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Cláudio Joaquim


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08/09/2009 11:41:59 :: Cabul
Amigos do site omelhordaweb, tenho visto alguns autores publicarem textos formatados.
Será que alguém de você poderia me ajudar, me explicando como se faz iisso,uma vez que não existem ferramentas de formatação no site.

Um abraço a todos

Leon Scaravello

email: leonscaravello@terra.com.br
 
07/09/2009 23:01:52 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


CÃS DE CAL - [In memorian ao poeta irmão [Erickson Luna] - [SerrãoManoel]

Cãs de cal [I]

CLAROS DESÍGNIOS [Erickson Luna]
[In memorian ao poeta irmão]

Os vícios tragam-me depressa
à parte a rebeldia que me torna em jovem

Claros são os meus desígnios
é-me incontida a busca dos momentos
ao passo que me são estranhas
as vocações que emergem desses tempos

Diuturnos rituais à impotência
as existências curvam-se às idades
e se acrescenta à ancestral obediência
a iminência de também ser ancestral

A tal sorte a mim me cabe lamentar o
[pouco-a-pouco

a morte tarda dos longevos
sorrir da vida e a que ela se presta
tão mais intenso quanto perto o fim

Os vícios tragam-me depressa
à parte a rebeldia que me torna em jovem

Recifense fascinado pelo blues o poeta pernambucano ligado à marginália Erickson Luna falecido aos 49 anos foi considerado pela crítica literária como “o último dos beatniks”. Polêmico, durante duas décadas e meia o poeta com seu comportamento irreverente, desregrado e explosivo incendiou o ambiente literário da mauritssand dos armadores das índias ocidentais.

Cãs de cal [II]

UM BLUES NA LEMBRANÇA [SerrãoManoel]
[Poema In memorian ao poeta irmão [Erickson Luna]

Se em tudo tarda a presença
Resta um soul no ar,
um quê de ti.
Um blues na lembrança.

Cãs de cal [III]

CANTO DE AMOR E LAMA [I] [Erickson Luna]
[In memorian ao poeta irmão]

Choveu
e há lama em Santo Amaro
nas ruas
nas casas
vós contornais
eu não
a mim a lama não suja
em mim há lama não suja
eu sou a lama das chuvas
que caem em Santo Amaro

Vosso Scotch
pode me sujar por dentro
cachaça não
vosso perfume
pode me sujar por fora
suor nunca
porque sou suor
a cachaça e a lama
das chuvas que caem
em Santo Amaro das Salinas

CANTO DE AMOR E LAMA [II] [Erickson Luna]
[In memorian ao poeta irmão]

Em minha vida passa um rio
E se erige uma cidade
Podre as águas desse rio
Sob o tom cinza da cidade

Mangue aterrado
Esgoto a céu aberto
Em mim há lama
E há lama em mim.

Cãs de cal [IV]

ECCE HOMO [Erickson Luna]
[In memorian ao poeta irmão]

Saiam da minha frente
matem-se
morram-se
deixem livre
o meu campo de visão

Me entristece conceber
a semelhança que nos une na semente
quem é que pode
ser feliz se vendo gente

Portanto
saiam da minha frente.

Cãs de cal [V]

MARIPOSA [Erickson Luna]
[In memorian ao poeta irmão]

Pra eu poder
e só
andar nas ruas
fez-se em volta uma cidade

Para se dar
mais colorido à noite
pôs-se acima um luminoso

E pra que eu
me sinta bem enfim
nesta cidade
há-se em mim um cidadão

Portanto livre
como o que é em noite
e que enche as ruas
perseguindo luzes
acordando
ainda que em sonhos
íntegro
ainda que meio-homem
plenamente meio
mariposa.
 
07/09/2009 17:37:00 :: ROGESSI DE ARAUJO MENDES
Cabul (Poesia Minimalista)Homenagem ao meu amigo Cabul

... Que em Cabul, haja poesia
Que em seu céu plainem às pipas
e não os besouros de aço...
Que suas mulheres possam ler e escrever,
amar livremente, poetar...
Como hoje, eu faço!



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07/09/2009 10:04:51 :: NIVALDO DUARTE
(Com o falecimento de minha amada esposa no dia 03 de setembro de 2009 - o meu coração perdeu a alegria de momentos que não voltam mais)

MAIS UM DIA SEM VOCÊ.


