Espaço Literário

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Cláudio Joaquim


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12/10/2009 02:43:51 :: DJALMA FILHO


apesar do feriadão, O CESTO está a mil!....
dessa vez com um poeta manauara que já tomou uma bela sopa de feijão comigo!...
(o deja também é chique!)
nem prestei atenção ao poeta, encantei-me com a bata que usava!...
quem divide O CESTO comigo é o poeta Thiago de Mello!...

vão ao CESTO e não dêem feriadões às canetas (ou melhor, aos teclados)
deja

Blog - O Cesto
http://www.ptshot.com/Deja/
 
11/10/2009 00:07:18 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Eu sou menino de rua
E, apesar de ser menino,
Ninguém me interpela, não.
Ando livre sob a lua,
Perambulo sem destino:
Sem vergonha, sem razão...

Sou menino da noite
E às vezes também do dia:
Ninguém me interpela, não!
A fome se faz de açoite,
Eu choro de covardia:
Sem vergonha, sem razão...

O meu infortúnio ausculto
E pernoito sempre só.
Ninguém me interpela, não.
Sou menino, mas o adulto
Deu-me apenas este pó
Vergonhoso... (com razão?)   
 
10/10/2009 19:06:03 :: ELMIRA NUNES


As sardas
No rosto branquinho
da menina alegre
as sardas rebrilham,
como estrelas marrons,
num rosto de nuvem.
E a luz das estrelinhas
atrai tantos olhares
e tantos sorrisos,
que a deixam vaidosa
caprichosa e feliz.

 
10/10/2009 14:18:13 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Quero mudar o mundo!!!

Anseio estar desperta
Mudar a vida incerta
Quero a cabeça esperta
Deixar o meu Alerta.

Mas tenho Febre...
De consertar o mundo
Sei, tenho que ser breve
O poço está profundo.

Plantar boa semente
De Amor e de Perdão.
Assisto a Humanidade
Chorar sem solução.

Mais sinto dores...
Ao ver tanto abandono
Crianças vivem horrores
Tal qual um “Cão Sem Dono.”

Quero invadir as ruas
Gritar aos quatro ventos
Temos barrigas Nuas
Danos e sofrimentos.

Mais choro agora...
Porque não foi possível
Fazer a nova aurora
De um bebê sensível.

Dentre em meu Ser consigo
Com sonhos idealistas
Crianças tendo abrigos
Idosos otimistas.

Mais oro a Deus...
Que tenha piedade
De todos os filhos seus
Que clamam sua “Bondade.”

Agora com febre de repulsa, e esse mundo ainda me Expulsa...
Nessa noite, a dor vem como
Açoites...
E o pulso... Ainda pulsa.

Goretti Albuquerque.


 
10/10/2009 14:10:30 :: GORETTI ALBUQUERQUE


E Gritei por seu nome!!!

Por um longo tempo eu...
Procurei esquecer
Por de lado o sofrer
Esse ardor em meu peito
O teu cheiro em meu leito
Mas, não consegui.

Chamei-te...
Eu queria ser tua
Feito o sol e a lua
Te amar no infinito
Meu amor mais bonito
Mas, não consegui.

E cantei...
Meu amor em poema
Me transpus fui ao Céu
E Gritei por seu nome!!!


Na barreira de um véu
Tua imagem surgia
Feito sonho e magia
Mas, não consegui.

Eu não consegui...
Te falar que era frio
Meu outono    vazio;
Do calor do meu corpo
De um olhar quase morto
E gritei por seu nome!


Goretti Albuquerque.
 
10/10/2009 13:50:24 :: GORETTI ALBUQUERQUE




Querido você... Saudações!


Meus pensamentos são teus momentos
Do meu amor ao te compor
Pra te dizer do meu querer.
Nos arremessos pelo avesso
Grito bem forte de Sul a Norte;
Canto e proclamo! Você quem Amo!

Vou te amando e admirando
Tuas cicatrizes trazem deslizes
Vou te apoiando te aconchegando
Porque contigo estou comigo.
Em minha cama sinto tua chama
Beijo tua boca profana e louca.

Na lágrima tua    dou-te a lua!
Nos versos teus, os beijos meus;
Quando sorrindo um Céu se abrindo
Em teu sofrer faz-me morrer.
Pelas esquinas tu me ensinas
O amor é lindo um sonho infindo.


No teu pensar o meu amar
Quando em teu pranto, meu acalanto;
Nas noites frias sou alegria.
Você meus versos, você inverso, meu Universo!
Querido você.
Saudações!!!


Goretti Albuquerque.
 
10/10/2009 13:32:47 :: GORETTI ALBUQUERQUE


Nordeste do cabra da peste!

