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Cláudio Joaquim


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23/09/2009 22:18:26 :: RAFAEL MATOS


# Mundo irracional (soneto - social)

Mundo desigual e injusto.
Mundo onde se coloca o dinheiro acima de tudo.
Não importando o meio ambiente,
Não importando a credibilidade de uma pessoa
E até a vida humana.

Mundo onde ainda se vê seres humanos
sendo explorados covardemente,
principalmente crianças.

Que tem seus sonhos amputados
em todos os momentos da sua vida.
amputados, porque são obrigadas a trabalhar exaustivamente
em algo que não as levará a lugar algum senão a morte.

É a miséria a razão que leva a sujeição.
Em que se transformou o mundo?
O que seremos obrigados a assistir daqui para a frente?
 
22/09/2009 15:22:41 :: GLÓRIA SALLES


“Assumindo que ainda sou tua”

É bem verdade que ainda te sinto na pele
Nas brumas, tua lembrança não se ocultou
Porque o corpo pede o que a mente sugere
Cultivar a semente que esse amor germinou

Não nego, quero sua saliva no sabor da minha
Os desejos na superfície do abraço, acordados
Nossos pormenores que ninguém esquadrinha
Infatigavelmente, quero os sabores misturados

Assumo, ainda me surpreendo ofertando beijos
E o calor das tuas mãos, queimando-me a alma
Num percurso louco, que devora-me a calma...

Confesso, quero outra vez a chama dos desejos
Sentir tua fome, quando em puro abandono...
Sem tirar o olhar do meu, da minha boca é dono.

Glória Salles
07 dezembro 2008
19:49hrs
 
22/09/2009 13:56:26 :: Fe Ribeiro

ANJO LATINO

Como falar de um anjo...
Que vem alegrar nossos dias...
Com seus textos alucinantes, só nos trazem alegrias...
Aqui já é bem conhecido...
Nosso anjo e escritor...
Das suas mãos saem poesias e muitos versos de amor.
É preciso em suas palavras, e nelas há coesão...
É difícil não dedicar nossa completa atenção...

Já li muitos de seus textos e por eles me apaixonei...
Agradeço as boas vindas       de você quando cheguei...
Amável e gentil cavalheiro...Atencioso com a dama...
Segui feliz tua jornada, que para mim é bem vista...
Como é bom perder o tempo com palavras bem escritas.


Fe ribeiro

Uma pequena e humilde homenagem a um amigo, mas que foi feita de coração.


 
22/09/2009 13:42:21 :: Fe Ribeiro


Camisinha

Se você usa camisinha já lhe dou meus parabéns...
Já usei a de morango e confesso que gostei...
Existem outros aromas, cada um melhor que o outro...
Experimenta você também que vais ver que é mais gostoso...
Não tenha medo de usar, ela não tem contra indicação...
É melhor fazer sexo seguro, além de nos dar satisfação...
A de chocolate nem te conto é melhor você usar, só não usa a de menta, pois você não vai gostar.
A camisinha nos protege e nos deixa mais soltos... Experimenta usar!
Vai ser muito mais prazeroso...
Com ela estamos livres para fazer o que bem quiser...
Faça sexo seguro, de preferência com sua mulher...
Esse é o meu recado...Que tive o prazer de lhes relatar...
Eu me amo e me cuido, e gosto de usar.
 
21/09/2009 15:44:17 :: LUCETTE MORAIS
- PARTICIPE DA HORA DE ACORDAR GLOBAL!!!

O Centro de Qualidade de Vida – Lumigitus está apoiando a iniciativa da Avaaz.org, uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global.

No dia 21/09/2009 milhares de mobilizações acontecerão em lugares públicos no mundo todo chamando a atenção para a má vontade dos nossos governantes em assinar um tratado climático para conter o aquecimento global.

Milhares de eventos simultâneos irão ajudar a ganhar a atenção da mídia internacional e governos do mundo todo. Nossos parceiros da Campanha Tic Tac Tic Tac estarão colaborando, são dezenas de grupos no mundo todo ajudando a organizar eventos para a Hora de Acordar no mesmo dia.