Cada dia que passa mais forte se torna a minha dor.
É angustiante cada dia sem você.
Não encontro nada para preencher esse tempo... sem você.
Tudo em você me persegue: seu jeito criança, sorriso maroto e jeito único de expressar o gosto pela vida.
Você se foi assim tão de repente, se quer tivemos tempo para despedir.
Eu queria dizer-lhe tanta coisa, pegá-la em meus braços, erguendo-a o mais alto que pudesse - mas não vê-la partir assim desaparecendo nas alturas distante de minha visão.
Você foi-se de uma forma tão cruel, de dificil compreensão para alguém que nunca conseguia ficar tão longe assim.
Grito pelo seu nome e você não me responde, e o pior é saber que não mais a terei comigo e que o nosso tempo de existência a dois para sempre se encerrou.
Custo a entender porque um amor tão grande se acaba desse jeito, pensava viver um tempo indefinido com você sem que fosse preciso uma separação prematura.
O que fazer?
É o que pergunto a todo momento, sem contudo ter uma resposta.
O meu momento junto de você era tudo o que eu mais deseja.
Está dificil viver sem a sua presença, tudo está vázio. Sei que você está em bom lugar, o melhor de todos.
Pode ser um consolo, ainda que o meu sofrimento insista em não aceitar que você esteja feliz e realizada, enquanto sou tomado pela dor de sua ausência.
 
07/09/2009 00:00:55 :: GLÓRIA SALLES


“Tropeço”

Tropeço em tantos momentos vividos
Lembranças que seguem comigo na estrada
Tropeço nesta paixão que não dissimula
Mas é clara, límpida e escancarada.

Tropeço na saudade que me cerca, espreita.
Que ao meu encontro vem nua e se lança
Tira-me o sono, inunda-me os olhos.
E planta em mim, falsa esperança.

Tropeço na tua voz ritmada e rouca
Cujas palavras ecoam em meus ouvidos
Iluminando-me os olhos, tirando os sentidos.

Tropeço em tuas mãos que deixam rastros
Marcando a pele com caricias, provocando.
E esse amor, louco, sem medida tatuando.


Glória Salles
 
06/09/2009 08:25:17 :: ADELINO ALVES BONFIM


Para os que apreciam poesias evangélicas recomendo meu blog:
http://opoetabonfim.blogspot.com/
Taaaaaambém liricoletivo.blogspot.com e
poesiaevangélica.blogspot.com/
abraços
 
06/09/2009 00:36:20 :: DJALMA FILHO


para todos que gostam de bons textos, recomendo o blogue O CESTO:

http://www.ptshot.com/Deja/45070/

BLOGUE RECOMENDADO ATÉ PARA AQUELES QUE NÃO TIVEREM AFINIDADE COM A MINHA POÉTICA.

poesia garantida!

djalma filho
 
05/09/2009 22:17:50 :: GLÓRIA SALLES


“Assim sendo, gritei...”

Porque o silencio já não aquece a alma
E nas tramas das letras já não me acho
As linhas titubeantes já não são o tema
E absortas perdem-se no enredo do poema

Não quero rima nas letras entrelaçadas
Nem a caricia da trova que o verbo soletra
Quero a realidade autêntica da inteireza
Que do interior dos olhos se espalha no vento

Sacar do bolso da alma melodias sibiladas
Contracenando as cores do perfil do dia
Num vôo lamber do ser os cândidos lençóis
Pertencer-me assumindo todos os sismos

E ainda que o olhar ostente inquietação
Que a tez das palavras mostre-me inteira

Glória Salles
23 agosto 2009
18h24min

 
05/09/2009 12:12:09 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Minh'alma pagã.

No solo da alma
Estrelas fulguram
Em uma nuvem calma
Formas se acentuam.

Ando pela lua
Beijo a imagem tua
Tenho um sol no peito
Pensando em teu leito.

Nos lábios calientes
Desejos frementes
Cometas pungentes
E estrelas cadentes.

Trago o olhar matreiro
Cheirando hortelã
Invadindo inteiro
Tua alma pagã.

Mudo a partitura
Deixo a compostura
Meu corpo é moldura
Tu... A Escultura!

Brisa matutina
Que o amor descortina
Não sopre a lembrança
Desse Amor Criança!!!

Goretti Albuquerque.
 
05/09/2009 11:55:10 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Olha isso aqui Meu Jesus!

Homem se faz forte e pensa que é sorte
Repassa aos humildes, sua própria Cruz.
Vive sua glória inventando histórias.


Nunca relutamos sempre nos calamos
Frente ao tal gigante vil e degradante,
Carrega em seu peito causa sem efeito.


Arrogantes homens, por si se consomem
Preparam suas guerras, nelas já encerram
Vidas inocentes, em dores latentes.


Não sentiram as dores na Cruz dos horrores,
Morrestes amando sempre em nós pensando
Mais te esqueceram e nem te mereceram.


Jamais foi possível e nem permissível
Nós em um madeiro, morto feito o “Herdeiro”
Nem paga-se o preço somos “Teu avesso".


Desce aqui na terra e a guerra encerra
Tantos pequeninos soltos aos descaminhos
Trás Paz ao semblante do Teu semelhante!      

Goretti Albuquerque.
 

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