Sinto lembranças lá do calor do meu Nordeste
Dos galhos secos das caatingas entre os ciprestes
Das serenatas da flor silvestre do meu agreste
Do assum preto, mandacaru e cabras da peste.

Um triste hino cantam as mulheres
Em romaria pedindo chuvas, nada interfere
Enfrentam a vida até na morte são uns “Alferes”
Seu tudo é nada fome e poeira, seu mundo fere.

Gente valente sempre contente
Nas tempestades clamam bondades
Com seus rosários e seus hinários
Rogam a Deus por filhos seus.

Alegre é o canto do homem do campo
Chapéu de palha vai com sua tralha
Pro seu roçado já veio à seca, tudo acabado.
Em Deus espera logo vem chuva sua dor supera.

Clima contrário rompeu barragens vem seu calvário
Perdem lavouras, casas e família quanta ironia...
De olhos marejados mãos calejadas sofrem calados
E numa prece olham pros Céus, não esmorecem.

Brilho nos olhos olha seus filhos são seus abrolhos
Com dois gravetos formam fogueiras vão do se jeito.
País tão belo olhe o Nordeste, povo singelo
Gente sofrida sorri da lida, cabeça erguida.

Sou esse povo que recomeça tudo de novo
Mesmo sabendo de altos e baixos vão se erguendo
Meu coração guarda esse cheiro dos meus irmãos
Eu voltarei algum dia e apertarei vossas mãos!



Goretti Albuquerque.
Nordestina com orgulho!)



Homenagem ao dia do "Nordestino" essa brava Gente e Povo Honrado; Parabéns do fundo de minha alma também       tão "Nordestina"!!
Salve todos os bravos e honrados "Nordestinos", que por onde passam deixam sua marca cor do amor e da dor.
Parabéns "Nação Valente!"
 
08/10/2009 19:55:34 :: THALYA SANTOS


----O DIA A DIA

Flores na janela
O aroma do café na cozinha
O latido do cachorro na vizinha.
Em cima do muro, o gato orisado.

O pai sai apressado...
Sentado na calçada.
O vovô rememora o passado.
Se vê menino...
Jogando bola, indo a escola.

O Ônibus passa lotado
Cheiro de suor, no hambiente fechado
A grávida tem vontade de vomitar.
O Zé trago...
Não para de falar.

Na suntuosa mansão
Madame Frufru, retoca a maquiagem
Vai fazer uma viagem
Vai para o exterior
Esquecer...
Esquecer um grande amor.

No barraco miséro, e indecente
Delira em febre, uma criança doente.
Uma mulher desesperada
Passa a noite ajoelhada
Aos pés da Virgem Maria
Reza esperando raiar o dia...

Nasce um dia, outro dia...
Vive-se a vida
Com tristeza...
Esperança, alegria
Com sonho e poesia.


 
08/10/2009 19:14:20 :: ELMIRA NUNES


A MULHER FRENTE AO MAR
EM FRENTE AO MAR, ELA PARA.
NÃO SORRI E NÃO CHORA.
TEM MARMÓREA E FRIA A FACE
QUE O VENTO DA PRIMAVERA INSTIGA.
PENSA. PASSA A LIMPO A VIDA.
NESSE BALANÇO, O LUCRO É TRISTEZA.
ESTÁTUA PETRIFICADA EM SAL.
O DIA ESCORRE E O MAR VAI E VEM.
A MARÉ SE ESPRAIA À SUA VOLTA.
AS LEMBRANÇAS DESAFIAM AS LÁGRIMAS
NO OLHAR IMPENETRÁVEL.
FITA O HORIZONTE INFINITO:
O CÉU E O MAR, UMA EXTENSÂO DE SI MESMA,
SÃO OS BRAÇOS QUE A ACOLHEM
E OS OLHOS QUE A CHORAM.

 
08/10/2009 18:03:51 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


A FÉ

Se a verdade é relativa,
O que é absoluto
Além da mente criativa
E do sonho resoluto?

A própria vida desperta
Tamanha diversidade...
Onde fica a estrada certa
Que leva à felicidade?

Quem sou eu neste caminho?
Quem é tu nessa empreitada?
Seguimos num torvelinho
Que parece tudo e nada...

Se hoje se tem certeza,
Amanhã não se tem mais.
Em que chão da natureza
Se eterniza a nossa paz?

E o nosso constante medo
Em que paragem vai dar?
Qual a chave do segredo
Que se busca desvendar?

Algo então se descortina
Entre o firmamento e o mar:
Só a fé é cristalina
Como a luz diante do olhar.

Pois quem na alma a pressente
E vive a sua verdade,
Vive, verdadeiramente,
Essa tal felicidade!
 

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