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21/06/2009 12:53:53 :: LUCIENE LIMA PRADO


DO ABORTO

Um dos piores crimes, o aborto,
Deixa o vil assassino absorto;
Uma mãe que mata por vaidade,
Tendo no coração tanta maldade!

Não existem justificativas
Para essas atitudes altivas.
Aborto é humana decadência;
Da alma, grande deficiência.

Mas como continuar as rimas
Em meio à extrema crueza?
A vida é, desde a concepção, sagrada.
Por que matam, mães, seu próprio sangue?

(Luciene Lima Prado)

Texto relacionado: O DIÁRIO DE RENATA.
 
21/06/2009 12:52:12 :: LUCIENE LIMA PRADO


POBRES ANIMAIS CIRCENSES

Meus olhos fecham, meu coração chora
Por esses pobres animais de circo,
Indefesas criaturas em mãos humanas;
Homens vis, impiedosos, ambiciosos.

Animais que fazem o público delirar,
Mas vivem solitários na sua tristeza;
São explorados, feridos em sua dignidade
Por esses homens que não sabem amar.

O mundo se cala, não sente a dor
Que no olhar dos animais se faz mostrar;
Eu já não consigo suportar e choro
Por esses seres que Deus fez com amor.

(Luciene Lima Prado)
 
21/06/2009 12:51:05 :: LUCIENE LIMA PRADO


UMA LEVEZA DE AMOR

Não jure em vão,
Com teu amor breve,
Apenas me dê a mão.

Cala-te sob esse amor leve,
Que nesta noite, em canção,
Em meu peito ferve.

Há um quê de verve,
Neste amor sem refrão;   
Mesmo pouco, nos serve.

Amor que não tem imensidão,
Vem devagar como neve,
Vai embora sem ilusão.

(Luciene Lima Prado)
 
21/06/2009 12:46:35 :: LUCIENE LIMA PRADO


TODA POESIA (Soneto)

Hoje, entreguei-me toda à poesia;
Vesti-me de capricho, sonho e versos,
Despi-me de desejos controversos,
Como tempos atrás eu não fazia.

Vestida de poesia, fui para a Lua,
Pelos longos degraus de mil palavras;
E lá, soberano, tu te encontravas;
Inteiro, no astro-prata que flutua.

Poesia sou, assim, imergida em excessos;
Rodeada de um caminho-fantasia,
Nada e nada mais eu desejaria.

À medida que o belo se acentua,
Eu sinto a evolução que eu teu seio travas;
Eu, poesia, vejo em ti versos e salvas.

(Luciene Lima Prado)
 
21/06/2009 12:39:01 :: LUCIENE LIMA PRADO


O QUE SÃO JURAS DE AMOR (Rondel)

Juras de amor: desvario,
Ânsia de se unir a alguém.
No fundo, um medo arredio;
Mera confiança, sem “Amém”!

Medo de ficar sem ninguém,
Morrer de amores no vazio.
Juras de amor: desvario,
Ânsia de se unir a alguém.

Amor: algo escorregadio
A nos fazer dele refém,
Ora tão só, ora no cio;
São por mal ou por bem,
Juras de amor: desvario.

(Luciene Lima Prado)
 
21/06/2009 12:37:51 :: LUCIENE LIMA PRADO


DAS ESTRELAS

Fácil admirar estrelas,
Fácil admirá-las à distância;
O que está longe não tem defeitos.

De perto, a beleza é menor;
Há uma hostilidade que queima,
Uma verdade nada agradável.

É admirável o que não se pode tocar,
O mistério é o que cativa
E fascina a consciência.

Estrelas: vê-las e não tocá-las;
Tocá-las é encanto quebrado,
É tristeza que não acaba.

(Luciene Lima Prado)
 
20/06/2009 16:11:26 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Desencontros.

Não me encontro em coisas vãs,
Estou presente no sol das manhãs.
Trago na face à cor rosada das maçãs,
A Lua cândida banha-me e faz-nos irmãs.

Sou melancólica em lampejos intensos
Logo em segundos sorrisos imensos
No desamor reflito os desencontros
Refino o amor então apronto e me encontro.

