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Cláudio Joaquim


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13/09/2009 12:44:06 :: HAMILTON SERPA


 
13/09/2009 08:28:48 :: LUCETTE MORAIS



SOMOS

Somos partes de um sentimento maior.
Somos verbos e pronomes e nomes e... dores.
Somos vontades e certezas e dúvidas e...
sabe-se lá o quê mais.

Somos pedaços do pedaço do bolo.
Somos partes da prova de matemática,
onde 1+1 dá 3.
Dá três... para depois ser um de novo,
afinal, nunca deixa de ser UNO.

Uno no aprendizado, uno na descoberta e unificado no curso do rio.
Somos seres à procura de nós mesmos,
Seguindo normas e padrões que fogem do suposto padrão...

A regra que representa a contra-regra ainda é a universal,
que nos deixa embasbacados frente à inovação.

Nada é tão novo assim,
mas para o ser a novidade corre por conta das sensações.

Somos a conjugação da vida no conjunto matemático
1+1 dá uma nova entidade de luz que se mostra como um somatório.
Somos... dois em um novo canto universal.

Donte; "Três Continentes... Um Só Amor!"
 
12/09/2009 23:32:03 :: DJALMA FILHO


SARCÓFAGO
(Djalma Filho)

uma carteira de Carlton gasta, uma máquina de escrever antiga,

um bule de café, um óculos de lentes grosseiras,

um quindim e muitos olhares pálidos:

eis meu futuro!

mulheres sem serem mulheres – apenas musas? –

e a curiosidade maldita dos que me vêem em fotos de rua...


fumar até gastar o pulmão

e escrever tudo que me sobrar do coração...



eis-me em futuro!



preciso

[com uma urgência de coxo e cão]

ser mais diabo e deixar as dependências do Majestic.



nenhum fantasma é necessário à vida!



a permissibilidade da bondade em tios velhos me incomoda;

no entanto,

[bem discreto]

não quero que venham a fuçar minha vida-pós-vida



se, algum dia,

pedi para ser solitário em minhas memórias

e para viver com qualquer poesia

é porque não quero me ver no quarto

que foi do Quintana,

um dia.


" O CESTO"
- um bloguinho para quem gosta de boa poesia -

Leiam!...

Blog - O CESTO
http://www.ptshot.com/Deja/

 
12/09/2009 16:46:16 :: Abel Reginatto


Prosa poética

Chuva

Em pé, na varanda,
copo de vinho na mão,
observo a chuva
a cumprir sua missão;
a mesma que muitos,
em diversas épocas,
já presenciaram.
É eterna e imutável,
embora possua variações
em sua intensidade.
O instante é bucólico,
mas continuo ali
como se a paisagem
conivente e molhada
fosse mudar num repente
ou no aspecto ou na cor.
Estava cansado de muito,
principalmente da solidão.
De repente
me sinto hipnotizado.
Os olhos umedecem
e os lábios emudecem.
Num sublime esforço
meu cérebro guerreiro
aciona a língua molhada
e a faz dançar boca afora.
Bem na hora
desvio meus olhos
para os olhos fogosos
de uma linda mulher
que passava e observava
aquela dança singular,
agora, sensual
de minha língua.
Senti o corpo tremer...
O meu e o dela.
Assenti com a cabeça
em sinal de cumprimento
e recebi de retorno
um sorriso maroto
sob a sombrinha
colorida e encharcada.
Elevei o copo de vinho
com os olhos cravados
naquele monumento
e, estupefato,
vi sua língua fugaz
ensaiar a dança da minha.
Ignorei, enfim, a chuva
e abri o portão da casa
como quem abre o coração,
como quem se entrega
à mercê do tudo,
sem receio, com prazer.
A bela entrou,
tomou meu copo, sorrindo,
e lambeu a marca
que minha boca deixara;
depois, bebeu um gole
e me devolveu o copo.
Com uma mão o peguei,
com a outra, sua mão.
Era macia e delicada,
sem resistir, beijei,
como um cavalheiro
com frêmito para cavalgar.
Nossos olhares se desejaram
e nossos corpos trepidavam
pelas pulsações embrasadas
de nossos corações.
Dois canibais...
Dois vampiros...
Dois corpos sob o chuveiro
ardentes e desesperados,
num banho gostoso e quente.
Envoltos num repentino "fog"
tanto do chuveiro
quanto de nossos corpos.
Ali mesmo nos saciamos,
mas era apenas o começo.
Lá fora, nossa aliada,
a chuva continuava,
a cumprir sua missão;
a mesma que muitos,
em diversas épocas,
já presenciaram.
 
12/09/2009 15:28:53 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Morrer de amor... Eu queria!!!