Haverá desde mostras de filmes até danças e fotografias aéreas. Mas o mais importante é a mobilização de pessoas comuns... portanto se você quer participar dos eventos do    dia 21 de setembro diga-nos no site www.akademiadamente.com :

Qual destas frases você gostaria de enviar aos chefes de estado e à mídia presentes na Assembléia Geral da ONU de Copenhague em dezembro de 2009 – último prazo para a assinatura do tratado climático ?

(1)       O coração do planeta bate, e o seu ?
(2)       Acorde para o acordo!
(3)       ProgrEsso = economia x (ecologia) ²
(4)       Última chamada: Acorde!
(5)       A vida no planeta depende de sua atitude!
 
21/09/2009 11:55:20 :: GLÓRIA SALLES


"Sob teu olhar"

Ao desnudar-me assim
Sob teu olhar mavioso
Entre sonho e realidade
O coração oscilante
Meu corpo só quer sentir
Todo o encanto e magia
Dos teus dedos famintos
Desenhando minha anatomia
Quero a boca ávida e sedenta
Roubando todo meu ar
Matando esse desejo absurdo
E do teu corpo me fartar
Te sentir aconchegado
Nos recônditos de mim
Ora com fúria alucinada
Ora lânguido e doce
É isso que me alucina
Esse teu jeito de amar
Deixando meu corpo em festa
Olhar preso em meu olhar.
E aquele vestido vermelho
Por você tirado com ardor
Num canto qualquer deixado
Única testemunha desse amor...


Glória Salles
 
21/09/2009 11:22:48 :: Abel Reginatto


Retoques

Deixei alguns pedaços de unha
no verde horrível da tua parede
pra não te arrancar a pele
pela sede de tua falta na cama,
pelo coma e o não coma do desejo;
pela lama nos teus olhos, no teu ar
e nos lindos tapetes do meu lar.

De nada adiantou esse estrago
nem o trago por quem não mudou.
Cansei desse fardo pesado,
mas não rasgarei minhas vestes;
na água quente da chaleira
molharei uns panos e sairei faceira
com outro esmalte e novos planos.
 
21/09/2009 00:01:02 :: THALYA SANTOS


MINHA SAUDADE EM CADA VERSO


QUE SAUDADE IMENSA
QUE SE ETERNIZA EM MINHA ALMA
UMA SAUDADES SEM NOME
SAUDADES QUE DOI COM CALMA.

SE EU PUDESSE VOLTAR O TEMPO
FICAR AO TEU LADO POR UM MOMENTO
TALVEZ PUDESSE ATENUAR A SAUDADE
ENTÃO...
SENTIR UMA INFINITA FELICIDADE.

TU FOI MEU REI, MEU HEROI
FOI MEU ANJO PROTETOR
ABRIU-ME NOVOS CAMINHOS
COBRIU MINHA VIDA DE AMOR

MAS A MORTE NÃO MARCA HORA
RECORDO NOSSA ÚLTIMA DESPEDIDA
O TRISTE DIA DE TUA PARTIDA
QUE NÃO SE PERDEU NO TEMPO
POIS...
GRAVOU-SE EM MEU PENSAMENTO.

ONDE TU ESTIVER...
NO CÉU NO UNIVERSO
RECEBA MEU ABRAÇO MUY ESPECIAL
MINHA SAUDADE EM CADA VERSO.
 
20/09/2009 19:01:32 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


POSTA-RESTANTE [III] - AS PALAVRAS ARDEM MAL [REVISITA+ação] - DO CEO [Chief Executive Officer] AO INFERNO - [SerrãoManoel]

Cali filo grama. "Cali" etimo fragma.
"Cali" etno nu anêmico sedento a fago.
Éter o anemo das gags, noso logo das claquers e das hostes.
O Sofo onoro hospede ibidem de Teo no cósmico.
O gene, o geo. A fono, a fos, a tanas...
O radical-grego que maceta os ossos.
O cin, o iso, o miso, o carcinoma na testa do mito CEO [Chief Executive Officer].
Homens... apenas homens...
Não ícone necro objeto do ofício!
"Há um mundo lá fora... vidas...
Bocas de comer com os olhos..."

Meu caro poeta Manoel Serrão.

