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Cláudio Joaquim


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19/09/2019 14:32:46 :: GORETTI ALBUQUERQUE
Tempos de trevas

Vivendo por sob regras
Testando limitações
Nossas vidas por entregas,
Um viver entre prisões.

Desperto e é madrugada
Estou sempre a imaginar.
Adiantando essa estrada
Por não poder me atrasar.

Cortaram a vida na praça,
A prosa com meus vizinhos.
Generais de carapaça,
Destruindo meu caminho.

Ah, que saudades eu sinto
Da minha infância liberta.
Correção vinho de um cinto,
Gado de porteira aberta.

Hoje sinto a ferradura,
A dor da destruição.
A pobre flor imatura,
Cai no solo sem razão.

Parece que o mundo inteiro
Carece de compaixão.
Barro sem mãos do oleiro,
O mal espalhando estão.

      Goretti Albuquerque.
 
18/09/2019 10:28:53 :: GORETTI ALBUQUERQUE
                  Por você

Dormi sob o orvalho
Sem temor eu domei uma fera.
Da árvore eu fui o menor galho
Me fiz garoa pra molhar a terra.

Criei meu mundo, flori os canteiros,
Para banhar-te-em pétalas perfumadas.
Meu coração sente um olhar fagueiro,
Em sonho eu amo-te pelas madrugadas.

E por te amar eu fiz outro caminho,
Fui lá no alto implorei pra lua
Brilho aos teus pés evitando o espinho,
Fiz um altar pra ti em minha rua.

Nesse querer eu sabotei a noite
E trouxe o sol pra te banhar de dia,
Tua lembrança veio como açoite
Te amei sozinha,    te fiz poesia.

         Goretti Albuquerque.
 
15/09/2019 17:48:34 :: GORETTI ALBUQUERQUE
Mãe natureza.

Ó, montes vindos antes nós,
tinham em verdes pastos arvoredos,
desnudando a neblina e a cerração.
ventos bravios vindos do hemisfério,
expandiram em cor ou perto e o Sul suderio,
Iluminando o céu em uma bela visão.

Em um traço rústico bem fora da rota,
Onde a flor se achega abrindo em pétalas,
Em tantas árvores nem ao longe se mexia.
Mas se de perto a terra em som e cores,
E bem de perto as aves revoando em bandos,
Mãe Natureza chora em desalinho.

Imaginando estou em formas originárias,
Igual ao antes sem devastação sentida,
Lampejos de esperança afaga minha alma.
Voltar a ver na linha do Horizonte,
montes Colinas o verde campo e o Rio.
Meus sonhos me entristecem de de dor e a brisa me acalma.
  
            Goretti Albuquerque.
 
15/09/2019 17:06:59 :: GORETTI ALBUQUERQUE
Rio vermelho

Na voz sentida do poeta eu vi.
Passar um rio lento e consciente.
Era vermelha sua dor senti,
Tinha uma lágrima e plantava a semente.

Meu trovador sua voz também é minha,
E o mar vermelho vai abrir caminho,
Na primavera a flor vem sem espinho.

Vamos sonhar e ver Lua sorrir,
Na contramão eu não caminharei.
Nuvens de cumbo do Céu vão sumir,
E a cor vermelha da face eu serei.
Nuvens de chumbo do Céu vão sumir,
E a côr vermelha da face eu serei.

            Goretti Albuquerque.
 
15/09/2019 15:46:47 :: GORETTI ALBUQUERQUE
A lavadeira

Cantando vai a lavadeira,
Sonhando ser feliz talvez.
Alegremente a roupa clareando,
Sorri somente em sua incensatez.

Embala o filho por breves instantes,
No sol suas roupas estão a secar,
Nas mãos um pão e olhos reluzentes
Volta para lida com sol escaldante.

Alguém passando ouve e se entristece.
Da tal cantiga só há lida e o Rio,
E aquela moça como se tivesse,
Mil e um motivos para dizer da vida.

E a lavadeira entoa uma canção,
Ao que parece em si está sentindo, Jogando o pranto em forma de oração,
E pelas curvas o som vai ondulando.

Ah, Alegre canta sabes qual    razão?
Ser tão festiva na inconsciência,
Em tua singeleza o céu te escuta,
Que o homem grave tua sapiência.

Por que tão breve a vida passa
Vai viajando em ti o infinito.
Trazes na alma um cantar mais leve,
Leva aos corações o teu cantar.

