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Cláudio Joaquim


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18/07/2009 13:48:49 :: LUCIENE LIMA PRADO


A SOLIDÃO

Ela quis ficar só,
Longe do mundo sem dó;
Morrer sozinha
No mais bonito chalé,
Virar pó.

Ela quis uma roupa nova
Para compor uma trova,
Depois se despedir,
Sozinha,
Para de a vida tirar uma prova.

Mas ela sentiu medo
Ao imaginar que de um rochedo
Viessem pássaros ígneos e,
Ligeiramente,
Descobrirem seu inicial segredo.

(Luciene Lima Prado)
 
18/07/2009 13:47:03 :: LUCIENE LIMA PRADO


VIRGEM MARIA

Que em silêncio me traz Cristo;
Se me descuido e d’Ele me afasto,
É tua mão que vem me tocar.

Eu sinto o peso da vida, Mãe!
Porém tu sabes o caminho certo
E, ao teu lado, me conduzes
Cheia de amor e verdade.

Tua vida foi construída
Sob o amor de Teu Filho,
Como mãe, nos quer por perto,
Desviando-nos de todo mal.

Querida Virgem Maria,
Mãe que conosco se preocupa,
Livra meu povo da impiedade,
Segura em suas mãos e os proteja.

(Luciene Lima Prado)
 
18/07/2009 13:44:07 :: LUCIENE LIMA PRADO


UM CANTO PARA O AMOR

Canta tu o amor que dorme
Na delícia de nada saber,
Canta o amor que ama
Num sono atemporal.
Dorme tu perto do amor
Na delícia de nada saber,
Sinta o amor enquanto cantas
Numa melodia que se mistura
Ao sono fingido do amor.

(Luciene Lima Prado)
 
18/07/2009 10:39:06 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Autor(a) Goretti Albuquerque.



Quero agora sonhar
Com alguém a me ninar
Mais eu tenho medo
Do escuro do gueto.

Só preciso de amor
De tuas mãos o calor
Da comida o sabor
Não viver essa dor!

Sou pequeno ainda
Mal nasci e já finda...
Alegria infinda
Que sonhei, vida linda!

Meu colchão é o chão
Cobertor, o relento
Minha luz, as estrelas
Seu olhar, meu alento.

Eu não pude escolher
O meu próprio viver
E assim vou crescer
Venha aqui me acolher.

Sou criança de Rua
Minha vida é tão sua
Sociedade “Nua e Crua,
Deus por mim, já atua!

 
16/07/2009 11:01:52 :: LUCIENE LIMA PRADO
E POR FALAR EM VENTO...

Ventos de todos os cantos do mundo
Indo ao encontro de uma doce poesia,
Sobre um musical como cortesia;
Todos a soprar versos num segundo.

Os ventos envolvidos pelos versos,
Viajam, sacudindo de leve os lares,
Polindo com seu frescor os colares,
Domando os cabelos muito travessos.

Naquela poesia, que antes era aragem,
Magnífica ventania tem passagem,
Apagando o que está fora do peito.

Quem viu a dança frenética dos ventos,
Achou, na poesia, tantos bom momentos,
Que hoje são recordações sem defeito.

(Luciene Lima Prado)
 
16/07/2009 11:01:13 :: LUCIENE LIMA PRADO
SONETO DO TEMPO QUE PASSA

Ficam os restos do passado em nós,
Marcando o que somos, o que sonhamos;
Sinais arquivados em nossos ramos,
Algo de misterioso, bom ou atroz.

Relance passado por nós a entrar,
Nós tão timoratos quanto fatais,
Porém, em momento algum, iguais;
O que trazemos é recuo sem par.

Futuro que é filho do passado,
Concebido pelo presente inerte
E com sinais que em tudo se converte.

O que foi, pois, vivido, conspirado
Torna-se a aparecer em formas outras
Dentro das pessoas ora frias, ora soltas.

(Luciene Lima Prado)
 
16/07/2009 11:00:07 :: LUCIENE LIMA PRADO
MEUS SEGREDOS

Meus segredos estão no vento
Que balança teu jasmineiro,
Mas passa longe do teu pensamento
E voltam quietos para o meu terreiro.

