embora rapidamente, tão rápido, que são obrigadas a ficar imóveis,
assistindo aquela cena lastimável.

Em um momento desses, não tem como conter o sentimento de tristeza e decepção,
as lágrimas brotam no rosto como a enxurrada que acabou com o sonho desses esquecidos.
 
17/05/2009 22:33:41 :: WILSON CARLOS ROBERTO


Palavras.


Vim aqui para aprender
a magia de poetar.
O bailado das palavras
é o meu eterno amar.
 
17/05/2009 17:25:43 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Amantes do “CAIS."

Soam melodias
Seus versos no “Cais”
Um querer que um dia
Torcido em cizáis,
Funde-se em centelhas
Estrela Grandeza!

No brilho da Lua
Nas ondas do Mar
Juras perpetuam
Num canto de Amar
Dois corpos em um
De jeito incomum.

Redundam no espaço
Gracejos constantes
Suas mãos em traços
Poemas de Amantes
Compondo “Brilhantes”
De forma ofuscante.

Dois “Seres” gestando
Emoções sem par
Versejam gritando
Seu jeito de amar,
São “Luxo e Beleza”
Com tal Realeza.

O Céu é o limite
O amor te permite
Busca tua amada
Menina lembrada
Já todos se foram
Restam dois amores.

O Lírio não SABE?
A Flor diz que SABE
Na linda querência
São Por Eminência
Partículas de vidas
Em glórias sentidas.

Tamanha ousadia
E simplicidade
Na simples poesia
Exponho Humildade.
Casal “Mais Além”
Saúdo-vos com “AMÉM”
No “CÁIS” da verdade.

Goretti Albuquerque.
 
17/05/2009 17:19:54 :: GORETTI ALBUQUERQUE


A Árvore Centenária.

Tamarineiro velhinho
Sabes tudo do meu Ser
Desde ainda pequenina
Sonhava um dia eu poder
Subir lá bem nas pontinhas
Dos galhos e os frutos comer.

Crescendo sempre a seu lado
Eu contemplava a beleza
Os sussurros dos amados
Juras de amor com certeza.
Tua copa era o bailado
Mais belo da Natureza.

Com folhas bem pequeninas
De tronco resplendoroso
Os frutos ainda azedinhos
Era um banquete gostoso.
Quando chegava a noitinha
Era um tremendo alvoroço.

Sendo a árvore do amor
Por abrigar os casais
Quanta lágrima de dor
Ou términos de amor fatais.
Muita lembrança guardou
Carinhos bem sensuais.

Na praça central estás
Fraquinho já Centenário
Mais como eu segue atrás
De alguém que se compraz
Dando vida a pouca vida
Abraços de amor e paz.

Bem sei meu Tamarineiro
Sentes falta do carinho
Da festa do Padroeiro
Tantos fiéis a caminho
Tu és o lindo sombreiro
Um beijo! “TAMARINEIRO!”

Goretti Albuquerque.


 
17/05/2009 14:24:40 :: MAYKON ALVES LOPES
Ola usuario desse espaço literário, acabei de publicar um texto meu espero que gostem, se tiverem gostado recomendo que leiam os outros que eu publique no www.recantodasletras.com.br outro ótimo site para divulgação de textos. um grande abraço a todos.
 
17/05/2009 11:25:23 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Anjinho Imortal

Menino de Rua
Anjo em pele Nua
Nos guetos sem Lua
Tua vida é tão Crua.

Logo de pequeno
Conheceste a dor
Provaste o veneno
Sonhavas com o amor.

Teus olhos opacos
Dizem tua História
Dores em seus passos
E em sua memória.

Vives o abandono
De uma guerra fria
Nem vês o outono
A névoa é teu dia.

Inocência de sonhos
Roubaram ao nascer
Vagueias tristonho
Face do “Sofrer! ’

Cama de cimento
Coberto em jornal
Teu pão bolorento
Sustento imoral
No Céu tens alento
Anjinho Imortal!

Goretti Albuquerque.


 

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