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Cláudio Joaquim


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09/06/2009 11:51:07 :: LUCIENE LIMA PRADO


BELA QUIETUDE

Hoje quero as nuvens e seus delírios,
As folhagens pelo chão e seus segredos.
Que me mostrem os altos rochedos,
O vento plácido que penteia os lírios.

Quero um lápis e uma folha amarelada,
Chávena de café com boa conversa.
A vida segue, não tenhamos pressa,
O que interessa é a paz e mais nada.

Admiremos as pedras deste lago,
Sua silhueta que na minha mão trago,
Arredondadas uniformemente.

Eu quero as nuvens que passam nas águas,
Que lá no céu se refletem sem mágoas,
E mais um pouco do seu olhar contente.

(Luciene Lima Prado)
 
09/06/2009 11:50:20 :: LUCIENE LIMA PRADO


DIÁRIO ABERTO

O que escrevo é suor,
Não sangue que ferve.
Suor da alma exausta
Que percorre o corpo.

Escrevo o simples esforço,
(Sem a trégua exangue)
Com alma que transpira,
Distante da morte.

Nas linhas, o suor;
Nas mãos, a ausência
Da lembrança tua,
Do primeiro rascunho...

(Luciene Lima Prado)
 
09/06/2009 11:49:22 :: LUCIENE LIMA PRADO


CANTEIRO DE GÉRBERAS

Serão minhas gérberas,
Amarelas, vermelhas,
Rosadas e brancas;
Meus mimos para promessas,
Disfarce das minhas olheiras
E da minha voz quebrada.

Gérberas amarelas, meu sol
Que reflete no canteiro;
Minha ausência sem desculpas.

Gérberas vermelhas, o sangue
Que corre minhas veias invisíveis;
Meu soluço secreto sob os telhados.

Gérberas rosadas, a pintura
Que remove minha incerta palidez;
Meu temor inconstante das frases frias.

Gérberas brancas, minha redenção
Ainda que passageira como a sombra;
Minha presença casual nas palavras alheias.

Serão minhas gérberas,
Meu sol, meu sangue,
Minha pintura e minha redenção;
Confidentes do que omiti,
Meus trajes ao alvorecer
E histórias para eu dormir.

(Luciene Lima Prado)
 
09/06/2009 10:16:43 :: GORETTI ALBUQUERQUE


O Meu Presente Divino.                     

Meu querido és minha vida
Te amo com emoção
Ainda quando mocinha
Acertaste-me o coração
Foi lindo puro e inocente
O nosso amor em canção.

A vida se encarregou
De mudar nossos instantes
A vida de cada um
Tomaram rumos distantes
Mais no coração guardamos
Nosso amor sempre constante.

O tempo passou depressa
Nenhum sinal nos chegava
Cada um com sua luta
Jamais nada esperávamos
Os nossos rastros na estrada
Sempre nos desencontravam.

A saudade do querido
Ficou em meu coração
Foi meu exemplo na vida
Uma eterna inspiração
Um dia ainda te faço
A minha revelação.

É o melhor em sinônimo
Que encontramos pra chamar
Como será esse encontro
Com meu “Gigante Menino”
Nos amamos de uma forma
Que só “Amor de Menino.”

GORETTI ALBUQUERQUE.
 
09/06/2009 09:35:18 :: ADRIANO MIGUEL DA SILVA



Ressaca

Ressaca, tristonha ressaca...
O fígado em disfunção
De tal comemoração
Depois de toda fuzarca

A cabeça bem inchada
Hoje sem mais bebida
É tocar grande ferida
Lembrar de ex-namorada

Adoece de ficar quieto
A glicose escondida
Alivio da barriga
Hora de ficar esperto

Já passou a bebedeira
Põe aqui mais uma dose
Sentimento da overdose
Vamos deixar de besteira

Do uísque a caninha
O que anima velho barreiro
Sempre faz bom companheiro
Cerveja bem geladinha
 
09/06/2009 09:32:58 :: ADRIANO MIGUEL DA SILVA



Professor

Mestre sem valor
Universo de lunático
Ferramenta livro didático
Salvação o professor

História de muita luta
Transformação de aprendiz
Satisfação ao rabisco do giz
O segredo em uma gruta

