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Cláudio Joaquim


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07/06/2009 01:06:12 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Vem para mim...


Sou tua voz, tua luz, teu olhar.
Preciso que o sol venha me banhar
À noite quero às estrelas a me acenar:
Quem sabe a magia da lua a me extasiar.

Quero ouvir a cascata rios e fontes
E todo teu segredo quero que me contes
Ainda que eu chore por algo que me desapontes
Contigo eu saltarei obstáculos e montes.

Vem pra mim no riso, no amor e na dor
Serei tua comparsa irás comigo pra onde eu for:
Entre suspiros de amor, versos irei compor
Em ressoar constante entenderás o amor.

Que de ti eu tenha sempre a mão que afaga
Meu coração é luz que jamais se apaga
Mesmo que finde e venha a dor que esmaga
Em meu olhar verás por lágrimas, a “paga.”

Santuário de sonhos e desejos
Serão pra ti todos os meus versejos
Em meu querer serás os meus ensejos
De tanto amar restarão meus bocejos.

Luz da amanhã estrela matutina
Cor do luar prateado que ilumina
Tal qual o mar o teu olhar fascina
Quero em teus braços ser tua menina.

Goretti Albuquerque.


 
07/06/2009 01:02:56 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Página a escrever...

Noite enluarada
Ciranda animada
Junto à meninada
Eu moça calada.

Infância comum
Nada    a acrescentar
Minh’alma incomum
Sonhando acertar.

Detalhes pequenos
Página a escrever
E eu querendo ao menos
Transpor meu viver.

Se o bem e mal existem
Pedregulhos vão surgindo
Mais o bem sempre supera
Bons caminhos vão se abrindo.

Lágrimas que ensinam
Regem um coração
Lapidam e refinam
Brota a emoção.

No passar dos anos
Na fresta eu fiquei
Modelando enganos
Bagagem eu ganhei.

Sempre peregrinos
Mais que vencedores
Somos tão meninos
Grandes lutadores.

Goretti Albuquerque.
 
05/06/2009 23:56:11 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Sou quem mais te adora...

De um olhar trigueiro
Tinha um andar faceiro
Um falar brejeiro
Com um jeito fagueiro.

De uma formosura
Encanto e candura
Suave doçura
Beleza e ternura.

Falava de amor
Do cheiro da flor
Do riso e da dor
Era um ator.

Olhava pro canto
Tinha olhar de pranto
Cobria com um manto
Sussurrava um canto.

Trazia no peito
Um amor eleito
Tinha em seu conceito
Seu amor perfeito.

Chorosa sua alma
Suplicava calma
Sempre com ressalva
Tristonho pensava.

Quis viver sua lida
De forma escolhida
Seu amor sua vida
Vida prometida.

Esse alguém sou eu
Pela vida afora
Corpo e mente seu
Sou quem mais te adora.

Goretti Albuquerque.
 
05/06/2009 23:52:09 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Palavras... Apenas.


Afirmo que já não te quero
Quando na verdade
Em sonhos te espero.
És minha saudade
Teu olhar venero
Na realidade
Amo-te e reitero
Minha lealdade.
Por vezes em momentos
Por forças estranhas
Bruscos sentimentos
Traz dores tamanhas;
Mais logo em seguida
Nossos corações
Acordam pra vida
Revivem emoções.
Olhares chorosos
Sorrisos manhosos
Um querer dengoso.
O sol já clareia
Sem o nosso amor
A lua vagueia
Sem nosso fulgor
De certa maneira
Estamos ligados
Pela vida inteira
É nosso legado.
Sou eu quem te adora
Quando estás na dor
Venha sem demora
Dar-te-ei amor;
Amor que um dia
Venceu mil barreiras
Forte e de valia.
De todas as maneiras
Venha me amar
Tornar-me teu Ser,
Faz-me delirar
Serei teu viver.

Goretti Albuquerque.








 
05/06/2009 16:16:42 :: LUCIENE LIMA PRADO


DA PERFEIÇÃO HUMANA

No silêncio acha-se perfeição humana.
O que não é dito nada contamina,
Torna-se o bem uma coisa tão fina,
Facilmente o sorriso do peito emana.

É perfeito o indivíduo que se cala.
No paraíso dos lábios fechados,
Os verdadeiros frutos coletados,
O silêncio que nutre o ser e o embala.

Vem, aproxima-te e nada me diz.
A fala desencanta e tudo denigre,
É feroz e mata tal qual um tigre.

Com poucas palavras se é feliz,
E, mais ainda, se nada pronuncia;
Pois assim, no mundo, a paz principia

(Luciene Lima Prado)
 
05/06/2009 15:38:35 :: LUCIENE LIMA PRADO


Quais são as novidades publicadas? Confira em:

http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_textos_autor.php?cdPoesia=29244&cdEscritor=1588&cdTipoPoesia=&TipoPoesia=&rdBusca=&tbTxBusca=

 
05/06/2009 13:31:32 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Um Alerta... ALERTA!!!



O que fizeram com nossas matas
Bela Floresta quem te devasta?
Por que te calas, velha Cascata?
Rouxinol triste parou seu canto
As borboletas voam em pranto
E o homem insano: Tirou seu manto.

