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Cláudio Joaquim


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04/06/2009 19:37:27 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Nordeste... Do cabra da peste.

Sinto lembranças lá do calor do meu Nordeste
Dos galhos secos das caatingas entre os ciprestes
Das serenatas da flor silvestre do meu agreste
Do assum preto, mandacaru e cabras da peste.

Um triste hino cantam as mulheres
Em romaria pedindo chuvas, nada interfere
Enfrentam a vida até na morte são uns “Alferes”
Seu tudo é nada fome e poeira, seu mundo fere.

Gente valente sempre contente
Nas tempestades clamam bondades
Com seus rosários e seus hinários
Rogam a Deus por filhos seus.

Alegre é o canto do homem do campo
Chapéu de palha vai com sua tralha
Pro seu roçado já veio à seca, tudo acabado.
Em Deus espera logo vem chuva sua dor supera.

Clima contrário rompeu barragens vem seu calvário
Perdem lavouras, casas e família quanta ironia...
De olhos marejados mãos calejadas sofrem calados
E numa prece olham pros Céus, não esmorecem.

Brilho nos olhos olha seus filhos são seus abrolhos
Com dois gravetos formam fogueiras vão do se jeito.
País tão belo olhe o Nordeste, povo singelo!
Gente sofrida sorri da lida, cabeça erguida.

Sou esse povo que recomeça tudo de novo
Mesmo sabendo de altos e baixos vão se erguendo
Meu coração guarda esse cheiro dos meus irmãos
Daqui de longe corre uma lágrima já me consome.

Nesse soneto
Não quero rimas
Mais lhe prometo
Tem muitas sinas
Vou ver se inverto
Faço um enxerto
Saio das rimas.

Goretti Albuquerque.


 
03/06/2009 20:22:46 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Não quero mais te Amar.

Hoje só falarei das flechas em mim fincadas
Pobre Cupido seu posto foi tirado
Não soube unir o amor designado
Somente as flechas foram disparadas.

Andei sentindo dor do que não mais existe
Rolam na face lágrimas de saudades
Tudo findou mais esse amor persiste
Acalentar sonhos de insanidades.


É que por todo o caminho eu te busquei
Entre soluços retidos em um riso falso
Até o meu novo semblante eu moldei
Estou precisando remontar meu traço.

Era você meu Céu, meu sol, meu Mar!
Diante esse fim eu não mais tentarei
Por mais que o choro venha a me abalar
Não quero voltas e nem mais te amar.

Meu sorriso desbotado de Monaliza é por você
A mente alvejada de tristeza sou eu
Mais é minha a força e a tentativa de sobreviver
Em um mundo novo buscarei meu “Eu”.

Sou palafita a meio à uma torrente
Tentando me conter do desencanto eu vivo
Mais sou valente seguirei em frente
Hei de esquecer-te amado intempestivo.

Bem lá ao fundo do oceano guardarei as dores
Tal qual ondas gigantes quebrando acalmarão.
Deixando esse poema para os trovadores
Quem sabe se algum dia, a dor vire “Canção!”

Goretti Albuquerque.






 
03/06/2009 15:56:53 :: LOURDES NEVES CÚRCIO


                     GAIVOTA

Pudera eu cruzar o céu qual gaivota
Voar livre por todo esse imenso mar
Ver o reflexo do sol sobre essas águas
Pelo vento incerto me deixar levar!

Sem destino certamente eu voaria
Tendo o azul do céu e o mar como limite
Por uma aura de paz eu me envolveria
Para trás todo o lamento eu deixaria!

Pudera eu então de vez desvencilhar-me
De tudo aquilo que extenua o meu ser
Bater as asas num gesto de liberdade
Extravasar num grito a dor e a saudade!

Gaivota, com você quero voar
Bailar ao ritmo das ondas desse mar
Imitar a tua graciosidade
Desfrutar de toda a tua liberdade!

Ave marinha, eu teria a singeleza
Da cor branca que envolve tua plumagem
E ao pousar na areia eu adormeceria
Agraciada pela emoção da viagem!

Gaivota, abriga-me em tuas asas
Quero viver esse momento alucinante
Aventurar-me nesse azul exuberante
E contigo voar para bem distante!
 
03/06/2009 07:03:53 :: JOSÉ APRÍGIO DA SILVA.


*** SEXTILHA DA VIDA (Em treze sílabas) ***

A vida tem os elos da mesma corrente
Fuja dos empecilhos, seja consciente.
Lembre que você é um cara paciente
Sua alma é de Deus, você é um crente.
Seus amigos desejam vê-lo sorridente
Ore temos em Deus o nosso confidente...

Comentário meu:

Sextilha da vida em 13 sílabas, não me pergunta se isso é correto, pois, eu não sei responder, posso dizer que são seis versos com treze silabas cada um, rimam nos seis versos com a terminação “ente” considerei a palavra “Deus” uma silaba só e a palavra “seus”, fiquei na dúvida com a palavra os poetas do recanto e demais site que participo.

José Aprígio da Silva.
“Lorde dos Acrósticos”
Águas Lindas de Goiás/GO
Terça-feira – 2009/06/02 – 01h40
 
02/06/2009 17:00:27 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Lírio do Campo.

Vem de mansinho
Não tenho pressa
Com teu denguinho
Já me arremessas.

Teu corpo é leito
Magia e encanto
Vem pro meu peito
Meu acalanto.