Há muito venho ensaiando um estudo mais aprofundado da sua poética, do qual sou pleno admirador. Contudo, as "agruras" do dia-adia ainda não mo permitiram, como não mo permitem atualmente, partir para essa empresa...
Sendo assim, resta-me, aos pouquinhos, ir transmitindo minha admiração pela sua pena mestra... Pena de quem tem no Surrealismo ultra-pós-moderno, o verso exato... livre... ferino e felino... cruel e doce como os deuses olímpicos duma Ítaca que - ocorre-me dizer - só os nossos olhos veem.

Recebe meu fraternal abraço.
João Batista do Lago
 
20/09/2009 18:56:03 :: MANOEL SERRÃO DA SILVEIRA LACERDA


POSTA-RESTANTE [II] - AS PALAVRAS ARDEM MAL [REVISITAR+AÇÃO] AO BRILHANTE ZECA BALEIRO - CANTOR E COMPOSITOR MARANHENSE [Serrãomanoel]

POSTA-RESTANTE [II] - AS PALAVRAS ARDEM MAL [REVISITAR+AÇÃO] AO BRILHANTE ZECA BALEIRO - CANTOR E COMPOSITOR MARANHENSE [Serrãomanoel]

[REVISITA+AÇÃO]

Ao Zeca Baleiro [cantor e compositor]

Caro Zeca, saudações! Que se perscrute; perquira-se; opine-se; suscite-se; e, por acréscimo, até que se propenda para sutis pertinácias de forma resoluta emitindo-se em formatada resenha nos foros de competência o "seu" o “meu” o “teu” oficioso ponto de vista à medida que o tema possa a todos interessar, contudo, sem os ultrapassados limites do bom senso, etc., nem deblaterar de viés, rivalizar conflitos, ofender e difamar outrem e/ou morrer-se pela própria língua num mundo do árido imaginário e paralelo das utopias, distopias ou antiutopias [negativas] e da desrazão lançar-se no trash das escaramuças vulgares, a exemplo do que ocorreu no passado entre Esparta e Atenas na "Guerra do Peloponeso", só uma das tantas e acirradas disputas pelo domínio sobre o mundo grego de resultado absolutamente infecundo.

Estapeado entre o confluente de primor legado e o conflitante deblaterado, enviesado e fantasmagórico da net “onde só os vermes são capazes de absorverem como alimento sagrado, ser de imprescindível importância o questionamento inserido no bojo da postagem intitulada – A Rede Idiota –texto brilhante da autoria e subscrição do o cantor e compositor maranhense Zeca Bale iro, recentemente publicado no site: Lima Coelho sobre os imbecis anônimos que opinam sobre tudo e todos na rede - internet - porém se escondem sob diversos "véus" e "mantos", isto é, fazendo “tudo isso no escuro, protegido por um nickname, um endereço de e-mail, uma máscara. “Raivosa, mas covarde.” Sim, quão os felídeos carnívoros, digitígrados, de unhas retráteis que arranhando se escondem sob o couro fétido apodrecido do anonimato virtual.

A propósito para a palavra chata e sem sabor desta purga de Hades; a esta esbórnia virtual; a este destróier de obus covarde o antimíssil do combate nunca o silêncio morto. Nunca esqueçamo-nos de que a luz do saber e da razão habita no istmo do bom senso, “... a coisa melhor do mundo partilhada: pois cada penso estar tão bem provido dele, que mesmo os mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa não costumam desejar tê-lo mais do que o têm” e assim, portanto, jamais o suplante que a ojeriza ostenta no escárnio do apodo ou tampouco a apófise que descarna o Verbo do osso prevaleça.

