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Cláudio Joaquim


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19/07/2009 18:04:49 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Autor(a) Goretti Albuquerque.


Há de ser bendita!

Há de ser bendita
A terra que o grão faz brotar!
Caboclo hermoso acredita:
Semeando tudo Da.

E bem lá em seu ranchinho
Alimentando os    meninos
Diz o bom homem franzino:
Semeando tudo Da.

Olhando o Céu agradece
Dedilhando sua viola
Louvando diz numa prece:
Semeando tudo Da.

Uma vaquinha de leite
Sua lavoura prospera
Lampiões fartos de azeite
Semeando tudo Da.

À noite junto à cabocla
Na redinha faz amor.
Seu pensamento entoa:
Semeando tudo Da.

Da na rua e da no mato
À noite corre o boato
Diz o matuto prosaico:
Semeando tudo Da.




 
19/07/2009 00:32:25 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Nas marras    da Fera!!!

Triste foi a terra
Que te viu crescer
Desventura e guerra
De um sobreviver.

Provou tuas dores
Viu murchar as flores
Teus sonhos e amores
Perderam suas cores.

Assistiu tua garra
E decepções
Viu também tuas marras
Buscando opções.

Sentiu teu lamento
Ainda na infância
Perde o encantamento
De um “Ser” criança.

Chorou teus valores
Tolidos tão cedo
Olhar de temores
Horrores e medos.

Triste foi a terra
Que ao longe ficou.
Desconhece a “Fera”
Coragem tão bela
Que em ti brotou.




Goretti Albuquerque.

 
18/07/2009 13:51:31 :: LUCIENE LIMA PRADO


AUTORRETRATO POÉTICO

Noutro espaço tenho o peso das vírgulas,
O contexto reto das canções frívolas;
Não sou artista em terra que não me cabe,
Meu destino está onde não há chave.

Não me deslumbro com criações ridículas,
Mas sim com a dureza das penínsulas,
Das quais te vejo partir tão suave,
Carregando na alma o que ninguém sabe.

De outra dimensão avisto teus desejos
Com meu olhar aliviado de ensejos,
Numa pontuação jogada à fortuna.

Não me define o que tem alguma lógica,
Porque seria eu só uma verdade trágica
Escondida numa canção noturna.

(Luciene Lima Prado)
 
18/07/2009 13:49:45 :: LUCIENE LIMA PRADO


DUAS ESTAÇÕES

O gelo do lago à luz da noite,
Um violino destilando Mozart
E uma pétala de flor intrusa a voar.

O mar risonho pela manhã,
Cavaquinho num clímax de samba
E uma pétala de flor no quiosque.

O lago ainda gelado despertou,
O mar se recusou a dormir,
Um violino a descansar,
Um cavaquinho ainda alerta
E uma flor faltando uma pétala
Entre duas estações.

(Luciene Lima Prado)
 
18/07/2009 13:48:49 :: LUCIENE LIMA PRADO


A SOLIDÃO

Ela quis ficar só,
Longe do mundo sem dó;
Morrer sozinha
No mais bonito chalé,
Virar pó.

Ela quis uma roupa nova
Para compor uma trova,
Depois se despedir,
Sozinha,
Para de a vida tirar uma prova.

Mas ela sentiu medo
Ao imaginar que de um rochedo
Viessem pássaros ígneos e,
Ligeiramente,
Descobrirem seu inicial segredo.

(Luciene Lima Prado)
 
18/07/2009 13:47:03 :: LUCIENE LIMA PRADO


VIRGEM MARIA

Que em silêncio me traz Cristo;
Se me descuido e d’Ele me afasto,
É tua mão que vem me tocar.

Eu sinto o peso da vida, Mãe!
Porém tu sabes o caminho certo
E, ao teu lado, me conduzes
Cheia de amor e verdade.

Tua vida foi construída
Sob o amor de Teu Filho,
Como mãe, nos quer por perto,
Desviando-nos de todo mal.

Querida Virgem Maria,
Mãe que conosco se preocupa,
Livra meu povo da impiedade,
Segura em suas mãos e os proteja.

(Luciene Lima Prado)
 
18/07/2009 13:44:07 :: LUCIENE LIMA PRADO


UM CANTO PARA O AMOR

Canta tu o amor que dorme
Na delícia de nada saber,
Canta o amor que ama
Num sono atemporal.
Dorme tu perto do amor
Na delícia de nada saber,
Sinta o amor enquanto cantas
Numa melodia que se mistura
Ao sono fingido do amor.

(Luciene Lima Prado)
 
18/07/2009 10:39:06 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Autor(a) Goretti Albuquerque.



Quero agora sonhar
Com alguém a me ninar
Mais eu tenho medo
Do escuro do gueto.

Só preciso de amor
De tuas mãos o calor
Da comida o sabor
Não viver essa dor!

Sou pequeno ainda
Mal nasci e já finda...
Alegria infinda
Que sonhei, vida linda!

Meu colchão é o chão
Cobertor, o relento
Minha luz, as estrelas
Seu olhar, meu alento.

Eu não pude escolher
O meu próprio viver
E assim vou crescer
Venha aqui me acolher.

Sou criança de Rua
Minha vida é tão sua
Sociedade “Nua e Crua,
Deus por mim, já atua!

 
16/07/2009 11:01:52 :: LUCIENE LIMA PRADO
E POR FALAR EM VENTO...

Ventos de todos os cantos do mundo
Indo ao encontro de uma doce poesia,
Sobre um musical como cortesia;
Todos a soprar versos num segundo.

Os ventos envolvidos pelos versos,
Viajam, sacudindo de leve os lares,
Polindo com seu frescor os colares,
Domando os cabelos muito travessos.

Naquela poesia, que antes era aragem,
Magnífica ventania tem passagem,
Apagando o que está fora do peito.

Quem viu a dança frenética dos ventos,
Achou, na poesia, tantos bom momentos,
Que hoje são recordações sem defeito.

(Luciene Lima Prado)
 
16/07/2009 11:01:13 :: LUCIENE LIMA PRADO
SONETO DO TEMPO QUE PASSA

Ficam os restos do passado em nós,
Marcando o que somos, o que sonhamos;
Sinais arquivados em nossos ramos,
Algo de misterioso, bom ou atroz.

Relance passado por nós a entrar,
Nós tão timoratos quanto fatais,
Porém, em momento algum, iguais;
O que trazemos é recuo sem par.

Futuro que é filho do passado,
Concebido pelo presente inerte
E com sinais que em tudo se converte.

O que foi, pois, vivido, conspirado
Torna-se a aparecer em formas outras
Dentro das pessoas ora frias, ora soltas.

(Luciene Lima Prado)
 

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