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21/06/2009 12:46:35 :: LUCIENE LIMA PRADO


TODA POESIA (Soneto)

Hoje, entreguei-me toda à poesia;
Vesti-me de capricho, sonho e versos,
Despi-me de desejos controversos,
Como tempos atrás eu não fazia.

Vestida de poesia, fui para a Lua,
Pelos longos degraus de mil palavras;
E lá, soberano, tu te encontravas;
Inteiro, no astro-prata que flutua.

Poesia sou, assim, imergida em excessos;
Rodeada de um caminho-fantasia,
Nada e nada mais eu desejaria.

À medida que o belo se acentua,
Eu sinto a evolução que eu teu seio travas;
Eu, poesia, vejo em ti versos e salvas.

(Luciene Lima Prado)
 
21/06/2009 12:39:01 :: LUCIENE LIMA PRADO


O QUE SÃO JURAS DE AMOR (Rondel)

Juras de amor: desvario,
Ânsia de se unir a alguém.
No fundo, um medo arredio;
Mera confiança, sem “Amém”!

Medo de ficar sem ninguém,
Morrer de amores no vazio.
Juras de amor: desvario,
Ânsia de se unir a alguém.

Amor: algo escorregadio
A nos fazer dele refém,
Ora tão só, ora no cio;
São por mal ou por bem,
Juras de amor: desvario.

(Luciene Lima Prado)
 
21/06/2009 12:37:51 :: LUCIENE LIMA PRADO


DAS ESTRELAS

Fácil admirar estrelas,
Fácil admirá-las à distância;
O que está longe não tem defeitos.

De perto, a beleza é menor;
Há uma hostilidade que queima,
Uma verdade nada agradável.

É admirável o que não se pode tocar,
O mistério é o que cativa
E fascina a consciência.

Estrelas: vê-las e não tocá-las;
Tocá-las é encanto quebrado,
É tristeza que não acaba.

(Luciene Lima Prado)
 
20/06/2009 16:11:26 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Desencontros.

Não me encontro em coisas vãs,
Estou presente no sol das manhãs.
Trago na face à cor rosada das maçãs,
A Lua cândida banha-me e faz-nos irmãs.

Sou melancólica em lampejos intensos
Logo em segundos sorrisos imensos
No desamor reflito os desencontros
Refino o amor então apronto e me encontro.

Por vezes me consumo vivendo a razão,
Quando tudo é feio e lixo para a Nação:
Isolo e esqueço o amor “Homem Mulher”
Quando gestante estou da Flor do Mal Me Quer.

Nesse passinho vou longe em meu jeito
Não muito eu posso mais deixo o meu feito,
Choro e reflito a dor dos mais aflitos
Preciso amar meus irmãos em conflitos.

Trago comigo a missão de uma lida
De amar o bem repassando Pra vida
No olhar deixar a chave da igualdade,
Poder dizer: Amo-Te sem maldade.

Mais outra parte de mim camufla a leoa
Sou uma amante pura,    louca e sem proa.
Um Tsunami minha pele entoa
Em desencontros a canção que ecoa!

Goretti Albuquerque.







 
20/06/2009 02:02:39 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Por onde eu for...

Eu quero...
Levar sempre o carinho e,
Amor...
Por onde eu for.
Deixar um abraço bem,
Apertado...
Para quem estiver contristado.
Beijar...
As mãos do idoso que,
Está...
Cabisbaixo com olhar    choroso.
Falar...
Palavras de esperança a,
Alguém...
Na porta de um asilo sentado, por não ter sido respeitado.
Cantar...
Que a vida é bonita e,
Dizer...
Olhem em meu coração e insistam em viver.
Chorar...
Por alguém que partiu e,
A criança...
Ficou sem rumo e,
Sem esperança.
Olhar...
A mulher tão vazia e,
Abandonada...
Sem ter nem mesmo um lar, desamparada.
Quero...
Amar no abandono as,
Pessoas...
Ultrajadas vivendo seus desenganos.
Doar...
Minha vida se precisa for,
A um Ser...
Que na vida não soube nem conheceu o amor.

Goretti Albuquerque.
 
19/06/2009 19:57:17 :: GORETTI ALBUQUERQUE


A Flor do Alto. ( a tia Maria.)

Flor do amor entre o roçado
Sorriso em brilho feito um brocado
Toda beleza e viver honrado
Senhorinha linda do nariz arrebitado.

Maria! Virtude, exemplo, resignação.
Muitos foram os filhos, por ti gerados
Em meio a dores eras Canção,
Teus filhos foram abençoados.

Sempre deixando rastros de aplausos
Fogão de lenha água de poço
Mulher de fibra rompeu percalços
Os teus rebentos são teu esboço.

Já aos oitenta parece um anjo
Seus olhos negros perderam a luz.
Ligada a máquinas, “Anjo Arcanjo”
Semblante calmo nele ha Jesus!

Flor do Agreste lá do sertão
Do meu Nordeste Maria então
Florzinha aceite meu coração
Beijo tua face beijo tuas mãos!

