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Cláudio Joaquim


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09/06/2009 09:35:18 :: ADRIANO MIGUEL DA SILVA



Ressaca

Ressaca, tristonha ressaca...
O fígado em disfunção
De tal comemoração
Depois de toda fuzarca

A cabeça bem inchada
Hoje sem mais bebida
É tocar grande ferida
Lembrar de ex-namorada

Adoece de ficar quieto
A glicose escondida
Alivio da barriga
Hora de ficar esperto

Já passou a bebedeira
Põe aqui mais uma dose
Sentimento da overdose
Vamos deixar de besteira

Do uísque a caninha
O que anima velho barreiro
Sempre faz bom companheiro
Cerveja bem geladinha
 
09/06/2009 09:32:58 :: ADRIANO MIGUEL DA SILVA



Professor

Mestre sem valor
Universo de lunático
Ferramenta livro didático
Salvação o professor

História de muita luta
Transformação de aprendiz
Satisfação ao rabisco do giz
O segredo em uma gruta

Alma limpa e pura
Passos de herói
Fortaleza que não se destrói
Prazerosa aventura

Com nobreza se doar
Grande gesto o de ensinar
Irrisória remuneração
Sem ao menos casa própria
A quem diga hora imprópria
Algumas moedas para o pão

Ainda sim com elegância
Necessidade e amor
Eles a serem regados como flor
É cuidar de toda a infância
                                                                             
        
 
09/06/2009 09:29:43 :: ADRIANO MIGUEL DA SILVA



Pernambuco

Grito imortal
A sombra dos coqueirais
Pontes e manguezais
Fenômeno de carnaval

Sitio histórico e as ladeiras
As praias e o teatro
Artistas de fino trato
Caboclinhos e pitombeiras

Juninamente o são João
A noiva da quadrilha
Fogo no céu que brilha
E o perigo do balão

O matuto desengonçado
Estouro do bacamarte
Pernambucano a arte
Para ouvido aguçado

Verão de ano inteiro
Tudo em multicultura
Turismo a aventura
Em terra de bravo guerreiro

Leão do norte
Mestre Salustiano
Ou Suasuna o Ariano
Apologia a toda sorte

 
09/06/2009 09:24:27 :: ADRIANO MIGUEL DA SILVA




Paixão à primeira vista

No meu itinerário cotidiano
Um mágico momento
O teu olhar me fez parar no tempo
Não é nenhum engano

Tua pele teu jeito de falar
Melodia em tua voz
Porque o dia não pode ser mais veloz
Se existe um coração louco por se apaixonar

Explicação não tem
Talvez Flechada a primeira vista
Seria eu o bêbado ou equilibrista
Ou seria você o meu bem

Ao deitar-me procuro uma direção
Teu semblante me faz cair no sono
Esqueço de tudo que se refere ao abandono
Você o encaixe do meu coração

Pétalas de rosa em teus caminhos
Com toda certeza as vermelhas
Aonde a rainha das abelhas
Já mais verá espinhos
 
08/06/2009 22:39:11 :: GORETTI ALBUQUERQUE


O Caramujo Persistente.

Um caramujo perdido
Vive a se lamentar:
De seu viver escondido
Por andar a se arrastar.

Imaginando sua vida
Sua cadeia alimentar
Mais uma enchente sofrida
Tirou-lhe seu próprio lar.

Procurando pedra ou galhos
Onde possa se afirmar
Espera que o orvalho
Faça-o um pouco deslizar.

Coitado do caramujo
Só sente poeira e sol
Desidratado e bem sujo
Trilha em círculo o caracol.

Para rumos obscuros
O vento vai lhe levar
Pede o pobre caramujo
Um lago pra lhe salvar.

Já quase entregando os pontos
Ouviu um barulho intenso
Um aguaceiro imenso
Salvou-lhe como em um sonho.

Claro é imaginação
Mais dela nasce à canção
Nos corações dos poetas
Ideal, sonho e razão.

Goretti Albuquerque.




 
08/06/2009 22:37:54 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Esse é... “Meu FALAR!”

