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Cláudio Joaquim


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13/10/2009 15:54:01 :: LUCIENE LIMA PRADO


TREVO COM QUATRO FOLHAS

Procuro um trevo pelo mundo afora,
Para te dar quando fores embora;
No meu peito não sentirei desgosto
Se a sorte eu vir estampada em teu rosto.

Nas tuas caminhadas à luz noturna,
Um trevo te trará uma boa fortuna;
E este hei de procurar sem repouso,
Para sentires do viver o gozo.

O meu beijo de boa sorte não basta,
Leve-o como uma simbólica carta;
Dar-te-ei a sorte em miúdas folhinhas.

Terei certeza de que viajarás em paz,
Nisso meu espírito se satisfaz;
Vá e conserva sempre lembranças minhas.

(Luciene Lima Prado)
 
13/10/2009 15:52:41 :: LUCIENE LIMA PRADO


SONETO DOS RIOS

Teu trajeto é o encontro de dois rios,
Correndo em direções contraditórias;
No meio de alguns sinais, perdas e glórias,
A sentir: prazer, tédio e... calafrios.

Transitas entre escolhas: sim e não;
Não sabes em que mar tudo termina,
Nem se espera passar a chuva fina,
Tampouco qual é a exata direção.

Quando à sombra chegar, pare e descanse,
Sinta o olor das ilusões a longo alcance;
Que o fascínio nos torna bem mais vivos.

Tu divides os rios, siga teu curso
Com razão mais um pouco de teu impulso,
Pois no fim, desaguar é teu objetivo.

(Luciene Lima Prado)
 
13/10/2009 13:36:33 :: GLÓRIA SALLES


“É tua a decisão...”.

Se não pretende fazer-me de tuas ânsias refém
Não esbanje comigo teus melhores instantes...
Se não tenciona beber o néctar da minha boca
Não tatue meu corpo, com caricias delirantes.

Se não quer abandonar-se nas noites de lascívia.
Nem perder-se na atmosfera do cadenciado desejo,
Então, este olhar extasiado lance em outra direção.
E disfarce o latejar vibrante contado pelo teu beijo

Se planeja romper o sentir que trava as artérias
E guardar teu coração da magia do meu sorriso
Não cace então, teu cais nos vincos do meu corpo.
Ou vai se perder, garanto, na vastidão do paraíso.

E se teu medo apaga de nossa paixão as labaredas...
Vá... E deixa no ventre sereno, repousar as borboletas...

Glória Salles
04 outubro 2009
20h21min
 
12/10/2009 17:53:52 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Você é tão linda!
Mas não é só linda,
é um enigma
que ainda não desvendei.

Eu não saberia dizer...

Você é simples e, a um tempo,
contagia.

De uma beleza que não se decifra.

Ah!

Você é uma flor...

Pronto, disse!
 
12/10/2009 17:44:06 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Amor?
Amor é a contradição
que mais se identifica:

Eu tentando proteger-me,
Você tentando proteger-se,

E ficarmos, o tempo todo,
desprotegidos!
 
12/10/2009 13:47:17 :: Leonardo Ulhoa


Adorei esta poesia e gostaria de compartilhar com vocês, Grato!!!

Autor(a): LUCIENE LIMA PRADO

A LUA DE HOJE
Hoje e nenhum dia a mais,
Vou querer ver a Lua da minha janela.
Amanhã não. E nem depois. Somente hoje.

Não importa se manhã será um dia perfeito.
Não importa.
Hoje e nenhum outro dia,
Quero ver a Lua da minha janela.

Ainda que tudo seja perfeito amanhã,
Que a Lua esteja mais brilhante,
Não tem importância alguma.
Não esperarei pelo dia seguinte.

Quero que seja hoje,
Apesar de tudo e de quem seja contra.
Hoje, sim, verei a Lua da minha janela.

(Luciene Lima Prado)
 
12/10/2009 11:24:45 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Ser como você é?
Mas
Seria você,
Não eu.

O valor da vida
Mora justamente aí,
Na diferença...

Pois,

Com a assimilitude
De erros e acertos,
Aumenta-se a probabilidade
De acertar!

 
12/10/2009 02:43:51 :: DJALMA FILHO


apesar do feriadão, O CESTO está a mil!....
dessa vez com um poeta manauara que já tomou uma bela sopa de feijão comigo!...
(o deja também é chique!)
nem prestei atenção ao poeta, encantei-me com a bata que usava!...
quem divide O CESTO comigo é o poeta Thiago de Mello!...

vão ao CESTO e não dêem feriadões às canetas (ou melhor, aos teclados)
deja

Blog - O Cesto
http://www.ptshot.com/Deja/
 
11/10/2009 00:07:18 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA


Eu sou menino de rua
E, apesar de ser menino,
Ninguém me interpela, não.
Ando livre sob a lua,
Perambulo sem destino:
Sem vergonha, sem razão...

Sou menino da noite
E às vezes também do dia:
Ninguém me interpela, não!
A fome se faz de açoite,
Eu choro de covardia:
Sem vergonha, sem razão...

O meu infortúnio ausculto
E pernoito sempre só.
Ninguém me interpela, não.
Sou menino, mas o adulto
Deu-me apenas este pó
Vergonhoso... (com razão?)   
 
10/10/2009 19:06:03 :: ELMIRA NUNES


As sardas
No rosto branquinho
da menina alegre
as sardas rebrilham,
como estrelas marrons,
num rosto de nuvem.
E a luz das estrelinhas
atrai tantos olhares
e tantos sorrisos,
que a deixam vaidosa
caprichosa e feliz.

 

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