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20/09/2009 18:56:03 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


POSTA-RESTANTE [II] - AS PALAVRAS ARDEM MAL [REVISITAR+AÇÃO] AO BRILHANTE ZECA BALEIRO - CANTOR E COMPOSITOR MARANHENSE [Serrãomanoel]

POSTA-RESTANTE [II] - AS PALAVRAS ARDEM MAL [REVISITAR+AÇÃO] AO BRILHANTE ZECA BALEIRO - CANTOR E COMPOSITOR MARANHENSE [Serrãomanoel]

[REVISITA+AÇÃO]

Ao Zeca Baleiro [cantor e compositor]

Caro Zeca, saudações! Que se perscrute; perquira-se; opine-se; suscite-se; e, por acréscimo, até que se propenda para sutis pertinácias de forma resoluta emitindo-se em formatada resenha nos foros de competência o "seu" o “meu” o “teu” oficioso ponto de vista à medida que o tema possa a todos interessar, contudo, sem os ultrapassados limites do bom senso, etc., nem deblaterar de viés, rivalizar conflitos, ofender e difamar outrem e/ou morrer-se pela própria língua num mundo do árido imaginário e paralelo das utopias, distopias ou antiutopias [negativas] e da desrazão lançar-se no trash das escaramuças vulgares, a exemplo do que ocorreu no passado entre Esparta e Atenas na "Guerra do Peloponeso", só uma das tantas e acirradas disputas pelo domínio sobre o mundo grego de resultado absolutamente infecundo.

Estapeado entre o confluente de primor legado e o conflitante deblaterado, enviesado e fantasmagórico da net “onde só os vermes são capazes de absorverem como alimento sagrado, ser de imprescindível importância o questionamento inserido no bojo da postagem intitulada – A Rede Idiota –texto brilhante da autoria e subscrição do o cantor e compositor maranhense Zeca Bale iro, recentemente publicado no site: Lima Coelho sobre os imbecis anônimos que opinam sobre tudo e todos na rede - internet - porém se escondem sob diversos "véus" e "mantos", isto é, fazendo “tudo isso no escuro, protegido por um nickname, um endereço de e-mail, uma máscara. “Raivosa, mas covarde.” Sim, quão os felídeos carnívoros, digitígrados, de unhas retráteis que arranhando se escondem sob o couro fétido apodrecido do anonimato virtual.

A propósito para a palavra chata e sem sabor desta purga de Hades; a esta esbórnia virtual; a este destróier de obus covarde o antimíssil do combate nunca o silêncio morto. Nunca esqueçamo-nos de que a luz do saber e da razão habita no istmo do bom senso, “... a coisa melhor do mundo partilhada: pois cada penso estar tão bem provido dele, que mesmo os mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar tê-lo mais do que o têm” e assim, portanto, jamais o suplante que a ojeriza ostenta no escárnio do apodo ou tampouco a apófise que descarna o Verbo do osso prevaleça.

Para os Teólogos o Princípio era Deus. João 1:1 No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. João 1:10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio "Dele”,... João 1:14 E o Verbo se fizeram carne e habitou entre nós... O Verbo significa a palavra. Gênesis, Capítulo 1:3. Disse Deus: haja luz. E houve luz.
Com efeito, não obstante o elucidativo Zeca [mestre] tenha profundas e embasadas razões no que pondera, e de tê-la má, a net do anonimato podre, salvo engano, dela talvez nada considerar, diferentemente, não renego a utilidade do processo cibernético, nem da ornamentada “exuberância” utópica tampouco os diatópicos com todos os vícios e mazelas que sedimentam o iletrado anjo avesso, pois ainda que recheadas de língua mole e disparates que as identificam, isto é, noto bene: 01] contos de cunho moral explorando nossos dilemas morais presentes que figurariam no futuro; 02] Crítica social recheadas de simpatias políticas do autor; 03] Exploração da estupidez coletiva; 04] Poder de uma elite exercido pela somatização e o conseqüente alívio de determinadas carências e privações do indivíduo; 05] Retórica pessimista e sem esperança, é fato real que a massificação indiscriminada e recorrente imposta ao indivíduo “... Em sociedades extremamente organizadas, controladas e controladoras torna cativo o homem. As expressões literárias mais próximas de nós no século XX, e mais fortes desse tipo de utopia com sinal trocado ─ por isso mesmo chamada distopias ─ estão nos romances Admirável mundo novo, de 1932, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, publicado originalmente em 1948.