Onde habito
Não há espaços
Para conflitos
Não há vazios
Nem descompassos,
Apenas um amor Infinito.

Meu Planeta é sempre amor sem amargor
Aqui transbordam amor sem cor
Terra do Nunca, não mora a dor.
Almas suaves essência incolor
Corpos dormentes cheirando a flor
Amantes exaustos ao sol se por.

Mente borbulhante
Corpo delirante
Inspiro-me em instantes
Um peito ofegante
Desejo louco e instigante
Tal qual o de um sol escaldante.

Bem sei que posso em meus versos passar
O que de bom existe em meu pensar
Rasgo-me em tiras só pra ti mostrar
Como é possível um Ser Poeta Amar!
Digo o que sinto, não quero chocar
Mais se assim for, “esse é o meu FALAR!”

Morre o Poeta se preciso for
Pra conseguir em seus versos se impor
Escancarado livre do Pudor,
Seu fel é mel vendo o seu manto em cor.
Sua alma é livre, brilho e resplendor
Censuras morrem ao ressurgir do AMOR!

Goretti Albuquerque.




 
08/06/2009 21:29:35 :: GORETTI ALBUQUERQUE



Extraído de mim.

Sou consciente
Bem persistente
Vou sempre em frente
Vivo o presente
Sou luz freqüente
Intermitente.

Saio na rua
Entro na sua
Insana e nua
Alguém me autua.
Olho pra lua
Tão minha e tua.

Sou meu extrato
De fino trato
Sigo com tato
Mais sem recato,
Sou meu recado
Em desacato.

Lá da pobreza
Ganhei riqueza
Trouxe nobreza
Na singeleza
Trago beleza
Junto à franqueza.

Tal passarinho
Faço meu ninho
Devagarzinho
Vou com carinho
Pro meu cantinho
Feito um colinho.

Goretti Albuquerque.
 
08/06/2009 14:57:56 :: MELL GLITTER


ESCANDALOSAMENTE FELIZ

Não interprete-me mal
por essa minha vontade de viver a vida intensamente!
Mas é que nasci com essa gula de ser feliz
e esse meu desatino, é felicidade somente!

Eu sei que as vezes exagero e
acabo metendo os pés pelas mãos com minhas bobeiras...
Mas é esse vício de amar demais
que me sabota e me faz perder as estribeiras!

É complicado, eu sei,
mas esse meu jeito de ser,tá tatuado em mim...
E ainda que me chamem de louca,
posso garantir que sou bem feliz assim!

Desculpe-me ,somente,
pelas doses excessivas de liberdade que ouso fartar-me...
Mas é que não aprendi a viver de mãos dadas com as regras
e muito mal me sentiria se tentarem acorrentar-me!

Mas não desculparei-me por ser quem sou!
Ando de cabeça erguida com toda essa minha transparência.
Escandolosamente orgulhosa por este meu atrevimento
ser a marca registrada da minha essência!

(Mell Glitter)
 
08/06/2009 01:33:26 :: RAFAEL MATOS


# Você (poesia - amor)

Você para mim vale muito,
Você vale mais que ouro,
Vale mais que prata,
Vale mais que rubi,
E todas as milhares de pedras preciosas que possam existir,
Você me faz aplaudi-la a vida inteira com seu jeito de ser,
Você faz parte de mim em todos os sentidos,
Você merece mais que o mundo de presente,
Você é demais,
É a minha vida que está entregue em tuas mãos.
 
07/06/2009 09:54:26 :: LUCIENE LIMA PRADO


SONETO DA MANSIDÃO

Os mansos de coração são felizes,
Acompanha-os a doçura da paz;
Possuem a luz que nunca se desfaz,
Iluminando serenas marquises.

A mansidão é uma graça divina,
Um refrigério espiritual das almas,
Uma passagem sobre águas calmas
Atingindo a nascente cristalina.

Aos mansos as beatitudes pertencem,
São aqueles que qualquer agonia vencem,
Dormem tranquilamente um sono reto.

Bem-aventurados na eternidade,
Um contentamento em cumplicidade
Com Deus eterno, de afeição, repleto.

(Luciene Lima Prado)
 

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