Pensamentos abundantes
Lembranças de alguns instantes
São murmúrios ofegantes
Valem mais que diamantes
Corações mesmo distantes
Entoam canções marcantes.

Olhares fixos no nada
De um querer feito granada
E um lampião na nevada
Iluminando a nevada
Da alma triste alvejada
E pelo amor transfigurada.

Mistério exala no ar
E uma mente a flutuar
Vai Sonhando navegar
Sem pudores se entregar
Seu corpo torna-se “um mar”
Onde o amor vai ancorar.

Orvalho da noite fria
Aquece-me com “Ave Maria”
Ou no cantar da Cotovia!
Meu amado em poesia
Entre beijos e orgias
Morrer de amor eu queria!!!

Goretti Albuquerque.


 
11/09/2009 12:16:55 :: Cláudio Joaquim (Tio Cláudio)


CONVITE ESPECIAL!
 
10/09/2009 14:15:42 :: HEIDY S K R


AMOR PERDIDO

O amor se perdeu no caminho,
Não sei em que estação,
Mas foi se distanciando mansinho,
Nem sei porque razão.

Lutei tanto para tê-lo,
Implorei para que não me deixasse,
chorei quando não podia vê-lo,
Pedi que nunca mais me abandonasse.

Foram anos de luta,
Provando o meu amor,
Ternura absoluta,
Estando sempre ao teu dispor.

Mas com o tempo se perdeu,
Nem sei para onde foi esse sentimento,
Que era tão forte a todo momento,
Nem sei como dissolveu.

É tão triste esse vazio,
Já que não posso mais amar,
A quem sonhei para a vida inteira,      
Não tenho mais forças para lutar.

Mesmo perdido no caminho,
Não quero mais voltar,
É inútil perder o tempo,
Não sei mais te amar.

Não acharei jamais,
Outro no lugar,
Meu coração está frio,
Está para congelar.

Meus olhos se entristeceram,
Meu sorriso se apagou,
Meus sonhos escureceram,
A chama se apagou.
 
09/09/2009 23:05:24 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Voando em solos distantes

A velha árvore em seu canto
Trás no orvalho seu pranto
Meus olhos trazem o manto
Da relva em desencanto.

Sou noite calma de outono
Sou beija-flor entre as rosas,
Sou o eclipse da lua
Sou tão minha enquanto tua.

Tal qual a água da fonte
Atravessando as correntes
Sou rio subindo os montes
Pra te encontrar nas nascentes.

Voam livres as andorinhas
Lado a lado em revoada
Sou o porto onde te aninhas
Âncora forte a tua amada.

O vento soprou teu rosto
Trouxe o desejo do amor
Senti do teu beijo o gosto
Meu coração sentiu dor.

Cor do amor é azulzinho
Igual ao Céu dos amantes
Somos feitos passarinhos
Voando em solos distantes.

Voando em solos distantes
Em sonhos por Deus ligados
Soluços de amor marcante
No peito de “Dois” Amados!!!

Goretti Albuquerque.
 
09/09/2009 19:14:39 :: Jota Marx
Bigodeadas

Nos versos que ora improviso
Dou de cara com grande risco
Mas, não importa me arrisco.
Na casa do congresso olho vivo
Por todo lado há perigo
Palavras ferem tal qual navalha
Canetada muda destinos
Em surdina elegem apadrinhados
Atos ferem, democracia sem cura.
Na contramão da razão palavrões
Todos na mesma panela
Enganam a nação.
A quem diga isso vai mudar
Outros cospem de indignação
A maioria de mãos atadas resguarda
Sabem serem enganados.
O sorriso cínico nos bigodes engravatados
Faz o humorismo deleitar-se
Tirar de foco tal gravidade.
Por traz de tanto desvarios
O poder sem passaporte
Estalam-se do sul ao norte.
Os barões bradam em bom som
Que se dane o povo
Mente curta logo esquecem
Uma casinha ali, uma feirinha aqui...
Pacote social eis à salvação.
Próximas eleições
Nas urnas devoção, tantas emoções.
Nesta terra de escravidão
Nunca foi diferente
Burguesia escarra hegemonia
A plebe em massa aplaude desgovernada.


Jamaveira®

 
08/09/2009 21:39:15 :: ELMIRA NUNES


ALMA FUGIDIA
Minha alma
acinzentada
quer fugir.
Meio século,
é muito tempo
pra se manter
aprisionada,
uma alma ensimesmada.
Força os muros, as grades
e as paredes deste corpo,
minha alma fugidia.
E uma voz, suavemente,
ao meu ouvido sussurra:
-Não lute...
 

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