“No primeiro caso, mais à direita, o totalitarismo se consolida pelo controle tecno-científico da sociedade; no segundo, mais à esquerda, pelo controle político”.
Pois bem: “Há muitas utopias nos livros de ficção e não menos ficção nas utopias neles representadas. O livro, como se sabe, que deu origem ao termo foi publicado em 1516. Utopia, obra de Thomas More (1478-1535), a ilha do lugar nenhum, sem tempo, sem coordenadas, é uma crítica à situação econômica da Inglaterra ao tempo do autor e também à idealização de um Estado político de igualdade e de virtudes sociais. Matriz do socialismo utópico criticado no século XIX por Marx, em contraposição ao chamado socialismo científico ─ ele próprio uma nova forma de utopia ─, o livro de Thomas More inaugurou uma linhagem de publicações, através dos séculos, que todas foram beber, com maior ou menor saciedade nas fontes que tranqüilas na Grécia antiga, jorravam, n' A República, de Platão, o ideal de igualdade entre todos (que não fossem escravos), sem ganância e com virtude”.

Afirmam os sábios e estudiosos que é no dual que está toda grade que nos prende a este mundo, e é dando ouvidos os nossos sentidos que nos tornamos comandados por eles e nos sujeitamos à dualidade, da qual somente podemos nos libertar quando não nos prendemos aos apelos dos sentidos e seus resultados diretos que são o prazer e a dor. Ora, sendo este o mundo que habitamos, convivemos e existimos é o dualista do: bem e do mal – da vida e da morte – do não e do sim, etc., Cata traz! Chegamos ao núcleo do trovão, ou seja, ao lado positivo da questão em apreço. Contra a monotonia do mínimo, o máximo ou vice-versa! “E eis então que a mais imperfeita profana oriunda emerge das sarjetas recitando em “grego” os versos de Homero”, ganha o status de utopia virtual por excelência, e assim, uma vez investida segue em notável parceria com a educação e cultura sem que tenha havido qualquer precedente na história da humanidade que possa servir de parâmetro. A desdita predestinada passa da inferior condição de lixo, trash inservível e de pústula rejeitada pela grande plêiade de imortais acadêmicos e semideuses para a mais alta corte das letras como a via condutora [ferramenta] mais imprescindível e a de maior importância para a civilização moderna, já que a “facilidade de comunicação e de circulação da informação oferecida pela rede global de computadores abre possibilidades reais de programas e projetos culturais e de educação antes não imaginados e sequer vislumbrados”.

Ora, inobstante tudo, só de “poder pensar na oferta de Educação formal pública e gratuita, com e pela utilização intensiva das tecnologias de informação e comunicação, nos põe diante de uma nova concepção da escola, com uma nova geografia estendida, alargada, socialmente, distribuída e que, aí sim, permite, com propriedade, falar de uma boa utopia virtual com os pés na realidade”.

Enfim, dando por concluso o painel, o que mais me contenta é poder saber que: “A simples decisão de desfazer-se de todas as opiniões anteriormente aceitas não é um exemplo que cada um deva seguir; e o mundo se compõe quase só de dois tipos de espíritos, aos quais não convém de modo algum. A saber: aqueles que, acreditando-se mais hábeis do que são, não podem impedir-se de julgar precipitadamente, nem possuem bastante paciência para conduzir por ordem os seus pensamentos: daí que, se tivessem uma vez tomados a liberdade de duvidar dos princípios que receberam, e de afastar-se do caminho comum, nunca poderia permanecer no atalho que é preciso seguir para ir mais direto, e ficaria extraviada a vida inteira. Depois, aqueles que tendo bastante razão, ou modéstia, para julgar que são menos capazes de distinguir o verdadeiro do falso do que outros pelos quais podem ser instruídos, devem assim contentar-se em seguir opiniões desses outros, em vez de buscar por si próprias outras melhores.