Donzela valente chamo-te “Flor”.
Faz-me carinho me dás amor
És a menina cheirando a mato
Desde mocinha, a “Flor do Alto!”

Goretti Albuquerque.
 
17/06/2009 13:10:07 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Frescor de Menino.

Como eu desejaria está
Contigo em uma ilha e lá...
Como no Éden desnudos podermos ficar
Com a brisa doce em nosso ouvido a sussurrar
Insanos delírios de dois corpos a gritar,
Desejos tão presentes em nossa forma de amar.

Mais eis que surges vens a mim como um vulto
Em minha alcova em silêncio oculta
Na penumbra teu cheiro como em insultos
Meu sangue pulsa frenético e me culpo.
Por que será que eu não te sepulto?
Quando me tocas eu mais nada escuto.

Ainda temos frescor de menino
Somos tal qual um animal felino
Cheiro de amor, exalando e sentindo
O gosto doce aguça o nosso instinto
Teu bafejar deixa-me em desatinos
Aflora o gozo em um prazer infindo.

Roça teus lábios diz palavras tolas
Tal qual papel amassa-me feito folhas
Corações inflam feito uma bolha.
Infame dor que dilacera aos poucos,
Nossos hormônios mandam um som já rouco
Dois inocentes vagabundos loucos.

Goretti Albuquerque.

 
15/06/2009 23:44:23 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Meu Talismã.

Quero teus braços a me enroscar
Tua voz de anjo a me ninar
Palavras tuas em um delirar
Todo desvelo de um olhar
No teu silêncio quero escutar
Coisas tão nossas, formas de amar.

Entrego a ti, meu sorriso e meu olhar
Acima da terra embaixo do mar
Perto longe ou em qualquer lugar.
És meu Talismã meu ar, meu sonhar,
Meu coração pulsa forte ao te imaginar
Meu corpo sente teu afagar.

Por vezes nem sinto meus pés no chão
Quando seguras a minha mão
E me amas assim feito um pagão
Lua, estrelas brilham como em uma canção
Os anjos tocam trombetas em adoração
O Céu se abre a contemplar nossa voraz paixão.

Serei pra ti um sorriso imortal
Em todo canto ou hora, eu hei de te amar
Na lágrima da saudade, te eternizarás
E quando juntos, desejo em hino entoará.
Como botões que no jardim do amor, se abrirá
Deus com carinho nos abençoará.

Amor infinito de grande bravura
Querer majestoso cheio de candura
Sabor de morango regado a doçura
Ninho aconchegante anjo de ternura
Amor do passado e de vidas futuras.

Goretti Albuquerque.
 
15/06/2009 22:18:00 :: DENILSON ALAYON DOS SANTOS


   CELEBRAREI

Se a luta aparecer de repente,

Eu celebrarei no altar do Senhor,

Se a tribulação intentar me parar,

Eu celebrarei com cânticos ao Senhor,

Se o pecado procurar me corromper,

Eu celebrarei a graça do Senhor,

Se a perseguição vier ao meu encontro,

Eu celebrarei para a glória do Senhor,

Se a dúvida tentar me confundir,

Eu celebrarei com fé ao Senhor,

Se a tempestade levantar no meu caminho,

Eu celebrarei a proteção do Senhor,

Se o inimigo avançar em minha direção,

Eu celebrarei a vitória do Senhor,

Se a aflição me pôr à prova,

Eu celebrarei com alegria ao Senhor,

Se o meu tempo acabar,

Eu celebrarei no trono do Senhor.
 
15/06/2009 16:50:45 :: ADRIANO MIGUEL DA SILVA




Mais um silva

Bem ao final de janeiro
Nascia aquele menino
A procura do destino
Mais um silva brasileiro

No fim dos anos setenta
Chegara o memento da luz
Hoje a vida o conduz
De pele morena e cinzenta

Entre seis é o quinto
Uma nasceu com pipio
Em mês de muito frio
E os outros nasceram com pinto

Logo no sexto ano
O momento da escola
Menino louco por bola
Magrinho em farrapo de pano

De timidez transparente
Quietinho no fundo da classe
Com medo que alguém lê falasse
Assustado com tanta gente

Já no tempo de ser quem ou o quê
Brincava-se de escolher e por quê!
Doutor, bombeiro...
Motorista ou jornaleiro

Porque não um professor
Nada disso minha gente
Quero ser é jogador
Igual ao melhor de todos
O rei, dádiva do nosso senhor.