Para os Teólogos o Princípio era Deus. João 1:1 No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. João 1:10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio "Dele”,... João 1:14 E o Verbo se fizeram carne e habitou entre nós... O Verbo significa a palavra. Gênesis, Capítulo 1:3. Disse Deus: haja luz. E houve luz.
Com efeito, não obstante o elucidativo Zeca [mestre] tenha profundas e embasadas razões no que pondera, e de tê-la má, a net do anonimato podre, salvo engano, dela talvez nada considerar, diferentemente, não renego a utilidade do processo cibernético, nem da ornamentada “exuberância” utópica tampouco os diatópicos com todos os vícios e mazelas que sedimentam o iletrado anjo avesso, pois ainda que recheadas de língua mole e disparates que as identificam, isto é, noto bene: 01] contos de cunho moral explorando nossos dilemas morais presentes que figurariam no futuro; 02] Crítica social recheadas de simpatias políticas do autor; 03] Exploração da estupidez coletiva; 04] Poder de uma elite exercido pela somatização e o conseqüente alívio de determinadas carências e privações do indivíduo; 05] Retórica pessimista e sem esperança, é fato real que a massificação indiscriminada e recorrente imposta ao indivíduo “... Em sociedades extremamente organizadas, controladas e controladoras torna cativo o homem. As expressões literárias mais próximas de nós no século XX, e mais fortes desse tipo de utopia com sinal trocado ─ por isso mesmo chamada distopias ─ estão nos romances Admirável mundo novo, de 1932, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, publicado originalmente em 1948.

“No primeiro caso, mais à direita, o totalitarismo se consolida pelo controle tecno-científico da sociedade; no segundo, mais à esquerda, pelo controle político”.
Pois bem: “Há muitas utopias nos livros de ficção e não menos ficção nas utopias neles representadas. O livro, como se sabe, que deu origem ao termo foi publicado em 1516. Utopia, obra de Thomas More (1478-1535), a ilha do lugar nenhum, sem tempo, sem coordenadas, é uma crítica à situação econômica da Inglaterra ao tempo do autor e também à idealização de um Estado político de igualdade e de virtudes sociais. Matriz do socialismo utópico criticado no século XIX por Marx, em contraposição ao chamado socialismo científico ─ ele próprio uma nova forma de utopia ─, o livro de Thomas More inaugurou uma linhagem de publicações, através dos séculos, que todas foram beber, com maior ou menor saciedade nas fontes que tranqüilas na Grécia antiga, jorravam, n' A República, de Platão, o ideal de igualdade entre todos (que não fossem escravos), sem ganância e com virtude”.

Afirmam os sábios e estudiosos que é no dual que está toda grade que nos prende a este mundo, e é dando ouvidos os nossos sentidos que nos tornamos comandados por eles e nos sujeitamos à dualidade, da qual somente podemos nos libertar quando não nos prendemos aos apelos dos sentidos e seus resultados diretos que são o prazer e a dor. Ora, sendo este o mundo que habitamos, convivemos e existimos é o dualista do: bem e do mal – da vida e da morte – do não e do sim, etc., Cata traz! Chegamos ao núcleo do trovão, ou seja, ao lado positivo da questão em apreço. Contra a monotonia do mínimo, o máximo ou vice-versa! “E eis então que a mais imperfeita profana oriunda emerge das sarjetas recitando em “grego” os versos de Homero”, ganha o status de utopia virtual por excelência, e assim, uma vez investida segue em notável parceria com a educação e cultura sem que tenha havido qualquer precedente na história da humanidade que possa servir de parâmetro. A desdita predestinada passa da inferior condição de lixo, trash inservível e de pústula rejeitada pela grande plêiade de imortais acadêmicos e semideuses para a mais alta corte das letras como a via condutora [ferramenta] mais imprescindível e a de maior importância para a civilização moderna, já que a “facilidade de comunicação e de circulação da informação oferecida pela rede global de computadores abre possibilidades reais de programas e projetos culturais e de educação antes não imaginados e sequer vislumbrados”.

Ora, inobstante tudo, só de “poder pensar na oferta de Educação formal pública e gratuita, com e pela utilização intensiva das tecnologias de informação e comunicação, nos põe diante de uma nova concepção da escola, com uma nova geografia estendida, alargada, socialmente, distribuída e que, aí sim, permite, com propriedade, falar de uma boa utopia virtual com os pés na realidade”.