Mas, como um homem que nada sabe que anda sozinho pode... “tornar-se diferente do que seria se tivesse vivido sempre entre chineses ou canibais, e de que maneira, até nas modas de nossas roupas, a mesma coisa que nos agradou dez anos atrás, e que nos agradará talvez daqui a dez anos, nos parece agora extravagante e ridícula: de modo que é bem mais o costume e o exemplo que nos persuadem do que qualquer conhecimento certo, e que, no entanto a pluralidade de vozes não é a prova que valha para as verdades um pouco difíceis de descobrir, porque é bem mais provável que um homem sozinho as encontre do que um povo inteiro...”

Creio então que ocorram com as palavras, assim como os cantores, os pintores que não conseguem representar igualmente bem num quadro plano as diversas faces de um corpo sólido, e escolhem apenas uma das principais na luz e deixar outras na sombra, fazendo que estas apareçam somente ao olhar-se para aquela, assim também, temendo não poder colocar em meu discurso tudo o que tinha no pensamento... Inclusive, para enfeitar um pouco todas essas coisas e poder dizer mais livremente o que eu pensava, sem ser obrigado a seguir nem a refutar as opiniões aceitas entre os doutos, resolvi deixar todo este nosso mundo as suas disputas, e assim antes que aconteça de novo, falar apenas do que aconteceria num novo, se Deus o criasse agora,...” repeti-lo-ia com o inconsciente zero i-n-t-u-i-n-d-o sobre uma superfície branca? Reeditá-lo-ia com aquele tipo rebelde contestador de jeans, barba malfeita e desleixado declamando a Divina Comédia? Repeti-lo-ia com a coisificação do espírito e com as relações enfeitiçadas do homem, inclusive de cada individuo consigo mesmo brutalmente subsumido pelo sistema econômico que já provê as próprias mercadorias com valores sobre a conduta dos seres, o mesmo veneno que causa os males do universo? Com a taxa selic, as bolsas, o índice dow Jones, os commodities? Repeti-lo-ia com o sol que não advinha onde a vista alcança? Construi-lo-ia no model high tech com os seus condutos expostos deixando à mostra "intestinistas entranhas"? Ou repeti-lo-ia com a síndrome do excesso de informação e o desconforto do sono em alerta que doe e faz sofrer? Ou ainda repeti-lo-ia com as religiões e as hipnoses customizadas; com a pirataria moderna; com a inversão da ordem tribal ou da lógica invertida; com o vírus gripal? Reeditá-lo-ia com o pânico, o transtorno bipolar e de atenção, o stress, a depressão, a "invisibilidade" social dos trabalhadores urbanos? Construi-lo-ia com a coisificação e a objetificação humana? Com os arquétipos por suas próteses e prozacs? Ou reeditá-lo-ia tão somente com a recusa diante do fim muito além do bê-á-bá!

Tem alguma coisa estranha acontecendo... The Dark Side of the Moon...
“Mas que confusão! Dirá!”
A utopia é "cristalina". Vai ver que é só por isso que as distopias parecem taças secas de espumante e mal educadas! Para as palavras chatas, insossas, léxicas sem nexo e vazias; para as pulgas da purga de Hades; para a esbórnia virtual; para a o destróier anônimo do obus covarde? O antimíssil do combate nunca o silêncio dos mortos.

Um reflexo do caos!
Ph ode o ser... Talvez!
"Hoje eu acordei com vontade danada de beijar o delegado, de beijar o portugues da padaria..."
Um grande e fraternal abraço de ManoelSerrão - email: [manoel.serrao@hotmail.com]- Foto: Ruínas de Alcântara [Maranhão].
 