Não me conheces por inteiro,
Sou o que eu invento;
Meus segredos estão no vento
Que balança teu jasmineiro.

Estejas tu bastante atento
Às nuvens de fevereiro,
Quando meu cantar é lento.
Digo-te sem jeito zombeteiro:
Meus segredos estão no vento.

(Luciene Lima Prado)
 
16/07/2009 10:57:55 :: LUCIENE LIMA PRADO
FRASES XVII

O abandono de si próprio, de todos, é o mais cruel; é a quase morte da alma, o massacre do corpo. (Luciene Lima Prado)

O que me abala física e emocionalmente é o terremoto em que se encontra meu pensamento encharcado de emoções desestruturadas. (Luciene Lima Prado)

Creio que há um abismo entre nós, ligado por uma ponte não confiável. (Luciene Lima Prado)
 
14/07/2009 13:12:41 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Nas asas de um poeta!!!

Coração tão lindo
Tentas consertar
Beleza    sentindo
Prestes a findar.
Coração menino
Volta a procurar
Borboletas em hino
Hás de contemplar.
Esquece a maldade
Escreve verdades
Tua lealdade
Alertas centrados.
Ganhaste soldados
Bandeira empunhada
Salvando os legados
Poeta exaltado.
Trás no peito achados
Por tantos negados
E ignorados.
Saia do madeiro
Borboleta, voa!
Lagarta matreira
Camufla e escoa
Foges da trincheira
Voando entoa
Um hino ao poeta
De coração nobre
Que grita aos amigos
E alerta os perigos
Temendo que um dia
Cruel covardia
De preguem pra sempre
Em mostruário frio
De folha sem brilho.
Asas coloridas
Expressas    leveza
Por metais ferida
Matam-te com frieza...
Lamento e me apego
Ao ser de nobreza
Autor "Realeza"
Compôs na beleza
Lembrou-te "princesa!"
Voas bem rasante
Beija a gentileza
Coragem e grandeza
Teu poeta amante!!!!!!!!


Goretti Albuquerque
 
13/07/2009 01:58:31 :: RAFAEL MATOS


* Cena lastimável (crônica - social)

      Peguei o ônibus, era uma segunda-feira, estava indo para minha aula de economia na faculdade, já era começo de noite. Logo que subi para o ônibus para poder pagar a passagem, escutei alguém lá na frente falando alto para quem quisesse ouvir. Ele mandava o motorista aumentar o som, já que o ônibus tinha tal sistema. Paguei a passagem e fui andando pelo ônibus, buscando encontrar o melhor lugar para me sentar.
      Acabei me sentando bem lá na frente porque iria descer logo, do lado direito. Quem falava alto estava quase na minha direção, mas do outro lado. Junto com este, estavam mais quatro rapazes e uma moça, que não se sabe se era sua namorada ou somente amiga de faculdade.Quando sentei do outro lado do ônibus, pude perceber claramente que aquele rapaz estava bêbado, afinal, o estado em que se encontrava não era de uma pessoa normal, também constatei que um daqueles quatro rapazes que estavam acompanhando o mesmo, carregava uma garrafa de cachaça na mão.
      Eu tentava não olhar para a direção em que estavam, mas, não tinha como não olhar, pois, nem sentado ele conseguia ficar. Em dado momento, levantou-se e foi para o corredor do ônibus, cantando uma música vulgar e dançando. A moça, que se encontrava sentada ao seu lado, puxou-o e tentava conte-lo. Os outros rapazes que o acompanhavam, também falavam alto, mas, não com tanta intensidade como aquele.
      Não era somente eu que olhava para aquela cena lastimável que se passava naquele ônibus. Quem se sentava ali por perto também olhava admirado, surpreendido e com um pouco de receio. Até o motorista estava preocupado e receoso, porque não parava de olhar naquela direção pelo retrovisor central, pelo menos, foi o que pude perceber. Finalmente, cheguei no destino que queria, desci do ônibus e fiquei pensando no que o álcool pode fazer com uma pessoa.
 

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