Tudo é pureza
Doce paixão
Anjo Nobreza
Linda canção.

Lírio do Campo
Sorri pra mim
Serei teu canto
Sou tua enfim.

Olhos ardentes
Alma divina
Amor latente
Sou tua menina.

Na madrugada
Fusões perfeitas
Sou tua amada
Entre as eleitas.

Goretti Albuquerque.
 
02/06/2009 16:53:23 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Somos Prometidos.

Metade de mim
Vem somar comigo
Sou o amor sem fim
Viverei contigo.

Nada é mais bonito
Do que o nosso amor
Temos o infinito
E um amor em flor.

Sedução no olhar
Doçura em vida
Delícia é te amar
Sou tua querida.

Beija-me de um jeito
Tira-me o ar
Cola-me em teu peito
Louco a me amar.

Promessas partidas
Marcou meu viver
Parte de uma vida
Tentei te esquecer.

Então o destino
Uniu novamente
O amor de menino
Entre dois viventes.

Somos inocentes
Somos vagabundos
Somos tão carentes
Somos de outro mundo.

Goretti Albuquerque.

 
02/06/2009 16:45:00 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Silêncio dos Amantes.

Ainda eu não era
Tu já eras meu
Depois sendo a bela
Meu amor foi teu.

Antes da chegada
Encontrei saída
Sendo tua amada
Antes de uma vida.

No amanhã sou luz
À noite a saudade
Teu beijo me induz
A mais tenra idade.

Lágrimas caindo
Corpos amassados
Amor se esvaindo
Beijos tresloucados.

Mãos que acariciam
Olhos fulminantes
Vidas se iniciam
No toque de amantes.

Meu anjo me escuta
Ouves meu dizer
Teu jeito me insulta
Sou teu bem querer.

Amor não comum
Amor de valor
Que jeito incomum
Tem o nosso amor.

Sentes meu calor
Diz que sentes dor
Beija-me com ardor
Mata-me de amor!

Goretti Albuquerque.
 
02/06/2009 09:39:24 :: Godinho@Godinho
  
DEGRADAÇÃO DA ESPÉCIE

O mar engole aos milhares
Aviões explodem nos ares
Mosquitos esquisitos
Levam doenças aos lares

Pedras que viram água
Águas que viram pedra
Homem perdendo o valor
Sangue virando moeda

Ventos,sol,tempestades
Vem e arrasam cidades
Crianças nascem sem tempo
Velhos encurtam a idade

Toda a água do planeta
Já está comprometida
O ódio excita a violência
Falência múltipla da vida

Vidas que pedem comida
Respiram se contaminando
Assistem a despedida
O sopro da vida acabando

A lua rejeita a visita
O sol queima e envelhece
O mar a ressaca vomita
Terremotos a terra extremesse

O vento trás o tormento
O ar corroe,apodrece
A terra ventre das sementes
Sepulta suas espécies

O homem maior culpado
Insiste acabar com a terra
A ira inspirou a violência
A ganância gerou a guerra

Tudo isso é um alerta
Para a degradação da espécie
Tudo foi Deus quem criou
Pena que o homem esquece

Mas ainda não é o fim
Deus renova o que consomem
A criança que nasce é a prova
“Que ainda há esperanças no homem”


by:Godinho@Godinho


 
01/06/2009 19:11:57 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Serei teus... Versos!

Venha para ficar...
Prometo que nunca deixarei
De te amar!

Preciso contigo estar...
E dividir contigo o brilho
Do meu olhar!

Quero-te assim...
Ardente e infiel tal qual
É o meu mundo!

Sei que o querer...
Também é divisão do amor
E assim te quero!

Em versos posso...
Ser sua musa sua Dulcinéia!
Em delírios eu sou!

Criar é ter um Universo a conspirar no peito...
É ter por ninho o berço de um poeta
É adorar um luar!

Antes que o Mar bravio...
Leve minhas ilusões de amante
Abraça-me Oh Amado!

Constelações são solos dos Poetas...
Onde um Ser lindo escreve, chora e ama
Beija-me! Serei teu verso!

Os anjos algum dia dirão...
Que o “Grão de Areia encontrou sua Estrela!”
Então serei o que sobrou dos “Dois!”

Goretti Albuquerque.


 
01/06/2009 16:14:52 :: LOURDES NEVES CÚRCIO



   A ESTAÇÃO DO AMOR

Nasce enfim a primavera!
Doce império das verbenas,
Azaléias, açucenas
Petúnias, rosas, tulipas...
Violetas, acácias, camélias...
Sempre-vivas e bromélias.
Renasce enfim a esperança!
O meu ser se faz criança
No canteiro surgem flores...
No peito brotam amores!
É tempo de ternas floradas
De almas enamoradas
De suspiros e delírios
De cravos, miosótis e lírios
Ornamentando os jardins,
Num gesto de preito e louvor
À eterna estação do amor!
Há orquídeas e jasmins
Crisântemos e papoulas
Hortênsias e copos-de-leite
Gerânios e margaridas
Que dão cor e encanto à vida,
Contentamento e deleite!
Que tornam o ar puro, fragrante...
E o coração saltitante
Sorrindo e fazendo festa,
Liberto da dor e do medo.
É a natureza em folguedos
Prelúdio de encanto e de cores...
Numa saudação modesta
À eterna estação das flores!

 

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