20/09/2009 15:51:00 :: ELMIRA NUNES



A MENINA E OS OLHOS


Ainda menina nos conhecemos.
Seus olhos então, admirados, disseram:
- Encontrei você!
E eu levitei hipnotizada
pela força daquele olhar,
misterioso e autoritário.
Os olhos seguiram-me pela vida afora.
E cada olhar se traduzia
numa ação transformadora do meu destino.
Até que, hoje, sou tatuada no seu tempo,
sou a presença involuntária e onisciente
no caos da sua vida,
sou a memória indecifrável da eternidade,
sou a testemunha do fracasso,
sou a frieza da chama em cinzas,
sou o desespero da perda irremediável
de um bem precioso,
sou a menina dos seus olhos,
sou PRISIONEIRA em você.
 
19/09/2009 11:12:41 :: EDSON REIS


   FE,PASSEI SÓ PRA TE DEIXAR UM RECADO,MAS NÃO RESISTI,E ESTOU PARTICIPANDO DESTE BELO SITE,ONDE PUBLIQUEI UMA BOSSANOVA DE MINHA AUTORIA,QUE GOSTARIA QUE VOCE VISSE E COMENTASSE SOBRE.
      TÕ PROCURANDO SEU MURALPRA VER SUA POESIA PRA TAMBEM COMENTAR,OK?
      BJSS!
 
18/09/2009 23:53:48 :: BETTY GROSSE


 
18/09/2009 23:53:14 :: BETTY GROSSE
Vai Vem

à
espera
de
alguém
que
não
vem
...
se
vem
não
tem
vai
vem
se
tem
fica
aquém


 
18/09/2009 22:46:33 :: INOEMA NUNES JAHNKE


Um ótimo final de semana a todos vocês colega e admiradores da poesia!
 
18/09/2009 21:47:58 :: THALYA SANTOS


            ACORDA A CIDADE




Andar descalça...
Na grama molhada
Ver o sol nascer
Na madrugada.

A cidade acorda...
Lenta, lentamente
Vai surgindo gente.
Derrepente...
AS ruas tomadas
Carro,ônibus, caminhão
A multidão.

E mais...
Mais derrepente, tudo é urgente
Tanta gente apressada
Trabalho, escola!
O dia decola...
Até o mendigo
Que pede esmola
Não pode atrazar...
A multidão vai passar.

O assaltante...
Ja fica ligado
Canivete afiado
Espera a oportunidade.
Acorda a cidade.

A muito o sol chegou
No fundo do meu jardim.
Respiro com alegria
O cheiro de jasmim,


Dou conta de mim
Não vou trabalhar
Que tal andar de biciclea
Afinal...
Afinal sou uma poeta.


  
 
18/09/2009 17:48:12 :: ROSANGELA NUNES


Hipérbole!

Próximo estás,
Peralta atmosfera,
Perspectiva, persegue,
Permuta a estratosfera!

Percuciente és,
Partícula perceptível,
Pendor permeável,
Permanente, patente és!

Parte persiste,
Perspira, pertinente,
Personifica, pervagante,
Pertinaz, petulante!

Piegas plasmosfera,
Plangente platonico,
Pleiade prospera,
Presumível prognóstico - O Ar!
 
17/09/2009 23:22:37 :: LIZETE ABRAHÃO


Aos que me leem

Meus amigos são poetas,
assim eu os vejo, estrelas abertas,
pois que lavram a alma dia a dia
e, no arar da vida, plantam a luz
do querer e da harmonia
que só a amizade conduz.
 
17/09/2009 17:45:55 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Mundo feito “Hospício.”

Quando me encontro
Sempre estou perdida
Dentro de outra vida
Fora da rota e do ponto
Desencontrada me encontro.

Sorrindo em meu pranto
Em sonho acordada
Luz da madrugada
Clareando o manto
Escuro de encanto.

Era noite o dia
Luzeiros da alma
Na penumbra calma
Meu querer sentia
Noite sendo dia.

Na relva molhada
Folhas ressequidas
Nasceu morta a vida
No sol de nevada
Clareira apagada.

O final do início
Vem anunciar
Mudo em seu falar.
Diz ser bem propício
Mundo feito “Hospício.”

Eu não sou maluca!!!
Simplesmente usei a Cuca...


Goretti Albuquerque.



12/09/2009 03:28:53 :: GORETTI ALBUQUERQUE
 

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