Em pequeno sitio morava
Onde a terra dava fruto
Com ausência do luto
Lá a paz desabrochava

Lugarzinho aconchegante
Com pai de renda pequena
A tanta pele morena
Um coração de gigante

Dos manguezais o sustento tirava
A mãe rainha do lar
Sempre contente cantarolava
Brincadeira de sonhar

Já bem ditardizinha
Aquele guerreiro voltava
Nas costas ele trazia
A certeza do pão
Que a vida lhe oferecia

Em quintal de grande espaço
A rotina do garoto
Empinar pipa jogar bola
Com aquele sorriso maroto

Seria inevitável
A tal adolescência
Um pouco menos de riso
Ao começo da experiência

Em fim o primeiro passo
A aparência da evidencia
Jamais a palavra fracasso
Em cenário de sobrevivência

Entre o futebol e a escola
Difícil conciliação
Fez opção pela bola
Menino de pez no chão

No primeiro desafio
O garoto sentiu no peito
Um forte arrepio frio
Nascer pobre o defeito

A primeira chuteira
Situação interessante
Quase perde a estribeira
Que calçado deslumbrante

Hilária aquisição
Um peixinho de aquário
O tirou o pez do chão
Fazendo parte do cenário

Calçado de couro seco
De marca não muito famosa
Depois de certo concerto
Perfeita maravilhosa

Ao deixar com o sapateiro
Ansiedade inquietante
Mas ele queria o dinheiro
Situação desconfortante

A renda do pai era curta
Ainda sim estava ausente
Quando o tio salvou a pátria
Você merece este presente

Toda preta em muita graxa
Ele a fez de travesseiro
Pela manha tudo era graça
Aquele rico herdeiro

O rosto estava sujo
Bem sedo ao primeiro treino
Ainda meio confuso

Chegando a escolinha
Sentiu-se ainda menor
Conhecendo um coleginha
Que estava a seu redor
Com idade ali bem próxima
Mas de estatura maior

História bastante triste
De honestidade evidente
Muito amor a cada ente
Menino que sempre persiste

O professor, tal Mendonça...
Fino e educado
Valente como uma onça
Que passara o seu recado

Com ele frase de caçador
Mato cobra e a mostro morta
Não quero ser tolo sofredor
Que se escondi atrás da porta

Veio também o aprendizado
Ser homem de caráter
É sentir-se realizado

Notória desenvoltura
Daquele menino desgarrado
Futebol a aventura
Sentimento de um consagrado
A quem nasce de pele escura

Preconceitos à parte
Dos males o menor
Queria mostrar sua arte
Aos que estavam ao redor

Tempo que passa
Incalculável velocidade
Coração que não disfarça
A extrema ansiedade

Do anonimato da várzea
A um time profissional
O primeiro gol, de placa...
Fora de serie, fenomenal...

Fora do campo outro esporte
Na vida já a dois
A quem diga, loteria da sorte...
Sem deixar nada para depois

Com grande marcação serrada
Aguçado faro de artilheiro
Saudades da sua amada
Sentimento verdadeiro

A união que começara sedo
Entrou em desespero
Família discriminava
Aquela tal profissão
O chamavam de vagabundo
De Preto e fanfarrão

Sonho distanciado
Realidade em primeira instância
Coração dilacerado
Relatos de tamanha ignorância

Futebol virou lembrança
De mãos dadas a seguir
Caminhos de nova esperança
Mas forças a reunir

Agora o sonho, mas forte...
Viver por um grande amor
Contando com muita sorte
A regar a mais bela flor

A única do instinto pomar
Cicatrizou o coração
Em simples e sincero olhar
Vivendo intensa paixão

Nova trilha a percorrer
Já com o sol bem ao rosto
E o sublime amanhecer
Começara a viver com gosto

Então o primeiro emprego
Nenhuma maravilha
Mas chegara o sossego
Aquela pequena família

Como a fantasia
Findou-se aquele momento
Crise no amor
Com nada a contento

Ciúmes sem limite
Talvez um falso querer
Difícil que se acredite
A chegada do romper

Em meio à separação
Motivo de muita tristeza
Duas crianças perdidas
Ao começo de tanta dureza

No foco da turbulência
Descoberta assustadora
Cruel com aquela inocência
Enfermidade devastadora

Há filhinha dois anos faria
O filho ainda bem verdinho
Falava-se de alegria
Naquele pequeno ninho

Menina de nome Mayra
Menino macho João Victor
Ela que se internara
Em meio a todo comflito

Em trabalho noturno
Havia um revezamento
De dia era hospital
A noite chegara o tormento

Nada de concentração
A suplica era a Deus
Em pedido de perdão

Toda dor da agonia
Vendo a pequena criança
Entrando em cirurgia
De joelhos a esperança
De o sol raiar mais um dia

Ao final daquela tortura
O sorriso era constante
Lágrimas aquele doutor
Por uma vida já bem distante
A doce mayra acordou
Para um sonho chamado amor

Após a tempestade
Certamente a calmaria...
Mas uma forte realidade
Anunciada naquele dia

Sua filhinha querida
Ausentada de dar a luz
De joelhos mais uma vez
Porque senhor Jesus?

Ainda sim a emoção
Do milagre em evidencia
Agradecendo de coração
A condução da inocência

Hoje a cicatriz
De uma triste realidade
Que quase criou raiz
Em cenário de bondade

Separação consolidada
Rotina da revisão
A enfermidade curada
Leveza de um coração

Outros ares há respirar
Com vida que segue em luta
Prosperidades a conquistar
Tesouro escondido em gruta                      Adriano Miguel
 

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