Alma limpa e pura
Passos de herói
Fortaleza que não se destrói
Prazerosa aventura

Com nobreza se doar
Grande gesto o de ensinar
Irrisória remuneração
Sem ao menos casa própria
A quem diga hora imprópria
Algumas moedas para o pão

Ainda sim com elegância
Necessidade e amor
Eles a serem regados como flor
É cuidar de toda a infância
                                                                             
        
 
09/06/2009 09:29:43 :: ADRIANO MIGUEL DA SILVA



Pernambuco

Grito imortal
A sombra dos coqueirais
Pontes e manguezais
Fenômeno de carnaval

Sitio histórico e as ladeiras
As praias e o teatro
Artistas de fino trato
Caboclinhos e pitombeiras

Juninamente o são João
A noiva da quadrilha
Fogo no céu que brilha
E o perigo do balão

O matuto desengonçado
Estouro do bacamarte
Pernambucano a arte
Para ouvido aguçado

Verão de ano inteiro
Tudo em multicultura
Turismo a aventura
Em terra de bravo guerreiro

Leão do norte
Mestre Salustiano
Ou Suasuna o Ariano
Apologia a toda sorte

 
09/06/2009 09:24:27 :: ADRIANO MIGUEL DA SILVA




Paixão à primeira vista

No meu itinerário cotidiano
Um mágico momento
O teu olhar me fez parar no tempo
Não é nenhum engano

Tua pele teu jeito de falar
Melodia em tua voz
Porque o dia não pode ser mais veloz
Se existe um coração louco por se apaixonar

Explicação não tem
Talvez Flechada a primeira vista
Seria eu o bêbado ou equilibrista
Ou seria você o meu bem

Ao deitar-me procuro uma direção
Teu semblante me faz cair no sono
Esqueço de tudo que se refere ao abandono
Você o encaixe do meu coração

Pétalas de rosa em teus caminhos
Com toda certeza as vermelhas
Aonde a rainha das abelhas
Já mais verá espinhos
 
08/06/2009 22:39:11 :: GORETTI ALBUQUERQUE


O Caramujo Persistente.

Um caramujo perdido
Vive a se lamentar:
De seu viver escondido
Por andar a se arrastar.

Imaginando sua vida
Sua cadeia alimentar
Mais uma enchente sofrida
Tirou-lhe seu próprio lar.

Procurando pedra ou galhos
Onde possa se afirmar
Espera que o orvalho
Faça-o um pouco deslizar.

Coitado do caramujo
Só sente poeira e sol
Desidratado e bem sujo
Trilha em círculo o caracol.

Para rumos obscuros
O vento vai lhe levar
Pede o pobre caramujo
Um lago pra lhe salvar.

Já quase entregando os pontos
Ouviu um barulho intenso
Um aguaceiro imenso
Salvou-lhe como em um sonho.

Claro é imaginação
Mais dela nasce à canção
Nos corações dos poetas
Ideal, sonho e razão.

Goretti Albuquerque.




 
08/06/2009 22:37:54 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Esse é... “Meu FALAR!”

Onde habito
Não há espaços
Para conflitos
Não há vazios
Nem descompassos,
Apenas um amor Infinito.

Meu Planeta é sempre amor sem amargor
Aqui transbordam amor sem cor
Terra do Nunca, não mora a dor.
Almas suaves essência incolor
Corpos dormentes cheirando a flor
Amantes exaustos ao sol se por.

Mente borbulhante
Corpo delirante
Inspiro-me em instantes
Um peito ofegante
Desejo louco e instigante
Tal qual o de um sol escaldante.

Bem sei que posso em meus versos passar
O que de bom existe em meu pensar
Rasgo-me em tiras só pra ti mostrar
Como é possível um Ser Poeta Amar!
Digo o que sinto, não quero chocar
Mais se assim for, “esse é o meu FALAR!”

Morre o Poeta se preciso for
Pra conseguir em seus versos se impor
Escancarado livre do Pudor,
Seu fel é mel vendo o seu manto em cor.
Sua alma é livre, brilho e resplendor
Censuras morrem ao ressurgir do AMOR!

Goretti Albuquerque.




 

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