Abraçada a ti faço um juramento
Junto ao teu coração chorar o seu lamento
Vejo teus galhos copados como um monumento
Por que te sugam te destroem assim dessa maneira?
Choro pelo canarinho, o beija-flor e também por ti.
Floresta escassa tão desfigurada sou o teu sentir.

Minh1alma entristecida se enluta na dor
Rios, afluentes, fontes e animais
Sou o teu grito nas horas fatais
Teu orvalhar expressa o teu clamor
Vil animal o homem e suas façanhas
Vai ter comigo e com minhas entranhas.

Quando criança cobria-me as tranças
Braços abertos a me guardar na sombra
Meus Piqueniques eu sentada em teu chão
A mesa posta os pássaros em canção
Saudade e sonhos minha árvore querida
Infância linda seiva de tua vida.

Quando chegarem os falsos lenhadores
Pranteia o orvalho demonstra tuas dores
Não percas nunca o manto de tuas cores
Luta e reage contra os opressores
Confiam em mim e em teus defensores
Amando iremos te render louvores.

Goretti Albuquerue.
 
04/06/2009 19:37:27 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Nordeste... Do cabra da peste.

Sinto lembranças lá do calor do meu Nordeste
Dos galhos secos das caatingas entre os ciprestes
Das serenatas da flor silvestre do meu agreste
Do assum preto, mandacaru e cabras da peste.

Um triste hino cantam as mulheres
Em romaria pedindo chuvas, nada interfere
Enfrentam a vida até na morte são uns “Alferes”
Seu tudo é nada fome e poeira, seu mundo fere.

Gente valente sempre contente
Nas tempestades clamam bondades
Com seus rosários e seus hinários
Rogam a Deus por filhos seus.

Alegre é o canto do homem do campo
Chapéu de palha vai com sua tralha
Pro seu roçado já veio à seca, tudo acabado.
Em Deus espera logo vem chuva sua dor supera.

Clima contrário rompeu barragens vem seu calvário
Perdem lavouras, casas e família quanta ironia...
De olhos marejados mãos calejadas sofrem calados
E numa prece olham pros Céus, não esmorecem.

Brilho nos olhos olha seus filhos são seus abrolhos
Com dois gravetos formam fogueiras vão do se jeito.
País tão belo olhe o Nordeste, povo singelo!
Gente sofrida sorri da lida, cabeça erguida.

Sou esse povo que recomeça tudo de novo
Mesmo sabendo de altos e baixos vão se erguendo
Meu coração guarda esse cheiro dos meus irmãos
Daqui de longe corre uma lágrima já me consome.

Nesse soneto
Não quero rimas
Mais lhe prometo
Tem muitas sinas
Vou ver se inverto
Faço um enxerto
Saio das rimas.

Goretti Albuquerque.


 
03/06/2009 20:22:46 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Não quero mais te Amar.

Hoje só falarei das flechas em mim fincadas
Pobre Cupido seu posto foi tirado
Não soube unir o amor designado
Somente as flechas foram disparadas.

Andei sentindo dor do que não mais existe
Rolam na face lágrimas de saudades
Tudo findou mais esse amor persiste
Acalentar sonhos de insanidades.


É que por todo o caminho eu te busquei
Entre soluços retidos em um riso falso
Até o meu novo semblante eu moldei
Estou precisando remontar meu traço.

Era você meu Céu, meu sol, meu Mar!
Diante esse fim eu não mais tentarei
Por mais que o choro venha a me abalar
Não quero voltas e nem mais te amar.

Meu sorriso desbotado de Monaliza é por você
A mente alvejada de tristeza sou eu
Mais é minha a força e a tentativa de sobreviver
Em um mundo novo buscarei meu “Eu”.

Sou palafita a meio à uma torrente
Tentando me conter do desencanto eu vivo
Mais sou valente seguirei em frente
Hei de esquecer-te amado intempestivo.

Bem lá ao fundo do oceano guardarei as dores
Tal qual ondas gigantes quebrando acalmarão.
Deixando esse poema para os trovadores
Quem sabe se algum dia, a dor vire “Canção!”

Goretti Albuquerque.






 
03/06/2009 15:56:53 :: LOURDES NEVES CÚRCIO


                     GAIVOTA

Pudera eu cruzar o céu qual gaivota
Voar livre por todo esse imenso mar
Ver o reflexo do sol sobre essas águas
Pelo vento incerto me deixar levar!

Sem destino certamente eu voaria
Tendo o azul do céu e o mar como limite
Por uma aura de paz eu me envolveria
Para trás todo o lamento eu deixaria!

Pudera eu então de vez desvencilhar-me
De tudo aquilo que extenua o meu ser
Bater as asas num gesto de liberdade
Extravasar num grito a dor e a saudade!

Gaivota, com você quero voar
Bailar ao ritmo das ondas desse mar
Imitar a tua graciosidade
Desfrutar de toda a tua liberdade!

Ave marinha, eu teria a singeleza
Da cor branca que envolve tua plumagem
E ao pousar na areia eu adormeceria
Agraciada pela emoção da viagem!

Gaivota, abriga-me em tuas asas
Quero viver esse momento alucinante
Aventurar-me nesse azul exuberante
E contigo voar para bem distante!
 

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