Enfim, dando por concluso o painel, o que mais me contenta é poder saber que: “A simples decisão de desfazer-se de todas as opiniões anteriormente aceitas não é um exemplo que cada um deva seguir; e o mundo se compõe quase só de dois tipos de espíritos, aos quais não convém de modo algum. A saber: aqueles que, acreditando-se mais hábeis do que são, não podem impedir-se de julgar precipitadamente, nem possuem bastante paciência para conduzir por ordem os seus pensamentos: daí que, se tivessem uma vez tomados a liberdade de duvidar dos princípios que receberam, e de afastar-se do caminho comum, nunca poderia permanecer no atalho que é preciso seguir para ir mais direto, e ficaria extraviada a vida inteira. Depois, aqueles que tendo bastante razão, ou modéstia, para julgar que são menos capazes de distinguir o verdadeiro do falso do que outros pelos quais podem ser instruídos, devem assim contentar-se em seguir opiniões desses outros, em vez de buscar por si próprias outras melhores.

Mas, como um homem que nada sabe que anda sozinho pode... “tornar-se diferente do que seria se tivesse vivido sempre entre chineses ou canibais, e de que maneira, até nas modas de nossas roupas, a mesma coisa que nos agradou dez anos atrás, e que nos agradará talvez daqui a dez anos, nos parece agora extravagante e ridícula: de modo que é bem mais o costume e o exemplo que nos persuadem do que qualquer conhecimento certo, e que, no entanto a pluralidade de vozes não é a prova que valha para as verdades um pouco difíceis de descobrir, porque é bem mais provável que um homem sozinho as encontre do que um povo inteiro...”

Creio então que ocorram com as palavras, assim como os cantores, os pintores que não conseguem representar igualmente bem num quadro plano as diversas faces de um corpo sólido, e escolhem apenas uma das principais na luz e deixar outras na sombra, fazendo que estas apareçam somente ao olhar-se para aquela, assim também, temendo não poder colocar em meu discurso tudo o que tinha no pensamento... Inclusive, para enfeitar um pouco todas essas coisas e poder dizer mais livremente o que eu pensava, sem ser obrigado a seguir nem a refutar as opiniões aceitas entre os doutos, resolvi deixar todo este nosso mundo as suas disputas, e assim antes que aconteça de novo, falar apenas do que aconteceria num novo, se Deus o criasse agora,...” repeti-lo-ia com o inconsciente zero i-n-t-u-i-n-d-o sobre uma superfície branca? Reeditá-lo-ia com aquele tipo rebelde contestador de jeans, barba malfeita e desleixado declamando a Divina Comédia? Repeti-lo-ia com a coisificação do espírito e com as relações enfeitiçadas do homem, inclusive de cada individuo consigo mesmo brutalmente subsumido pelo sistema econômico que já provê as próprias mercadorias com valores sobre a conduta dos seres, o mesmo veneno que causa os males do universo? Com a taxa selic, as bolsas, o índice dow Jones, os commodities? Repeti-lo-ia com o sol que não advinha onde a vista alcança? Construi-lo-ia no model high tech com os seus condutos expostos deixando à mostra "intestinistas entranhas"? Ou repeti-lo-ia com a síndrome do excesso de informação e o desconforto do sono em alerta que doe e faz sofrer? Ou ainda repeti-lo-ia com as religiões e as hipnoses customizadas; com a pirataria moderna; com a inversão da ordem tribal ou da lógica invertida; com o vírus gripal? Reeditá-lo-ia com o pânico, o transtorno bipolar e de atenção, o stress, a depressão, a "invisibilidade" social dos trabalhadores urbanos? Construi-lo-ia com a coisificação e a objetificação humana? Com os arquétipos por suas próteses e prozacs? Ou reeditá-lo-ia tão somente com a recusa diante do fim muito além do bê-á-bá!

Tem alguma coisa estranha acontecendo... The Dark Side of the Moon...
“Mas que confusão! Dirá!”
A utopia é "cristalina". Vai ver que é só por isso que as distopias parecem taças secas de espumante e mal educadas! Para as palavras chatas, insossas, léxicas sem nexo e vazias; para as pulgas da purga de Hades; para a esbórnia virtual; para a o destróier anônimo do obus covarde? O antimíssil do combate nunca o silêncio dos mortos.

Um reflexo do caos!
Ph ode o ser... Talvez!
"Hoje eu acordei com vontade danada de beijar o delegado, de beijar o portugues da padaria..."
Um grande e fraternal abraço de ManoelSerrão - email: [manoel.serrao@hotmail.com]- Foto: Ruínas de Alcântara [Maranhão].
 

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