Goretti Albuquerque.

 
15/09/2019 14:51:17 :: GORETTI ALBUQUERQUE
O Grito.
            Setembro Amarelo prevenção ao Suicídio.


São meus dias tão vazios e frios.
Onde não sinto nem o perfume das flores.
Visão e mente embasadas em calafrios,
Já não vivo, passo pela vida sem as cores.

Vai anoitecendo e vou morrendo nem vejo os dias.
Um nevoeiro surge e apaga minha existência.
Meu peito abatido de pensamentos sombrios,
Sussurra a morte venho a galope pra te buscar.

Numa via dolorosa estou sozinho.
Ninguém me escuta meu grito apaga, vou definhar.
Se por acaso chegue meu grito por um aviso,
Então eu parto cansei da luta ninguém a passar.

Tenho dores e desespero, viver sem vida
Olho no espelho e a face negra me aponta.
Nesse abandono, melancolia triste contida,
Na depressão só quem viveu, paga essa conta.

Esse texto é um alerta, uma ficção.
Mas é preciso dar um suporte evitar muitas mortes.
Ninguém quer se matar, sempre tenta antes chamar a atenção.
Não desrespeite nem menospreze deixando seu ente entregue à própria sorte.


A Depressão é um estado de solidão.
Por um momento pode uma vida ser assistida.
Vamos ser luz vivendo a vida de um irmão,
Escute o grito, ampare e salve evite uma despedida
 
15/09/2019 12:33:56 :: GORETTI ALBUQUERQUE
A neta Luiza ( homenagem)

Raio de luar.

Em uma linda manhã de luz
Uma estrela iluminou a terra.
Seus pais contam os segundos
Lá os pássaros sobrevoam um novo mundo.
Lá na via Láctea estrela reluz,
Um bailado encanta numa sinfonia.
Anjos tocam harpa e anunciando
Uma princesinha de olhos marcantes,
Surge entre luzeiros chora ofegante.
Luiza esperada por seus pais desponta.
Face de um anjo pele de avelã
Pesinhos gordinhos, bochechas rosadas.
Eterniza agora sua doce Aurora de uma vida cheia de amor e luz.
Brilho de estrela princesa Luiza,
Deus te mandou anjos pra te protegerem.
Seu viver talhado no amor divino,
Terás alegrias vida em harmonia.
Deus te manda o ensino e uma sinfonia.
Luiza menina trazes na bagagem doçura e bondade.
Honra os teus pais, vida abençoada, serão os teus passos.
Uma vidinha chegou e com ela veio o Amor.
Benvinda Luiza, a vovó contente fez esse poema para quando adulta guarde na lembrança
Nosso amor imenso por entre suas tranças.

Com amor,
Vovó Goretti Albuquerque
 
08/09/2019 19:15:49 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
AMOR

Amor é barco em alto mar.
Navega, às vezes, na mansidão das águas;
outras, nas incertezas da maré...
Por isso, há que ser forte e ter fé!
 
03/08/2019 16:16:54 :: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
DECEPÇÃO

Houve motivo para calar-se.
O silêncio é o estigma do que ficou.
Dentre os resíduos da surpresa, um vazio gritante.
Não se cogitou que fosse assim.
Antes, o horizonte, por revestir-se de cores,
dissimulara sua genuína face.
Alhures, revelou-se.
E, agora, em meio às sequelas da desdita,
a vida segue seu curso.
Em cada face a cor que a desnuda.
O caminho é de pedras, porque sempre o foi.
 
04/01/2019 23:31:06 :: HERMELINDA GUTIERREZ SANTIAGO
A VISITANTE

Chegava devagarzinho,
Nem batia no portão,
Atravessava o jardim
Pisando leve no chão.

Vinha pela madrugada,
E vinha durante o dia,
Metia-se em minha cama
Quando a noite estava fria.

Um dia briguei com ela
Por assim me perturbar.
E quanto mais eu brigava
Mais teimava em ficar.

Eu nem sabia o nome
Dessa presença constante
Que não me dava sossego
Nem mesmo por um instante.

Decidi não expulsá-la
Sem nada poder fazer.
Que visita era essa
Sempre a me aborrecer?

Acostumei-me com ela,
Quando soube da verdade.
Agora não me incomoda,
É a minha amiga Saudade.
 

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