Por vezes me consumo vivendo a razão,
Quando tudo é feio e lixo para a Nação:
Isolo e esqueço o amor “Homem Mulher”
Quando gestante estou da Flor do Mal Me Quer.

Nesse passinho vou longe em meu jeito
Não muito eu posso mais deixo o meu feito,
Choro e reflito a dor dos mais aflitos
Preciso amar meus irmãos em conflitos.

Trago comigo a missão de uma lida
De amar o bem repassando Pra vida
No olhar deixar a chave da igualdade,
Poder dizer: Amo-Te sem maldade.

Mais outra parte de mim camufla a leoa
Sou uma amante pura,    louca e sem proa.
Um Tsunami minha pele entoa
Em desencontros a canção que ecoa!

Goretti Albuquerque.







 
20/06/2009 02:02:39 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Por onde eu for...

Eu quero...
Levar sempre o carinho e,
Amor...
Por onde eu for.
Deixar um abraço bem,
Apertado...
Para quem estiver contristado.
Beijar...
As mãos do idoso que,
Está...
Cabisbaixo com olhar    choroso.
Falar...
Palavras de esperança a,
Alguém...
Na porta de um asilo sentado, por não ter sido respeitado.
Cantar...
Que a vida é bonita e,
Dizer...
Olhem em meu coração e insistam em viver.
Chorar...
Por alguém que partiu e,
A criança...
Ficou sem rumo e,
Sem esperança.
Olhar...
A mulher tão vazia e,
Abandonada...
Sem ter nem mesmo um lar, desamparada.
Quero...
Amar no abandono as,
Pessoas...
Ultrajadas vivendo seus desenganos.
Doar...
Minha vida se precisa for,
A um Ser...
Que na vida não soube nem conheceu o amor.

Goretti Albuquerque.
 
19/06/2009 19:57:17 :: GORETTI ALBUQUERQUE


A Flor do Alto. ( a tia Maria.)

Flor do amor entre o roçado
Sorriso em brilho feito um brocado
Toda beleza e viver honrado
Senhorinha linda do nariz arrebitado.

Maria! Virtude, exemplo, resignação.
Muitos foram os filhos, por ti gerados
Em meio a dores eras Canção,
Teus filhos foram abençoados.

Sempre deixando rastros de aplausos
Fogão de lenha água de poço
Mulher de fibra rompeu percalços
Os teus rebentos são teu esboço.

Já aos oitenta parece um anjo
Seus olhos negros perderam a luz.
Ligada a máquinas, “Anjo Arcanjo”
Semblante calmo nele ha Jesus!

Flor do Agreste lá do sertão
Do meu Nordeste Maria então
Florzinha aceite meu coração
Beijo tua face beijo tuas mãos!

Donzela valente chamo-te “Flor”.
Faz-me carinho me dás amor
És a menina cheirando a mato
Desde mocinha, a “Flor do Alto!”

Goretti Albuquerque.
 
17/06/2009 13:10:07 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Frescor de Menino.

Como eu desejaria está
Contigo em uma ilha e lá...
Como no Éden desnudos podermos ficar
Com a brisa doce em nosso ouvido a sussurrar
Insanos delírios de dois corpos a gritar,
Desejos tão presentes em nossa forma de amar.

Mais eis que surges vens a mim como um vulto
Em minha alcova em silêncio oculta
Na penumbra teu cheiro como em insultos
Meu sangue pulsa frenético e me culpo.
Por que será que eu não te sepulto?
Quando me tocas eu mais nada escuto.

Ainda temos frescor de menino
Somos tal qual um animal felino
Cheiro de amor, exalando e sentindo
O gosto doce aguça o nosso instinto
Teu bafejar deixa-me em desatinos
Aflora o gozo em um prazer infindo.

Roça teus lábios diz palavras tolas
Tal qual papel amassa-me feito folhas
Corações inflam feito uma bolha.
Infame dor que dilacera aos poucos,
Nossos hormônios mandam um som já rouco
Dois inocentes vagabundos loucos.

Goretti Albuquerque.

 

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